O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, recuou 0,5% em outubro deste ano, na comparação com o mês anterior. A queda veio depois de uma alta de 0,6% em setembro. O dado é do Monitor do PIB, calculado e divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

De acordo com a pesquisa, apesar da queda de setembro para outubro deste ano, a economia brasileira cresceu 5,4% em relação a outubro do ano passado. Além disso, a alta acumulada em 12 meses é 3,4%.
Na passagem de setembro para outubro, houve queda de 1,9% na agropecuária e crescimento de 0,2% na indústria. Os serviços mantiveram-se estáveis.
Sob a ótica da demanda, o consumo das famílias manteve-se estável, enquanto a formação bruta de capital fixo, isto é, os investimentos, caiu 3,7%. Por outro lado, tiveram altas o consumo do governo (1,6%) e as exportações (0,5%). As importações recuaram 1,8%.
“A princípio isso [a queda entre setembro e outubro] não deve gerar uma preocupação tão grande, porque a economia está muito aquecida, então [essa queda] é só uma compensação em relação a setembro. É óbvio que, persistindo e o mês de novembro também vier ruim, seria um alerta um pouco maior. Mas, a princípio, a economia segue aquecida apesar dessa retração”, afirmou a economista da FGV Juliana Trece.
Por Agência Brasil
A chegada das festas de fim de ano traz consigo um aumento no volume de golpes com anúncios e páginas falsas, especialmente a partir das vésperas da Black Friday, quando foram estimadas cerca de 100 mil tentativas de fraude, segundo dados da ClearSale.
Uma das táticas mais comuns usadas são os sites de vendas fraudulentos, impulsionados por anúncios pagos em redes sociais e buscadores. Esses sites imitam grandes varejistas ou parecem lojas oficiais, mas são projetados exclusivamente para enganar os consumidores. Geralmente, esses portais aceitam apenas Pix ou boleto como formas de pagamento, dificultando qualquer reembolso.
Veja abaixo os golpes mais comuns que podem rondar os consumidores neste fim de ano:
Phishing ou golpe do link falso
O phishing consiste na tentativa do criminoso de obter senhas e dados pessoais da vítima por meio do envio de e-mails, banners, SMS e mensagens no WhatsApp com links suspeitos. Essas mensagens podem disfarçar sorteios, cobranças urgentes, pedidos de alteração de senha por tentativas de invasão ou solicitações de atualização de dados para manutenção de conta. Especialmente em datas importantes para o comércio, como o Natal, também podem incluir promoções e ofertas.
Como se proteger: preste atenção a erros ortográficos, imagens e logotipos suspeitos. Analise sempre o endereço de e-mail indicado, a urgência excessiva na mensagem e URLs que parecem legítimas, mas têm pequenas diferenças, como a troca de letras. Copie o texto e pesquise em um mecanismo de busca confiável. Na dúvida, não clique em links ou arquivos suspeitos.
Trojan bancário
Ao clicar em um link enviado por phishing, programas maliciosos podem se infiltrar em dispositivos, como celulares ou notebooks, roubando informações financeiras, como senhas e números de cartões de crédito, e monitorando atividades online de forma discreta.
Como se proteger: além das práticas indicadas para evitar phishing, é importante ter um antivírus instalado em seus dispositivos.
Golpe do Airbnb falso
Um site falso do Airbnb oferece aluguéis de apartamentos atraentes, insistindo que o visitante faça uma transferência para um agente para confirmar sua reserva, resultando em prejuízo financeiro. Além do Airbnb, os criminosos simulam outros sites ligados a plataformas de viagem.
Como se proteger: verifique a URL do site para conferir se ela é legítima, cheque o CNPJ da empresa, pesquise a reputação da loja em plataformas confiáveis e desconfie de ofertas com preços muito abaixo do mercado. Observe também se o site oferece diferentes formas de pagamento.
Golpe dos Correios
No chamado “golpe dos Correios”, criminosos entram em contato com o consumidor por meio de mensagem SMS, e-mail ou WhatsApp, alegando que há taxas adicionais a serem pagas para liberar um suposto produto comprado online.
Em alguns casos, o consumidor realmente fez uma compra segura e, por coincidência, recebe uma tentativa de golpe dos Correios enquanto espera seu pedido. Contudo, há situações em que a vítima adquiriu o produto em um site fraudulento – que nunca entregará o item – e os criminosos tentam extorquir ainda mais dinheiro dela com o golpe dos Correios.
Como se proteger: desconfie de mensagens urgentes e sempre confira o e-mail e o nome do remetente antes de clicar em qualquer link ou fornecer informações pessoais. No caso dos Correios, o e-mail legítimo é o “@correios.com.br”. Não clique nos links contidos no corpo do e-mail ou da mensagem SMS em nenhuma hipótese. Se estiver realmente esperando uma encomenda, entre no site oficial dos Correios e confira o rastreamento do produto.
Golpe do WhatsApp
Um criminoso se passa por funcionário de uma empresa e oferece serviços, pedindo a confirmação de um código ou número de protocolo, que na verdade será usado para acessar sua conta.
Como se proteger: ative a “verificação em duas etapas” no WhatsApp e nunca compartilhe códigos recebidos por SMS.
Golpe da falsa central
Os criminosos ligam se passando por uma instituição financeira, mencionando transações suspeitas em sua conta para solicitar a confirmação de informações sensíveis.
Como se proteger: nunca compartilhe dados pessoais em ligações e sempre desconfie de chamadas com pedidos urgentes. Lembre-se: as instituições financeiras não solicitam dados confidenciais por telefone nem pedem que você realize transações financeiras em sua conta.
Uso indevido de marcas
O criminoso faz contato por telefone, e-mail ou mensagem, se passando por representante de um banco conhecido e respeitável. Com um discurso persuasivo, tenta convencê-lo a passar informações pessoais e confidenciais, como senhas, dados bancários e informações de cartão.
Como se proteger: desconfie de preços ou taxas que estejam muito abaixo do mercado. Busque informações diretamente no site e canais oficiais da instituição desejada e sempre digite o nome do site diretamente no seu navegador de internet. Além disso, nunca clique em links vindos de conversas duvidosas – como um link enviado por um suposto atendente ou representante de uma empresa via SMS ou WhatsApp.
Perfil falso de amigo ou familiar
Os golpistas utilizam imagens de pessoas conhecidas com números de celulares diferentes, se passando por pessoas próximas, simulando uma situação financeira urgente, doença ou acidente para pedir dinheiro.
Como se proteger: Desconfie de números desconhecidos e confirme a situação diretamente com a pessoa conhecida via ligação ou chamada de vídeo.
Como se prevenir na hora da compra
Segundo os especialistas consultados, antes de efetuar uma compra neste fim de ano, seja online ou em uma loja física, é necessário:
- Desconfiar de preços muito baixos.
- Acessar sempre o site oficial da loja para verificar promoções.
- Pesquisar sobre a marca do produto desejado e o nome da loja em redes sociais e em sites de reclamações.
- Em marketplaces: verificar as avaliações de outros clientes, o histórico do vendedor, o tempo de conta, o número de seguidores e as vendas efetuadas.
- Priorizar o uso de cartão virtual temporário (que dispensa o registro do cartão para débitos futuros) em compras online.
- Evitar realizar compras usando Wi-Fi público ou VPN desconhecida.
- Em compras em estabelecimentos físicos: conferir sempre o valor que está na tela da maquininha antes de efetuar o pagamento e tomar cuidado para que ninguém visualize a digitação de sua senha ou troque o cartão na hora de devolvê-lo.
- Ativar as notificações do seu celular para transações realizadas em sua conta – a maioria das instituições financeiras encaminha um alerta por SMS ou Push sempre que você realiza uma compra.
Por InfoMoney
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 4,84% para 4,89% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (16), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2025, a projeção da inflação também subiu de 4,59% para 4,6%. Para 2026 e 2027, as previsões são de 4% e 3,66%, respectivamente.
A estimativa para 2024 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.
A partir de 2025, entrará em vigor o sistema de meta contínua e, assim, o CMN não precisará mais definir uma meta de inflação a cada ano. O colegiado fixou o centro da meta contínua em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Em novembro, puxada principalmente pelos gastos com alimentos, a inflação no país foi de 0,39%, após o IPCA ter registrado 0,56% em outubro. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 12 meses a inflação acumula 4,87%.
Juros básicos
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 12,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).
A alta recente do dólar e as incertezas em torno da inflação e da economia global fizeram o BC aumentar o ritmo de alta dos juros na última reunião do ano, na quarta-feira (11) passada. O órgão informou que elevará a taxa Selic em um ponto percentual nas próximas duas reuniões, em janeiro e março, caso os cenários se confirmem.
Esse foi o terceiro aumento seguido da Selic e a alta consolida um ciclo de contração na política monetária. A taxa retornou ao nível de dezembro do ano passado, quando estava em 12,25% ao ano.
Após passar um ano em 13,75% ao ano - entre agosto de 2022 e agosto de 2023 - a taxa teve seis cortes de 0,5 ponto e um corte de 0,25 ponto entre agosto do ano passado e maio deste ano. Nas reuniões de junho e julho, o Copom decidiu manter a taxa em 10,5% ao ano, começando a aumentar a Selic na reunião de setembro, quando a taxa subiu 0,25 ponto, e novembro, quando subiu 0,5 ponto.
Para o fim de 2025, a estimativa é que a taxa básica suba para 14% ao ano. Para 2026 e 2027, a previsão é que ela seja reduzida para 11,25% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.
Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.
Quando a taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.
PIB e câmbio
A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano passou de 3,39% para 3,42%. No terceiro trimestre do ano, o Produto Interno Bruto (PIB - a soma dos bens e serviços produzidos no país) subiu 0,9% em comparação com o segundo trimestre. De acordo com o IBGE, a alta acumulada no ano, de janeiro a setembro, é de 3,3%.
Para 2025, a expectativa para o PIB é de crescimento de 2,01%. Para 2026 e 2027, o mercado financeiro estima expansão do PIB também em 2% para os dois anos.
Em 2023, superando as projeções, a economia brasileira cresceu 3,2%. Em 2022, a taxa de crescimento havia sido de 3%.
A previsão de cotação do dólar está em R$ 5,99 para o fim deste ano. No fim de 2025, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,85.
Por Agência Brasil
Mais de 17 milhões de brasileiros já possuem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN). O balanço foi divulgado nesta segunda-feira (16) pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.

“A nova Carteira de Identidade Nacional reduz as fraudes, melhora os cadastros administrativos e qualifica o acesso a serviços públicos digitais, pois possibilita um acesso mais seguro (conta Ouro) aos mais de 4,5 mil serviços digitais disponíveis no Gov.br”, destacou a pasta.
Em nota, o ministério reforçou que todos os brasileiros têm até 2032 para fazer a troca do documento pela nova identidade, sendo que a primeira via gratuita. Atualmente, a CIN é emitida em todos os estados brasileiros. Mais informações podem ser acessadas no gov.br/identidade.
Infraestrutura pública digital
No comunicado, a pasta informou que planeja construir uma Infraestrutura Pública Digital (IPD) de identificação civil no intuito de automatizar os serviços públicos. “Essa IPD utilizará a base de dados da CIN e a identificação em meios digitais do Gov.br”.
“Uma IPD é um conjunto de sistemas digitais compartilhados que devem ser seguros e interoperáveis. Esses sistemas podem ser construídos a partir de especificações e padrões abertos, para ofertar acesso equitativo a serviços públicos e privados em escala social”, completou o ministério.
A proposta é que o Gov.br passe a informar, por exemplo, sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ou sobre como tirar a carteira de motorista se quem estiver acessando for uma pessoa com 18 anos. Caso seja um idoso, a plataforma poderá informar sobre aposentadoria ou sobre a concessão de benefícios.
Por Agência Brasil
A partir de 1º de abril de 2025, os produtos importados comprados em sites estrangeiros, como Shein e Shopee, terão um aumento significativo de preço devido ao reajuste na alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). A nova taxa estadual, que incide sobre as compras realizadas por meio de comércio eletrônico internacional, subirá de 17% para 20%. Somado ao Imposto de Importação federal, que varia entre 20% e 60% dependendo do valor do produto, a tributação total pode alcançar até 100%.
A decisão foi tomada pelo Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda (Comsefaz) e afeta empresas que operam com o Regime de Tributação Simplificada (RTS). Segundo especialistas, o aumento do ICMS terá um impacto maior do que o aumento nominal de 3 pontos percentuais, pois o imposto incide não apenas sobre o valor da compra, mas também sobre o Imposto de Importação, gerando um efeito de “cálculo por dentro”.
Atualmente, um produto que custa R$ 300, sem impostos, acaba sendo pago por R$ 433,73 após a incidência do Imposto de Importação (20%) e ICMS (17%, que efetivamente corresponde a 20,48%, devido ao cálculo por dentro). Com o novo aumento, esse mesmo produto passará a custar R$ 450, representando um aumento de mais de 5,5 pontos percentuais na carga tributária total. Para produtos com valor superior a US$ 50, o Imposto de Importação é de 60%, e a tributação total subirá de 92,77% para 100%.
Implicações para os consumidores e para o comércio local
Uma pesquisa da Plano CDE, voltada para as classes C, D e E, indicou que 46% das pessoas nesses grupos não buscam substituir os produtos importados por opções nacionais quando há aumento de preços. O estudo revelou também que, entre agosto e outubro de 2023, a taxa de desistência das compras online aumentou de 35% para 39%, após o início da cobrança do Imposto de Importação de 20% para compras de até US$ 50, conhecido como “taxa das blusinhas”.
Além disso, 44% das pessoas dessas classes afirmaram que desistiram completamente de comprar produtos importados após o aumento da tributação. A pesquisa também mostrou que 55% dos consumidores entrevistados, incluindo as classes A e B, acreditam que muitos produtos só podem ser adquiridos de fora do país.
O aumento do ICMS também traz desafios para empresas que dependem de insumos internacionais. Com a elevação dos custos dos importados, pequenos e médios comerciantes que utilizam produtos estrangeiros para abastecer seus estoques podem ser impactados, dificultando ainda mais a operação de negócios que dependem dessas mercadorias.
Após o anúncio do Comsefaz, a Shein se manifestou em nota, lamentando a decisão e destacando que a medida agrava ainda mais a carga tributária sobre os consumidores brasileiros. A empresa afirmou que a maior parte dos usuários no Brasil é composta por populações de classes sociais mais baixas, que dependem desses produtos acessíveis para suprir suas necessidades.
A Empresa Brasileira de Aeronáutica S/A (Embraer) receberá o pagamento de R$ 1,1 bilhão, através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), pela exportação de oito jatos comerciais para a empresa norte-americana Azorra. Os aviões E190-E2 e E195-E2 serão entregues a partir deste mês e ao longo de 2025 pela fabricante localizada em São José dos Campos (SP).

O financiamento do BNDES é feito através do programa BNDES Exim Pós-Embarque, no qual o banco brasileiro antecipa parte do pagamento à empresa exportadora, em reais, assim que o produto é exportado.
O BNDES depois recebe o pagamento, parcelado e em dólares, da importadora estrangeira.
Financiamento
Esse é o terceiro financiamento do BNDES de aeronaves da família E2 à empresa Azorra, que é especializada na aquisição de aeronaves e seu arrendamento a companhias aéreas comerciais.
“Somente neste ano, o BNDES aprovou o financiamento para a exportação de 56 aeronaves da Embraer para diferentes mercados nas Américas, Europa e Ásia. Fechamos novos contratos para aviões comerciais e militares. [O banco] também está apoiando a produção do carro-voador da empresa, com fábrica no Brasil e elevada produção tecnológica. São financiamentos que comprovam a eficácia da atuação autônoma, célere e transparente [da instituição]. Na história, o BNDES já apoiou a produção de mais de 1.300 aviões da empresa”, disse o presidente do banco, Aloizio Mercadante, por meio de nota à imprensa.
Por Agência Brasil


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