Moradores de Barão de Cocais deixam casas após alerta de barragem

Cerca de 500 moradores de Barão de Cocais (MG), a 100 quilômetros de Belo Horizonte, foram retirados de suas casas na madrugada desta sexta-feira, 8, por causa da Barragem Sul Superior da Mina de Gongo Seco, da Vale.

 

A prefeitura de Barão de Cocais informou, em nota, que foi acionado o nível 2 de risco da barragem. A decisão foi tomada diante de observações e monitoramentos feitos pela Agência Nacional de Mineração, a Defesa Civil do estado e do município e pela empresa Vale.

 

De acordo com a nota, a informação até agora é de que há um desnível na estrutura. Seguindo recomendações da mineradora e dos órgãos do setor mineral, os moradores das comunidades do Socorro e áreas próximas foram retirados em ônibus da Vale e veículos de apoio. A retirada foi feita por precaução, diz a nota.

 

Os moradores foram encaminhados para o Ginásio Poliesportivo da cidade, onde ficarão abrigados temporariamente. (Com Agência Brasil)

 

 

 

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Receita abre consulta ao lote residual de restituição do Imposto de Renda

A Receita Federal abre, nesta sexta dia 08, a partir das 9h, a consulta para o lote multiexercício de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física, contemplando as restituições residuais referentes aos exercícios de 2008 a 2018.

 

Conforme a Receita, o crédito bancário para 142.698 contribuintes será realizado no dia 15 de fevereiro, totalizando mais de R$401 milhões.

 

Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na Internet, ou ligar para o Receitafone 146. Na consulta à página da Receita, serviço e-CAC, é possível acessar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nesta hipótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora.

 

A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá requerê-la por meio da Internet, mediante o Formulário Eletrônico – Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF.

 


Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do BB ou ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

 

 

 

Bolsonaro está com pneumonia, mas permanece na unidade semi-intensiva

O presidente Jair Bolsonaro teve febre de aproximadamente 38 graus Celsius, na noite desta quarta dia 06, e o exame de imagem realizado mostrou quadro de pneumonia, de acordo com boletim médico divulgado nesta tarde pelo Hospital Israelita Albert Einstein. O presidente permanece internado na unidade semi-intensiva.

 

Logo após o porta-voz da Presidência, Otavio do Rêgo Barros, ter informado o estado de saúde do presidente, Bolsonaro foi ao Twitter dizer que estava bem. "Estamos muito tranquilos, bem e seguimos firmes", disse o presidente, encerrando o texto com sinal de positivo.

 

Depois do episódio isolado de febre sem outros sintomas associados, Bolsonaro "foi submetido à tomografia de tórax e abdome que evidenciou boa evolução do quadro intestinal e imagem compatível com pneumonia", conforme o boletim.

 

Foram realizados exames para identificação de bactéria ou vírus. "Eles fizeram os exames tanto viral quanto bacteriano e descartaram o viral. Então trata-se de uma questão bacteriana", disse o porta-voz.

 

Tratamento

 

A equipe médica aumentou o tratamento com antibióticos de amplo espectro, acrescentando nova medicação. "Os médicos acharam por bem acrescentar à antibioticoterapia um novo componente, uma nova droga, de forma que esse espectro possa ser ainda maior", disse Rêgo Barros.

 

O tratamento com antibióticos começou na noite do último domingo dia 03, após elevação da temperatura e aumento dos leucócitos nos exames laboratoriais na ocasião, o que poderia indicar um processo infeccioso.

 

Bolsonaro continua sem dor, com sonda nasogástrica e dreno no abdome para retirada de líquidos, e segue recebendo água por via oral em associação à nutrição parenteral.

 

Hoje ele realizou exercícios respiratórios e caminhou no corredor. Segundo o porta-voz, Bolsonaro está com dificuldades para dormir, a equipe médica avalia possibilidade "de auxiliá-lo para que ele durma um pouco mais".

 

Telefone

 

Por ordem médica, as visitas permanecem restritas. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, esteve na capital paulista hoje, mas não visitou o presidente devido à restrição. Bolsonaro falou hoje por telefone com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, sobre assuntos da pasta. Ele deve conversar, ainda hoje, com o ministro da Economia, Paulo Guedes, de acordo com Barros.

 

Em relação à reforma da Previdência, o porta-voz disse que o presidente vai analisar todas as linhas de ação e decidir, junto com o ministro da Economia, os parâmetros da proposta que será enviada ao Congresso. (Com Agência Brasil)

 

 

 

Brumadinho: número de mortos em rompimento de barragem chega a 157

A Defesa Civil de Minas Gerais informou, na tarde desta quinta dia 07, que subiu para 157 o número de mortes em consequência do rompimento da barragem de rejeitos da mina Córrego do Feijão, há cerca de duas semanas, em Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte.

 

Deste total, foram identificadas 134 vítimas. As equipes ainda buscam 182 desparecidos. Segundo a Defesa Civil, entre os não localizados, 55 são da equipe da Vale, proprietária da mina, e os demais (127) são moradores e turistas que estavam nos arredores da barragem rompida.

 

Já os localizados totalizaram 393. Destes, 294 são classificados pela Defesa Civil como encontrados da lista da mineradora e 169 de moradores da comunidade. O balanço da Defesa Civil ainda registra a existência de 133 desabrigados, que foram retirados de suas casas, que apresentavam riscos ou foram destruídas, tendo sido levados a hoteis.

 

Três pessoas ainda estão hospitalizadas.

 

PREFEITURA


Hoje, em entrevista coletiva, o prefeito de Brumadinho, Avimar de Melo, informou que está negociando com a Vale e com um fundo internacional, de origem canadense, um aporte de recursos para reconstrução da cidade. Melo não detalhou, porém, os integranres do fundo, nem os valores da ajuda

 

O prefeito também reiterou que continua em negociações diretas com a Vale para o apoio às vítimas do rompimento da barragem e o custeio das despesas de atendimento aos atingidos e de reconstrução da cidade e das estruturas devastadas ou prejudicadas. (Com Agência Brasil)

 

 

 

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Rio poderá rever critério de uso de sirenes de chuva, diz Crivella

Os parâmetros que justificam o acionamento de sirenes em casos de chuvas fortes podem ser mudados, para dispararem mais precocemente, pois os equipamentos instalados no Morro do Vidigal não foram ligados na quarta dia 06, apesar da tempestade que caiu sobre a região, causando mortes e destruição. A possibilidade de mudança nos critérios de acionamento das sirenes foi cogitada nesta quinta dia 07, pelo prefeito do Rio, Marcelo Crivella, em coletiva de imprensa.

 

"É bem verdade que, diante dos fatos, a gente pode mudar esse protocolo. Porque poucos milímetros de chuva causaram grandes tragédias aqui no Rio", disse Crivella, após explicação dada pelo superintendente operacional da Defesa Civil do município, Rodrigo Bissoli, sobre o motivo das sirenes no Vidigal não terem sido acionadas.

 

Segundo Bissoli, a Defesa Civil trabalha com parâmetro de 55 milímetros de chuva em uma hora para ligar os equipamentos. Porém, conforme constatado pela reportagem da Agência Brasil ontem, dados da própria prefeitura, na página Alerta Rio, apontavam 57,8 milímetros de chuva em uma hora, às 22h, o que justificaria o acionamento das sirenes no Vidigal. Quando elas são ligadas, os moradores têm que sair de casa e se dirigirem para pontos de apoio seguros pré-determinados, já conhecidos pela comunidade.

 

Bissoli garantiu, durante a coletiva, que todas as 165 sirenes no município estão funcionando e argumentou que os pluviômetros usados pela Defesa Civil não são os mesmos usados como referência pelo Sistema Alerta Rio, também da prefeitura, o que explicaria o seu não acionamento ontem no Vidigal.

 

Evento raro


O prefeito do Rio justificou os estragos causados pelo temporal, que deixou seis mortos e muitos imóveis danificados ou destruídos, como um evento raro. "Ninguém esperava. Foi algo extraordinário. Foi uma chuva que a recorrência é mais de 100 anos, 120 anos", disse Crivella.

 

Questionado se houve diminuição na aplicação de recursos públicos na prevenção dos efeitos das chuvas, Crivella disse que está havendo investimentos no setor. "Nós temos aplicados recursos contra enchentes de maneira prévia. Há três meses nós começamos um grande mutirão de limpeza de bueiros. Talvez seja por isso que nós não tenhamos encontrado situações piores".

 

Crivella disse que o município atravessa uma crise financeira herdada da gestão anterior, que fez, segundo ele, gastos excessivos durante os Jogos Olímpicos, que precisam ser pagos agora.

 

"A cidade do Rio de Janeiro vive uma crise econômica e financeira das piores do Brasil. A cidade perdeu 350 mil empregos de 2015 a 2018, teve queda na arrecadação e uma dívida imensa para pagar devido às Olimpíadas. Foi R$ 1,2 bilhão no primeiro ano de governo e R$ 1,5 bilhão no ano passado. Só aí foram R$ 2,6 bilhões. É difícil fazer os investimentos que gostaríamos, diante do tamanho compromisso financeiro assumido pelo governo anterior e que ficou para nós." (Com Agência Brasil)

 

 

 

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