Polícia ainda procura por suspeitos de matar casal e enterrar no quintal de casa

Rita de Cássia Ledesma Ferreira, de 23 anos, e o namorado, Diego Antônio da Silva, de 25 anos, são os principais suspeitos do duplo assassinato contra Marilene Ledesma Ferreira, de 53 anos, e Paulo Mariano Pinto, de 58.

 

A Justiça já decretou mandado de prisão contra os jovens e eles seguem foragidos. O crime aconteceu em Corumbá (MS).

 

 

Em entrevista ao Portal Correio do Estado, o delegado plantonista da 1ªDP da cidade, Sam Ricardo Aranha Suzumura, disse que a possível arma do crime foi apreendida, uma faca, mas há possibilidade de haver mais uma.

 

“Eu conversei com o médico legista e ele acredita que outra faca possa ter sido usada, sendo uma média e uma grande. A faca grande, dessas de cortar legumes, foi apreendida”, relatou.


Os corpos das vítimas foram encontrados na última sexta dia 24, enterrados no quintal de casa por familiares. A motivação do crime ainda não foi esclarecida. A filha do casal, Rita de Cássia, teria vendido os pertences da casa e fugido com o namorado. (Com Correio do Estado)

 

 

 

Aneel mantém bandeira tarifária vermelha em dezembro, mas adota patamar menor

A Agência Nacional de Elergia Elétrica (Aneel) divulgou ontem dia 27, que a bandeira tarifária para o mês de dezembro será vermelha, mas no patamar 1, com custo um pouco menor, de R$ 3 a cada 100 kWh (quilowatts-hora) consumidos.

 

Desde outubro, vigorava o patamar 2 na cobrança nas contas de luz, tarifa mais cara prevista na distribuição das bandeiras e que implica a cobrança de taxa extra nas contas de luz de R$ 5 a cada 100 kWh consumidos, após reajuste anunciado em novembro.

 

 

Em setembro, vigorou na cobrança das contas de luz a bandeira amarela, que aplicou uma taxa extra de R$ 2 para cada 100 kWh.


De acordo com a agência, houve uma ligeira melhora na situação dos reservatórios das usinas hidrelétricas. A Aneel disse ainda que, embora não haja risco de desabastecimento, é preciso reforçar as medidas para evitar o desperdício de energia.

 

Na semana passada, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) apontou uma “pequena melhoria” nas condições de atendimento ao Sistema Interligado Nacional, em razão das chuvas registradas no mês de novembro.

 

De acordo com o comitê, o cenário é de acompanhamento da evolução “considerando as chuvas previstas nos próximos dias em grande parte do país.” Para o período de 15 a 30 dias, a previsão é de chuvas relativamente próximas à média histórica no Sudeste, Centro-Oeste e no centro-norte da região Sul.

 


Bandeiras tarifárias

 

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 como forma de recompor os gastos extras com a utilização de energia de usinas termelétricas, que é mais cara do que a de hidrelétricas. A cor da bandeira é impressa na conta de luz (vermelha, amarela ou verde) e indica o custo da energia em função das condições de geração.

 

A bandeira vermelha é acionada quando é preciso ligar usinas termelétricas mais caras, por causa da falta de chuvas. Segundo a Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o uso consciente. As cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração de eletricidade. (Com Agência Brasil)

 

 

 

Temer recebe alta após angioplastia e retorna hoje a Brasília

O presidente Michel Temer recebeu alta às 10h de hoje dia 27, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

 

Temer passou por um procedimento de angioplastia na sexta dia 24, com a desobstrução em três artérias coronárias e implantação de dois stents (dispositivo usado para desobstrução).

 

A cirurgia durou cerca de uma hora e meia e, de acordo com a equipe médica do Sírio-Libanês, a intervenção foi necessária e pode garantir maior qualidade de vida e longevidade.

O presidente retorna hoje para Brasília, mas não tem agenda oficial de compromissos.

 

Na rede social Twitter, Temer agradeceu o apoio dos médicos e da população. "Bom dia! Agradeço os cuidados da equipe médica e o carinho das pessoas que torceram e rezaram por mim. Já, já estarei de volta ao trabalho", publicou. (Com Agência Brasil)

 

 

 

Mulher recebe 84% do salário do homem

Trabalhadoras brasileiras receberam o equivalente a 84% do salário dos homens no Brasil, em média, em 2016.

 

As informações são do Ministério do Trabalho, com base na Rais (Relação Anual de Informações Sociais).

 

 

O salário médio dos homens foi de R$ 2.886,24 no ano passado, e o das mulheres, de R$ 2.427,14. Considerando a remuneração de todo o ano passado e o 13º salário, as mulheres receberam, em média, R$ 6.000 a menos que os homens.

 

Apesar da diferença, os números apontam uma melhora em relação a 2015, quando a remuneração feminina representava 82% do salário masculino. Os dados levam em consideração empregados formais no setor privado e no serviço público do país.

 

"Existem diversas explicações para o fato de esses 'gaps' ainda prevalecerem. A discriminação é uma delas", afirmou Cecilia Machado, professora da Escola Brasileira de Economia e Finanças da FGV (Fundação Getulio Vargas).

 

Segundo a economista, há outras razões. As mulheres muitas vezes optam por posições com, por exemplo, mais flexibilidade, o que pode interferir no salário. Além disso, é possível que as empresas em que as mulheres trabalham paguem menos, mas ofereçam outros tipos de benefício que não são mensurados no salário.

 

 

ESCOLHAS

 

A questão do preconceito tem várias facetas. Em muitos casos, interfere até nas escolhas individuais. As próprias mulheres podem evitar carreiras que pagam melhor, mas são vistas como trabalho de homem, diz a professora.

 

A engenheira Letícia Garcia viveu na pele essa percepção mais sutil. Em 2003, foi uma das oito mulheres que passaram no vestibular para cursar engenharia elétrica na UnB (Universidade de Brasília). Elas comemoraram um recorde: era a primeira vez que uma quantidade tão grande de alunas era aprovada para o curso. Ao mesmo tempo, 36 homens compunham a turma de calouros.

 

"As pessoas questionam o porquê de você fazer um curso tão masculino. Eu respondia só que gostava de física e matemática. Tinha 17 anos, dava uma resposta inocente, não via maldade naquilo", lembra Garcia, hoje aos 32 anos.

 

Brasiliense, ela conta que ficou pouco tempo na iniciativa privada, como engenheira eletricista, e não notou diferença salarial em relação aos colegas homens. Mas era sempre minoria. "Em todos os meus empregos anteriores tinha mais homens do que mulheres. Muitas vezes eu era a única mulher", diz.

 

Em 2011, foi aprovada em concurso da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e passou a ter uma leitura mais particular ainda do mercado de trabalho: que o funcionalismo tende a dar um tratamento mais igualitário entre homens e mulheres.

 

"Não tem diferenciação pois você entra num cargo independentemente do seu gênero, por meio de concurso."

 

De fato, segundo o levantamento, no Distrito Federal, as mulheres ganharam, em média, o equivalente a 98,6% do salário médio dos trabalhadores homens. É a menor diferença nacional. A explicação está no grande número de funcionários públicos.

 

"No Distrito Federal, como o acesso ao mercado se dá principalmente por concurso, e as mulheres são maioria na aprovação, isso deve estar contribuindo para equalizar os salários", afirma o coordenador-geral de estatísticas do Ministério do Trabalho, Mário Magalhães.

 

Há casos em que elas recebem até mais. Na administração pública e na construção civil do Distrito Federal, elas ganham, na média, mais que os homens -38,5% e 19,5% acima, respectivamente.

 

Para Garcia, no fim, a sua escolha foi gratificante. "Hoje vejo que fiz uma escolha boa para uma pessoa do meu gênero. Se tivesse na iniciativa privada, ganharia mais ou menos dinheiro? Como mulher, atingiria meu objetivo? Não sei", diz. "Mas gosto de acreditar que as mulheres estão todas ocupando o seu espaço."

 

 

 

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