O Ministério da Educação (MEC) autorizou 2,5 mil bolsas para estudantes do ensino superior indígenas e quilombolas, para o segundo semestre deste ano. As inscrições deverão ser feitas pelo site do Sistema de Gestão da Bolsa Permanência (SISBP), a partir de segunda dia 18 até o dia 31 de agosto.
De acordo com o MEC, as instituições federais de ensino superior farão a análise da documentação comprobatória de elegibilidade dos estudantes ao programa e a aprovação dos cadastros no sistema de gestão entre os dias 18 de junho e 28 de setembro.
Segundo a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), 2,5 mil estudantes indígenas e quilombolas estão sem a bolsa permanência desde o início do ano.
A bolsa permanência é de R$ 900. Trata-se de um auxílio financeiro que tem por finalidade reduzir as desigualdades sociais, étnico-raciais e contribuir para a permanência e a diplomação dos estudantes de graduação em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
Neste ano, de acordo com o MEC, o programa está atendendo aproximadamente 10 mil indígenas e quilombolas. Estão garantidos R$ 150 milhões em 2018. Os recursos são pagos diretamente aos alunos por meio de um cartão de benefício. (Com Agência Brasil)
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Nesta sexta dia 15, é o último dia para participar do Sisu (Sistema de Seleção Unificada). Nesta edição, o programa oferece 57.271 vagas em 68 instituições públicas de ensino superior em todo o país.
Pode concorrer às vagas quem fez o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) em 2017 e obteve nota acima de zero na redação.
As inscrições são feitas apenas pela internet. O sistema fica aberto até as 23 horas e 59 minutos, no horário de Brasília.
Ao entrar no sistema, o candidato deverá escolher, por ordem de preferência, até duas opções de curso entre as vagas ofertadas. É possível alterar essas opções durante todo o período de inscrição. A última modificação confirmada é a considerada válida.
Hoje também os estudantes podem consultar a última divulgação das notas de corte, ou seja, a nota mínima para ingressar no curso, na modalidade pleiteada. Para calcular a nota de corte dos cursos, por modalidade de concorrência, o Sisu considera o número de vagas disponíveis e o de inscritos até quinta dia 14. O Ministério da Educação alerta que a nota de corte é, portanto, apenas uma referência e não assegura a classificação final.
As vagas serão oferecidas em oito instituições públicas estaduais, uma faculdade pública municipal e 59 instituições públicas federais, com dois centros de Educação Tecnológica, 27 institutos federais de Educação, Ciência e Tecnologia e 30 universidades.
O resultado da chamada regular está previsto para o dia 18 de junho. O período de matrícula vai de 22 a 28 de junho e o prazo para participar da lista de espera é de 22 a 27 de junho. (Com Agência Brasil)
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O dólar fechou nesta quinta dia 14, com alta de 2,5%, cotado a R$ 3,8119. A maior alta nos últimos 13 meses foi causada por notícias de que o Banco Central Europeu (BCE) encerra seu programa de compras de títulos no fim do ano.
O mercado interno também repercute o fim do plano anunciado pelo Banco Central (BC) brasileiro, que encerra amanhã o período em que colocou US$ 20 bilhões em swaps cambias (venda futura da moeda nortea-americana) para conter a alta nas duas últimas semanas. Nesta quinta-feira, o BC realizou três leilões de swaps, que desde a sexta-feira passada totalizam US$ 18 bilhões.
O índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) fechou em baixa de 0,97% com 71.421 pontos. O volume financeiro somou R$ 11.151.850.813. Ações dos bancos puxaram a queda da bolsa, com os papéis preferenciais do Itau caindo 3,55% e do Bradesco 4,06%. (Com Agência Brasil)
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Os Correios tiveram prejuízo de pelo menos R$ 150 milhões com a greve dos caminhoneiros - as perdas vão desde a contratação de serviços extras até o conserto de veículos danificados.
Os cálculos oficiais ainda estão sendo feitos e serão divulgados no balanço final do mês de junho, mas as estimativas foram antecipadas nesta quinta dia 14, pela empresa.
Em resposta à Agência Brasil, a estatal informou que aproximadamente 1.000 carros e caminhões ficaram parados nas estradas durante o movimento. Protestando contra os aumentos sucessivos no preço do óleo diesel, os caminhoneiros de diversas partes do país paralisaram suas atividades, causando desabastecimento nas cidades e bloqueando algumas rodovias.
O valor de R$ 150 milhões estimado pela empresa representa pouco mais de 10% da receita mensal obtida pela empresa no ano passado, que foi de R$ 1,4 bilhão, em média. Segundo os Correios, os prejuízos foram causados por diferentes fatores, como, por exemplo, objetos que não foram entregues, o que levou à queda no número de postagens.
"Os Correios tiveram que implantar um plano de contingência que envolveu, entre outros fatores, a contratação de mão de obra terceirizada, e o pagamento de horas extras em razão de mutirões que foram realizados após o término do movimento. Também houve danos a veículos, gerando gastos com consertos", informou ainda a empresa. (Com Agência Brasil)
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Quem aguardar até agosto para sacar os recursos do PIS/Pasep receberá os valores corrigidos pelo rendimento anual do fundo. Por isso, a recomendação dos especialistas é que, quem puder, espere para retirar o dinheiro.
Na quarta dia 13, o governo anunciou a ampliação do saque da cota do fundo para trabalhadores não aposentados de todas as idades -até então, era preciso ter 60 anos ou mais. Têm direito ao pagamento pessoas que trabalharam com carteira assinada entre 1971 e 1988 e que ainda não sacaram o saldo da conta individual.
Ao todo, 25 milhões deverão ser beneficiados com a medida -16,1 milhões têm até 59 anos. O valor médio a ser pago é de R$ 1.370 por cotista.
A partir da próxima segunda-feira (18) e até 29 de junho, serão feitos os pagamentos aos trabalhadores com 57 a 59 anos. Se sacarem neste prazo, no entanto, eles não receberão os valores considerando a remuneração do fundo no último ano.
No último exercício computado (entre julho de 2016 e junho de 2017), por exemplo, o rendimento foi de 8,9%. Ainda não há um índice de reajuste para este ano.
"Os pagamentos dos rendimentos do fundo PIS/Pasep são feitos uma única vez ao ano, sempre ao final de junho. Então, aqueles que puderem aguardar até agosto, a gente recomenda que façam isso, para que os cotistas não percam o reajuste do exercício 2017/2018", afirma Paulo Caffarelli, presidente do Banco do Brasil, responsável pelo pagamento do Pasep aos servidores públicos.
A segunda fase de pagamento será iniciada em agosto e contemplará todos os trabalhadores que possuem saldo de cotas, incluindo os que não realizarem o saque na primeira etapa. No dia 8, clientes do BB e da Caixa (responsável pelo PIS) receberão o valor em crédito na conta. De 14 de agosto a 28 de setembro o pagamento estará disponível para todo o público.
"Quem puder aguardar esses dois meses, é melhor, porque a conta passará a ter acréscimo. Não desprezar essas melhorias é um dos fundamentos das estratégias de finanças pessoais", diz Alfredo Meneghetti, professor de pós-graduação em finanças e investimentos da PUC-RS.
Segundo o professor, a prioridade ao entrar dinheiro novo é quitar ou renegociar dívidas.
"Depois, com o que sobrar, ou então quem não está inadimplente, pode buscar um investimento, pensando na flexibilidade e na liquidez do ativo em função da grande instabilidade que vemos no mercado financeiro hoje", afirma.
COMO SERÁ O PAGAMENTO DO PIS/PASEP
- Os trabalhadores com idades entre 57 e 59 anos inscritos no PIS/Pasep poderão sacar a cota na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil
- Tem direito a essa grana quem trabalhou com carteira assinada ou foi servidor público entre 1971 e 4 de outubro de 1988 e ainda não sacou os valores
CALENDÁRIO DE SAQUE
De segunda-feira (18) ao dia 29 de junho
- Cotistas com 57 a 59 anos
No dia 8 de agosto
- Clientes da Caixa e do Banco do Brasil de qualquer idade
De 14 de agosto a 29 de setembro
- Trabalhadores de qualquer idade que não são clientes dos bancos
ATENÇÃO!
Cotistas a partir de 60 anos têm direito ao saque a qualquer momento
INTERRUPÇÃO NOS PAGAMENTOS
- Entre os dias 30 de junho e 7 de agosto, os pagamentos serão interrompidos
- Isso ocorrerá para que seja calculada e paga a correção anual dos valores
- Ainda não há um índice de reajuste
- No ano passado, a correção foi de 8,9%
COMO CONFERIR O SEU SALDO
Na Caixa Econômica Federal
> Os trabalhadores da iniciativa privada devem acessar o site da Caixa
> A consulta também pode ser feita pelo telefone 0800-7260207, nos caixas eletrônicos, com Cartão do Cidadão, e na internet; é preciso informar CPF ou NIS (Número de Identificação Social) e data de nascimento
No Banco do Brasil
> Os servidores devem acessar o site do BB
> A consulta também pode ser feita nos caixas eletrônicos; será preciso informar o CPF e a data de nascimento
HERDEIROS
> Para saber se têm direito aos valores, os herdeiros podem consultar a Caixa ou o Banco do Brasil
> Para o saque, será preciso ir a uma agência bancária com um dos seguintes documentos:
-Documento de identificação do herdeiro
-Documento de identificação do cotista que já morreu
-Comprovante de inscrição no PIS ou no Pasep
>Comprovante do vínculo com o titular, que pode ser:
1 - Certidão ou declaração de dependente habilitado à pensão por morte do INSS
2 - Atestado fornecido pelo órgão público, no caso de servidor
3 - Alvará judicial designando o sucessor ou representante legal
4 - Formal de partilha ou escritura pública de inventário e partilha
ENTENDA AS REGRAS
> O fundo PIS/Pasep contém o dinheiro que foi depositado por empresas e órgãos públicos em nome dos trabalhadores entre 1971 e 1988
> Até 2017, os saques só eram permitidos nos casos de aposentadoria, idade mínima de 70 anos, invalidez, morte e algumas doenças específicas
> Medida provisória do governo do ano passado permitiu o saque para mulheres a partir de 62 anos para homens com 65 anos ou mais
> Em seguida, outra MP garantiu os saques a partir de 60 anos tanto para mulheres como para homens. Essa é a idade que vale hoje
VEJA A DIFERENÇA
Cota
> Até 1988, os patrões faziam depósitos individuais no fundo PIS/Pasep; por isso, só trabalhadores de um período específico têm direito
> Depois, a Constituição Federal alterou as regras e o dinheiro passou a ser do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), que paga o seguro-desemprego e o abono do PIS/Pasep
Rendimento
> Enquanto o valor da cota não é sacado, ela tem remuneração anual
> Esse rendimento é incorporado à cota e liberado na hora do saque dos valores
Abono
> É pago anualmente para quem, no ano-base, trabalhou com carteira assinada ganhando até dois salários mínimos
> O valor é proporcional aos meses de trabalho, limitado ao salário mínimo do ano de saque
Fontes: Ministério do Planejamento, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil
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A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) entregou nesta quinta dia 14, à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) uma nova tabela de preços para a composição do valor do frete do transporte rodoviário de cargas.
Segundo o presidente da associação, José Fonseca Lopes, a sugestão concentra as propostas de diversas entidades que representam a categoria, entre elas a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA).
"Cada um fez sua planilha de acordo com o tipo de caminhão e de carga. Um fez os cálculos para caminhão de dois eixos, outro fez o mesmo para caminhão de três eixos. Cada um veio com uma proposta diferente, tumultuando o meio de campo. A sugestão da Abcam procura contemplar todas as modalidades de transporte", disse Lopes.
A associação reúne cinco federações de caminhoneiros e 59 sindicatos, representando a quase 600 mil profissionais.
O presidente da Abcam admitiu que há disputa entre caminhoneiros e representantes de outros segmentos sobre o tabelamento do frete, principalmente por parte do setor agrícola, e disse ser contrário à hipótese de nova paralisação neste momento de negociação. Segundo ele, a categoria "não aguenta mais" esperar pela definição do valor mínimo do frete.
"Temos famílias para sustentar, prestações para pagar, manutenção dos veículos. Os caminhoneiros estão vendendo o almoço para pagar a janta. Enquanto isso, há centenas de caminhões carregados, servindo para armazenar cargas, porque ninguém aceita este frete, nem um lado, nem de outro", afirmou. Ele classificou a proposta da Abcam como "transparente" e capaz de garantir melhores condições de sobrevivência aos caminhoneiros e contemplar as áreas agrícola, industrial e comercial.
"Estamos trabalhando com tipo de veículo, quantidade de eixo e carga. Tecnicamente, nosso pessoal chegou a um denominador comum, uma proposta intermediária, que pode ou não resolver a situação. Em algumas situações. o valor pode cair um pouquinho ou igualar, mas nunca além do já apresentado anteriormente, na primeira tabela", acrescentou Fonseca. "Pode não dar em nada, mas estou fazendo minha parte. Estou demonstrando que não é fazendo pressão, ameaçando, que vamos encontrar uma solução. Porque se antes o mercado era de livre negociação, agora estamos avançando para termos um frete mínimo."
O sindicalista solicitou uma reunião com o ministro Luiz Fux, relator das ações apresentadas na semana passada pela Associação do Transporte Rodoviário de Cargas do Brasil (ATR Brasil) e pela Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), que sustentam que o tabelamento do frete fere a livre concorrência.
Tabelamento
O tabelamento foi uma das reivindicações de caminhoneiros atendidas pelo governo federal, no fim do mês passado, para tentar pôr fim à paralisação que durou 11 dias e afetou setores da economia.
Desde então, o governo já editou duas tabelas de frete. A primeira foi publicada no Diário Oficial da União de dia 30 de maio e vigorou até 7 de junho, quando foi editada a segunda versão da tabela. Esta, no entanto, permaneceu válida por apenas algumas horas, já que, na prática, acabou sendo suspensa pela ANTT no mesmo dia.
As duas primeiras tabelas são alvos da disputa de interesses entre caminhoneiros e representantes do setor produtivo. De um lado, donos de transportadoras rodoviárias e caminhoneiros autônomos se queixam de que os valores atualmente pagos pelo frete mal cobrem os custos das viagens, como combustível, pedágio, alimentação e manutenção do veículo. De outro lado, empresários de outros segmentos, principalmente agropecuário, alegam que o estabelecimento de um valor mínimo para o frete limita a concorrência e aumenta os custos de transporte de cargas.
A primeira versão contemplava os interesses dos caminhoneiros ainda em greve, estabelecendo um valor mínimo de frete a partir do qual os autônomos pudessem negociar com as empresas transportadoras o valor dos serviços. Já a segunda versão, ao reduzir o valor do frete, agradou mais ao setor produtivo. (Com Agência Brasil)
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