Vivo é investigada por fornecer publicidade com dados pessoais de clientes

O MP-DFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios) instaurou um inquérito civil público para apurar o possível uso e tratamento ilegal de dados pessoais de 73 milhões de clientes, para fins de publicidade, pela operadora Vivo.

 

O serviço é oferecido aos anunciantes por meio do Vivo Ads, plataforma de marketing mobile da companhia. A empresa promete fornecer publicidade usando dados qualificados dos clientes, como perfil, localização, comportamento de navegação, lugares frequentados e hábitos dos consumidores.

 

A operadora anuncia como vantagem que os espaços publicitários serão ocupados com propagandas e conteúdos segmentados. Para os anunciantes, é uma ótima opção de direcionamento de conteúdo para potenciais clientes.

 

Com o uso de dados pessoais, é possível identificar entre os clientes aqueles que estão passando por tratamento de saúde, a partir do mapeamento da circulação de usuários em clínicas e hospitais. Essas informações podem estar sendo usadas de maneira imprópria pela empresa para a venda de espaço publicitário. Vale destacar que o serviço Vivo Ads não permite que os clientes se oponham ao tratamento de seus dados pessoais para fins de publicidade.

 

 

A Comissão de Proteção dos Dados Pessoais do MP-DFT, responsável pela investigação, alerta que o Marco Civil da Internet assegura, aos titulares dos dados pessoais, os direitos de inviolabilidade da intimidade e da vida privada, e também o direito de não fornecimento a terceiros dos dados pessoais, salvo mediante consentimento livre, expresso e informado.

 

Diferente do modelo de negócio de empresas como Google e Facebook, o serviço de telefonia móvel no Brasil é uma concessão de serviço público com contrapartida financeira dos usuários. Nem no contrato de serviço, nem no Centro de Privacidade da empresa Vivo existem informações sobre uso dos dados pessoais de clientes para fins de publicidade.

 

Considerando a gravidade dos fatos, o risco de prejuízos relevantes aos consumidores e a quantidade de possíveis titulares dos dados pessoais afetados, a investigação poderá resultar em ação civil coletiva de responsabilidade por danos aos usuários.

 

 

 

 

Por Assessoria

 

 

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STF retoma nesta quarta-feira julgamento do habeas corpus de Lula

O STF (Supremo Tribunal Federal) retoma quarta dia 04, o julgamento do habeas corpus no qual a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta impedir eventual prisão após o fim dos recursos na segunda instância da Justiça Federal.

 

O caso começou a ser julgado no dia 22 de março, mas a sessão foi interrompida na Corte. Com isso, o ex-presidente ganhou um salvo-conduto para não ser preso até a decisão desta tarde. Lula foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro a nove anos e seis meses de prisão e pelo TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), que aumentou a pena para 12 anos e um mês na ação penal do trplex do Guarujá (SP), na Operação Lava Jato.

 

No julgamento de hoje, os 11 ministros que compõem a Corte devem entrar no mérito do pedido de Lula, o que não foi abordado no dia 22 de março. Ao entrar no mérito, a questão de fundo a ser discutida pelo plenário do Supremo será a possibilidade de execução provisória de pena por condenado em segunda instância, mesmo que ainda existam recursos contra a condenação pendentes de análise em tribunais superiores, como o (Superior Tribunal de Justiça) ou o próprio STF.

 

Diante de um impasse sobre o entendimento da Corte que autorizou a execução provisória de condenados em segunda instância, em 2016, o voto decisivo no julgamento desta quarta-feira deve ser proferido pela ministra Rosa Weber.

 

Há dois anos, quando o Supremo analisou a questão da prisão após segunda instância, a ministra votou contra a execução provisória de condenados. No entanto, até o momento, ela não proferiu decisões individuais evitando a prisão de condenados e vem seguindo a decisão da maioria do plenário.

 

Com voto da ministra contra o habeas corpus, o placar pode ficar em 6 a 5 a favor da execução provisória da pena de Lula. Se ela votar a favor da concessão do habeas corpus, o placar da votação pode passar para 6 votos a 5 contra a execução provisória da condenação.

 

Com base em votos proferidos em julgamentos sobre o mesmo tema nas duas turmas da Corte, a expectativa é de que os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio e Celso de Mello devam votar contra a prisão em segunda instância. Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Alexandre de Moraes a favor.

 

Após receber o salvo-conduto do STF, Lula teve seu último recurso na segunda instância, um embargo de declaração, negado pelo TRF4. Com isso, o julgamento do habeas corpus no STF tornou-se a última chance para que o ex-presidente consiga garantir o direito de continuar recorrendo em liberdade às instâncias superiores contra sua condenação por corrupção e lavagem de dinheiro.

 

Na semana passada, a defesa do ex-presidente disse que pretende protocolar mais um embargo de declaração no TRF4, contra a rejeição do primeiro embargo de declaração  tipo de recurso que prevê esclarecimentos de uma decisão, mas não muda a sentença judicial. O TRF4 tem negado rapidamente esse tipo de recurso sucessivo, por considerá-lo protelatório.

 

A possibilidade de expedição de mandado de prisão por Moro dependeria, então, do encerramento do trâmite do processo no TRF4 e de negativa do STF ao pedido de habeas corpus preventivo no julgamento desta quarta-feira.

 

Manifestações

 

Manifestantes contra e a favor a prisão do ex-presidente irão acompanhar o julgamento em frente ao STF.

 

Os manifestantes favoráveis e contrários serão separados por meio de um corredor de policiais e uma grade de 1,20 metro de altura. Os contrários à concessão do habeas corpus deverão ficar à direita da Esplanada, concentrando-se no Museu Nacional. Já os favoráveis à decisão ficarão à esquerda, concentrando-se a partir do Teatro Nacional.

 

Por questão de segurança, a Secretaria de Segurança Pública do DF não informou o efetivo de policiais. Pelo mesmo motivo, o STF também não informou os procedimentos de segurança.

 

De acordo com o governo do Distrito Federal, o trânsito da cidade será alterado "para garantir a segurança dos manifestantes". Itens como balões e bonecos infláveis serão barrados na área da Esplanada.

 

Prisão após condenação em segunda instância

 

Por causa do julgamento, magistrados e membros do Ministério Público que compõem o Fonajuc (Fórum Nacional de Juízes Criminais) entregaram na segunda-feira ao STF uma nota técnica contra uma possível mudança na decisão da Corte que autorizou a prisão de condenados após a segunda instância da Justiça, em 2016. O documento obteve 5 mil assinaturas de integrantes do fórum.

 

No documento, o Fonajuc afirma que a execução provisória da pena não afronta o princípio constitucional da presunção de inocência.

 

Já um grupo de advogados criminalistas também entregou à Corte, no mesmo dia, um abaixo-assinado contra a prisão de condenados após o fim dos recursos na segunda instância da Justiça. O documento conta com 3,6 mil assinaturas.

 

Os advogados defendem que a Corte mude o entendimento firmado em 2016, quando a maioria dos ministros decidiu que é constitucional a execução provisória da pena antes do trânsito em julgado, ou seja, o fim de todos os recursos possíveis na própria Corte. (Com Agência Brasil)

 

 

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Petrobras anuncia quedas de 1,2% na gasolina e de 1,36% no diesel

A Petrobras anuncia que, com o reajuste que entrará em vigor na quarta dia 04, o preço médio do litro da gasolina A sem tributos nas refinarias cairá 1,20% para R$ 1,6581, de um valor anterior de R$ 1,6783.

 

O valor médio nacional do litro do diesel A também terá queda, de 1,36%, para R$ 1,8578.



A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho de 2017.

 

 

Com o novo modelo, a Petrobras espera acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores. (Com Estadão)

 

 

 

Petistas preparam plano de contingência para eventual ordem de prisão de Lula

Petistas já têm traçado um plano de contingência para eventual expedição do mandado de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

A intenção é garantir que Lula esteja cercado de amigos e apoiadores caso o juiz Sergio Moro determine sua prisão.

 

A orientação, segundo petistas, não é opor resistência ao cumprimento do mandado de prisão. Mas evitar que Lula esteja sozinho no momento de sua consumação. Aliados de Lula afirmaram que o ex-presidente está preocupado com o risco de confrontos, e ameaça até se apresentar ao menor sinal de truculência.

 

 

Militantes farão a partir das 14h desta terça dia 03, uma vigília diante do prédio onde Lula vive, em São Bernardo do Campo. Na quarta-feira (4), data do julgamento do pedido de habeas corpus do ex-presidente no STF (Supremo Tribunal Federal), haverá uma concentração às portas do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, também em São Bernardo do Campo.

 

É lá que Lula deverá assistir ao julgamento do STF. Os ministros do STF analisarão um habeas corpus apresentado pela defesa de Lula para que eventual decretação de prisão só possa ocorrer após esgotados todos os recursos legais disponíveis.


Lula foi condenado em primeira e segunda instâncias. Mas ainda restam apelações aos tribunais superiores: STJ (Superior Tribunal de Justiça) e STF.

 

Em 2016, em um placar apertado, o STF entendeu como possível a prisão após condenação em segunda instância. Esse tema volta a ser discutido na quarta-feira. (Com Folhapress)

 

 

 

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