Os Estados Unidos, o Reino Unido e a França anunciaram na noite desta sexta dia 13, que lançaram um ataque em conjunto contra estabelecimentos de armas químicas na Síria, em resposta ao suposto ataque químico contra a cidade de Duma no dia 7 de abril.
As forças aéreas e marinhas dos três países lançaram os primeiros ataques por volta das 22 horas, durante o pronunciamento do presidente americano Donald Trump na Casa Branca. Os sistemas de Defesa da Síria regaiu atingindo 13 mísseis em Al Kiswah, nos subúrbios de Damasco.
O Pentágono anunciou que três alvos foram atingidos na Síria: um centro de pesquisa e produção de armas químicas e biológocas em Damasco, um armazém de armas químicas a lesta de Damasco – em que os EUA acreditam estavam que estoques de gás sarin – e outra instalação vizinha.
"Ordenei as forças armadas dos Estados Unidos a lançar ataques precisos em alvos associados com estabelecimentos de armas químicas do ditador sírio Bashar al-Assad", disse Trump em pronunciamento na Casa Branca.
O presidente disse que o uso de armas químicas na cidade de Duma, no último final de semana, foi uma escalada significativa e que as ações de Assad foram ações "de um monstro". (Com G1)
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O governo propôs um salário mínimo de R$ 1.002 para 2019. O valor consta do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do ano que vem, anunciado nesta quinta dia 12. Atualmente, o mínimo é de R$ 954.
Será a primeira vez que o salário mínimo, que serve de referência para cerca de 45 milhões de pessoas, ficará acima da marca de R$ 1 mil. A proposta será encaminhada agora ao Congresso. Entretanto, o governo ainda pode mudar o valor caso haja alteração na previsão para a inflação deste ano, que compõe a fórmula para o cálculo do reajuste do mínimo do ano que vem.
O reajuste começa a valer em janeiro de 2019, com pagamento a partir de fevereiro.
Como o mínimo é reajustado?
O reajuste do salário mínimo obedece a uma fórmula que leva em consideração o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes e a variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do ano anterior.
Para o mínimo de 2019, portanto, a fórmula determina a soma do resultado do PIB de 2017 (alta de 1%) e o INPC de 2018. Como só será possível saber no início do ano que vem a variação do INPC de 2018, o governo usa uma previsão para propor o aumento.
Se confirmado o novo mínimo de R$ 1.002 em 2019, o reajuste será de 5,03% em relação ao valor atual, bem acima da correção de 1,81% que foi feita em 2018 - e que foi a menor em 24 anos.
Além da inflação e do resultado do PIB, no reajuste do mínimo de 2019 está embutido uma compensação pelo reajuste do mínimo deste ano, que ficou abaixo da inflação medida pelo INPC.
Último ano da atual fórmula
A atual fórmula de reajuste do salário mínimo (inflação do ano anterior mais o PIB de dois anos antes) começou a valer em 2012, no governo da ex-presidente Dilma Rousseff.
Em 2015, Dilma encaminhou ao Congresso uma medida provisória que foi aprovada e estendeu esse modelo de correção até 2019.
Portanto, existe a possibilidade de alteração na fórmua de reajuste do mínimo a partir de 2020. Analistas esperam que o novo formato seja um dos pontos a serem debatidos na campanha eleitoral para a Presidência da República.
Apesar disso, o governo divulgou nesta quinta as propostas para o salário mínimo de 2020 e 2021 seguindo a mesma fórmula de correção vigente hoje. Pela proposta, o mínimo iria a R$ 1.076 em 2020 e, no ano seguinte, a R$ 1.153.
"A gente está supondo que a regra do salário mínimo, hoje vigente, continue em 2020 e 2021. Mas todos nós sabemos que uma nova regra terá de ser apresentada a partir de 2020", disse o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia.
Impacto nas contas públicas
O reajuste do salário mínimo tem impacto nos gastos do governo. Isso porque os benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aos aposentados não podem ser menores do que um salário mínimo.
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Com o aumento de R$ 48 no salário mínimo no próximo ano, de R$ 954 para R$ 1.002, os números da área econômica indicam que haverá um aumento nos gastos públicos de mais de R$ 14 bilhões somente por conta desse reajuste.
Na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018, enviada ao Congresso no ano passado, o governo informou que cada R$ 1 de aumento no salário mínimo gera um incremento de cerca de R$ 300 milhões ao ano nas despesas do governo.
Salário mínimo 'necessário'
Mesmo se confirmada a proposta para o salário mínimo acima de R$ 1 mil para 2019, o valor ainda ficará distante do considerado como "necessário", segundo cálculo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
De acordo com o órgão, para suprir as despesas de uma família de quatro pessoas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, seria necessário R$ 3.706,44 ao mês em março deste ano. (Com G1)
A família do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado no caso do triplex do Guarujá (SP), chegou por volta das 10h desta quinta dia 12, à sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.
Filhos e pelo menos um neto de Lula visitam pela primeira vez o ex-presidente na "cela especial" preparada para ele no berço da Lava Jato.
Faltavam alguns minutos para as 10h quando três carros chegaram pelo portão dos fundos da Superintendência da PF, que está sitiada por apoiadores desde o sábado, 7, quando Lula se entregou a Lava Jato para início do cumprimento da pena de 12 anos e um mês de cadeia.
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Em um dos carros, um Renault Duster branco, o filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, também conhecido como Lulinha, chegou com os vidros abaixados. Ele desceu carregando uma mochila nas costas. Pelo menos outras três pessoas, incluindo netos de Lula, também estavam no carro. Um deles carregava um cobertor. Eles desceram na portaria dos fundos do prédio, acompanhados do advogado de defesa do ex-presidente Cristiano Zanin Martins.
Lula receberá a família na sala reservada a ele na cobertura do prédio da Polícia Federal, onde está isolado dos demais presos da carceragem. (Conteúdo Estadão Fausto Macedo)
O ranking da Fifa foi atualizado nesta quinta dia 12 e, depois de uma série de amistosos de preparação para a Copa do Mundo de 2018, trouxe várias novidades em seu Top 20. Não houve, entretanto, mudança nas posições dos dois primeiros colocados.
O Brasil se manteve na vice-liderança da listagem, com 1.384 pontos, e segue atrás da líder Alemanha, que tem 1.533 e se sustentou no posto mesmo após ter sido derrotada por 1 a 0 pela seleção comandada por Tite, no mês passado, em Berlim.
Abaixo destes dois primeiros, porém, houve muitas mudanças de posições. Uma delas envolveu a Bélgica, que saltou do quinto para o terceiro lugar depois de ter goleado a Arábia Saudita por 4 a 0 em amistoso de preparação para o Mundial.
Assim, os belgas ultrapassaram Portugal e Argentina, que agora ocuparam respectivamente o quarto e o quinto posto do ranking da Fifa. A Suíça e a França, por sua vez, também galgaram duas posições e estão logo atrás de portugueses e argentinos.
Suíços e franceses foram beneficiados pela queda da Espanha, que desceu do sexto para o oitavo lugar mesmo depois de empatar com a Alemanha, fora de casa, e massacrar a Argentina por 6 a 1 em Madri em outro amistoso preparatório para a Copa.
Fora do Mundial que será realizado na Rússia, o Chile subiu da décima para a nona colocação, enquanto a Polônia passou a fechar o Top 10 após cair quatro posições.
A principal novidade no grupo dos 20 mais bem colocados foi a entrada da Tunísia, que assumiu o 14º lugar ao saltar nove colocações em relação à atualização anterior da listagem. Os tunisianos agora figuram logo atrás da Inglaterra, que também evoluiu no ranking ao saltar da 16ª para a 13ª posição.
Os ingleses trocaram de posto com a Colômbia, que caiu para 16º no geral e também foi ultrapassada pelo México, o 15º após subir dois postos. O Uruguai, por sua vez, voltou a integrar o Top 20 ao pular do 21º para o 16º lugar depois de ter acumulado triunfos sobre China e País de Gales em amistosos de preparação para a Copa.
O mesmo vale para a Holanda, que saltou da 21ª para a 19ª posição, logo atrás da Croácia, que caiu do 15º para o 18º lugar. E quem passou a fechar o Top 20 é a Itália, que assim como os holandeses não se classificou para o Mundial da Rússia e nesta quinta-feira amargou uma queda de seis postos.
Para publicar o ranking de abril, a Fifa levou em conta a disputa de 133 partidas entre seleções, sendo que a próxima atualização da listagem ocorrerá em 17 de maio, menos de um mês antes do início da Copa do Mundo, marcada para começar em 14 de junho.
Confira os 20 primeiros colocados do ranking da Fifa:
1) Alemanha, 1.533 pontos
2) Brasil, 1.384
3) Bélgica, 1.346
4) Portugal, 1.306
5) Argentina, 1.254
6) Suíça, 1.179
7) França, 1.166
8) Espanha, 1.162
9) Chile, 1.146
10) Polônia, 1.118
11) Peru, 1.106
12) Dinamarca, 1.054
13) Inglaterra, 1.040
14) Tunísia, 1.012
15) México, 1.008
16) Colômbia, 989
17) Uruguai, 976
18) Croácia, 975
19) Holanda, 969
20) Itália, 947 (Com Estadão Conteúdo)
O julgamento do habeas corpus do deputado afastado Paulo Maluf (PP-SP), nesta quarta dia 11, pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), pode abrir uma oportunidade para a defesa do ex-presidente Lula tentar, mais uma vez, sua soltura.
Maluf foi condenado pelo próprio STF a sete anos, nove meses e dez dias de prisão, em regime fechado, acusado de lavagem de dinheiro. Em dezembro do ano passado, o ministro Edson Fachin, relator do caso envolvendo o parlamentar, determinou que ele começasse a cumprir a pena.
O político ocupava uma das celas do presídio da Papuda, no Distrito Federal, até o dia 28 último, quando o ministro Dias Toffoli decidiu conceder habeas corpus ao político, autorizando-o a cumprir prisão domiciliar. Antes, o recurso já havia sido negado por Fachin.
Como os entendimento dos ministros Fachin e Toffoli divergem, a questão foi, então, levada ao plenário da Corte, e deve ser decidida hoje.
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Impasse
No entanto, a liminar concedida a Maluf por Dias Toffoli acabou criando um impasse, já que derrubou a decisão de outro ministro da Corte. O entendimento vigente no Supremo é de que não cabe habeas corpus contra atos de ministros do tribunal. É uma interpretação extensiva à súmula que impede recursos contra decisões das turmas da Corte ao plenário.
Mas, na avaliação de Toffoli, a jurisprudência do STF autoriza a concessão do habeas corpus em situações como a de Maluf, ou seja, alguém com idade avançada - 86 anos -, e quadro de saúde agravado.
Sendo assim, nesta quarta, antes de julgar o habeas corpus do deputado afastado, os ministros devem discutir a questão. Se o atual entendimento do Supremo mudar, abre-se uma brecha para Lula: um futuro novo pedido de habeas corpus impetrado pela defesa do petista poderia, em tese, ser concedido monocraticamente por um ministro, de acordo com informações de O Globo.
Lula está preso na sede da Polícia Federal em Curitiba, desde o último sábado dia 07, após determinação do ministro Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato em primeira instância. O ex-presidente foi condenado a 12 anos e um mês de prisão, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do triplex no Guarujá (SP).
Os bancos vão oferecer aos clientes do cheque especial opção de parcelamento da dívida, com juros mais baixos, a partir de julho, segundo anúncio feito nesta terça dia 10, pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Cada banco vai definir a taxa de juros dessa nova modalidade.
Segundo dados do Banco Central, em janeiro de 2018 o saldo da carteira de crédito do cheque especial era de R$ 24,3 bilhões, representando 1,5% do total das operações com pessoas físicas (R$ 1,657 trilhão) e 0,8% do saldo das operações do Sistema Financeiro Nacional (R$ 3,066 bilhões).
Se comparado com o volume total de operações com recursos livres (os bancos têm autonomia para definir os juros), o cheque especial representa 2,8% dessas operações.
O cheque especial é uma das modalidades de crédito com taxas de juros mais altas. Em fevereiro, chegou a 324,12% ao ano, enquanto a taxa média do crédito livre para as famílias ficou em 57,72% ao ano.
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Segundo a entidade, pelas novas regras, as instituições financeiras terão sempre disponíveis ao consumidor uma alternativa mais barata para parcelamento do saldo devedor do cheque especial.
De acordo com a Fenaban, os consumidores que utilizam mais de 15% do limite do cheque durante 30 dias consecutivos vão receber a oferta de parcelamento.
“A oferta será feita nos canais de relacionamento e o cliente decide se adere ou não à proposta. Caso não aceite, nova oferta deverá ser feita a cada 30 dias”, explicou a Febraban.
ALERTA
Os bancos, pelos seus canais de relacionamento, também alertarão o consumidor quando ele entrar no cheque especial, “destacando que esse crédito deve ser utilizado em situações emergenciais e temporárias”.
“Caso o consumidor opte pelo parcelamento do saldo devedor, os bancos poderão manter os limites de crédito contratados, levando em consideração as condições de crédito do consumidor ou estabelecer novas condições para a utilização e pagamento do valor correspondente ao limite ainda não utilizado e que não tenha sido objeto do parcelamento”, disse a Febraban.
A Febraban informou ainda que o valor do limite de crédito do cheque especial disponível para utilização deverá ser informado nos extratos de forma clara e apartada de modo a não ser confundido com valores mantidos em depósito pelo consumidor na conta corrente.
As mudanças foram feitas por meio de autorregulação. O Sistema de Autorregulação Bancária é um conjunto de normas criadas pelo próprio setor, com a participação do Banco ABC Brasil, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banco Original, Banco Safra, Banco Toyota, Banco Volkswagen, Banco Votorantim, Banpará, Banrisul, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Citibank, China Construction Bank , Itaú Unibanco, Mercantil do Brasil, Santander e Sicred.
Os dirigentes do Banco Central (BC) vinham indicando que a Febraban faria mudanças no cheque especial, por meio da autorregulação, ainda este mês.








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