O Banco Central (BC) antecipou para este mês pedido de produção de cédulas, no valor de R$ 9 bilhões, para a Casa da Moeda. Essa produção já estava prevista na programação anual, mas a antecipação foi necessária para evitar a falta de cédulas. Desde o início da pandemia de covid-19, o BC observou que há “entesouramento” do dinheiro no país.
Segundo o BC, o entesouramento ocorre porque as pessoas estão guardando o dinheiro em vez de colocar em circulação. “O pedido visa a construir estoques de segurança e mitigar eventuais consequências do fenômeno de entesouramento que se observa desde o início da pandemia.
O BC entende que o entesouramento pode ser consequência de três fatores: saques por pessoas e empresas para formação de reservas, diminuição do volume de compras no comércio em geral e porque parcela considerável dos valores pagos em espécie aos beneficiários dos auxílios [como o auxílio emergencial] ainda não retornou ao sistema bancário”, diz o BC, em nota. (Com Agência Brasil)
"As pessoas não têm dinheiro para pagar a prestação da casa própria", disse ele, ao deixar o Palácio da Alvorada. No primeiro momento, como medida de socorro financeiro pelos impactos da pandemia de covid-19, a Caixa anunciou uma pausa de até dois meses para o pagamento das prestações, depois prorrogou por mais um mês e agora, segundo Bolsonaro, a pausa será ampliada para quatro meses.
De acordo com a Caixa, só têm direito ao benefício os contratos que estão em dia ou com, no máximo, duas prestações atrasadas. O cliente que tem três ou mais parcelas em atraso deve fazer uma renegociação com o banco.
Para o presidente, entretanto, para que a medida funcione, é preciso garantir a renda e o emprego dos trabalhadores. Bolsonaro defende o isolamento social apenas para as pessoas do grupo de risco da covid-19 e o fim do isolamento para toda a população. Com a retomada das atividades e do comércio, segundo ele, haverá demanda para as indústrias voltarem a produzir e gerar empregos.
?Não adianta apenas prorrogar [o pagamento] se o cidadão que perdeu o emprego, teve salário reduzido, não tem como pagar a prestação da casa própria. O que está sobrando de dinheiro pra ele está sendo pra comida?, disse. ?O Brasil está quebrando e, depois de quebrar, a economia não se recupera. Vamos ser fadados a ser um país de miseráveis. Temos que ter coragem de enfrentar o vírus. Está morrendo gente? Está, lamento. Mas vai morrer muito mais se a economia continuar sendo destroçada por essas medidas?, ressaltou.
Autoridades de saúde orientam a população e os governos a adotar as medidas de isolamento e distanciamento social como forma de prevenção à disseminação do novo coronavírus. Como ainda não há vacina nem remédio, comprovado cientificamente, contra a covid-19, a orientação visa a frear a transmissão do vírus para evitar que os sistemas de saúde fiquem sobrecarregados e consigam atender a todas as pessoas que venham a ficar doentes.
Bolsonaro fez um apelo aos governadores para que revejam a política de fechamento do comércio e disse que está pronto para conversar. ?O Brasil está se tornando um país de pobres. Vai chegar um ponto que o caos vai se fazer presente aqui. Essa história de lockdown, de fechar tudo, não é esse o caminho, esse é o caminho do fracasso, de quebrar o Brasil?, afirmou. (Com Agência Brasil)
O abate de frangos no país chegou a 1,51 bilhão de animais no primeiro trimestre deste ano. O número representa aumentos de 2,5% em relação ao trimestre anterior (último trimestre de 2019) e de 4,9% na comparação com o primeiro trimestre de 2019. Os dados foram divulgados nesta quinta dia 14, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O abate de bovinos, que somou 7,2 milhões no primeiro trimestre deste ano, teve quedas em ambas comparações temporais: de 10,8% na comparação com trimestre anterior e de 9,2% na comparação com o primeiro trimestre de 2019.
Os suínos, que somaram um abate de 11,87 milhões de animais no primeiro trimestre deste ano, tiveram queda de 0,2% na comparação com o trimestre anterior, mas apresentaram crescimento de 5% em relação ao primeiro trimestre de 2019.
Outros produtos
A aquisição de leite pelas unidades beneficiadoras (6,3 bilhões de litros) recuou 5,2% em relação ao trimestre anterior mas cresceu 1,4% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.
A produção de ovos de galinha (960,61 milhões de dúzias) também recuou na comparação com o trimestre anterior (-2,5%) e cresceu na comparação com o primeiro trimestre e 2019 (3,4%), enquanto a aquisição de couro pelos curtumes (7,44 milhões de peças) caiu 5,7% e 12,2%, respectivamente. (Com Agência Brasil)
Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no estado de São Paulo, desenvolvem um tipo de dispositivo para identificar a covid-19 em pacientes infectados em ambientes contaminados e nas redes de esgoto, por meio de um sensor eletroquímico para a detecção, na saliva da vítima, de pelo menos três sequências do genoma do vírus.
Segundo o líder do projeto, Ronaldo Censi Faria, pesquisador do Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia da UFSCar, o objetivo é desenvolver uma metodologia simples e de baixo custo para o diagnóstico do novo coronavírus. A plataforma de testes descartável fará uso de materiais de fácil acesso e equipamentos simples e também permitirá a análise de diferentes amostras simultaneamente.
Faria explicou que o dispositivo do teste rápido tem vários canais onde a saliva do paciente é inserida. Esses compartimentos contam com quatro chips sensores programados para identificar pedaços do RNA (ácido nucleico) do vírus.
“A detecção se dá por eletroquimiluminescência, ou seja, a partir da reação eletroquímica entre o sensor e o RNA do vírus ocorre a emissão de luz. Com isso, se o sensor detectar pelo menos uma das sequências de RNA, um ponto de luz irá surgir, indicando que o paciente está infectado", disse.
O sensor surgiu em um dispositivo de baixo custo patenteado, já que, em 2017, a equipe de Faria desenvolveu um dispositivo semelhante para a detecção de biomarcadores da doença de Alzheimer.
A metodologia usada nos testes da covid-19 é uma adaptação de vários dispositivos que estão sendo desenvolvidos nos laboratórios para identificar a ocorrência de outras doenças, como câncer, leishmaniose, hanseníase e zika, além do Alzheimer. Entretanto, ainda não há previsão para que o dispositivo seja comercializado.
Biomarcadores
“O nosso laboratório tem experiência no uso de biomarcadores proteicos para a identificação de doenças. Alguns deles já eram marcadores conhecidos que utilizamos em dispositivos, outros eram biomarcadores novos, como o caso do dispositivo para detectar Alzheimer. Nesse novo projeto usaremos marcadores de RNA, partes da sequência de RNA que foram separadas pelo pesquisador Matias Melendez, que integra o nosso grupo”, afirmou.
Segundo o pesquisador, também estão sendo feitos testes com sensores para identificar o coronavírus em ambientes como casas, ruas e escritórios, e no sistema de esgoto. “Como já temos uma metodologia, é do nosso interesse adaptá-la para diferentes usos, desde que seja possível identificar um biomarcador para a doença”, explicou.
Faria disse, ainda, que, para atingir o RNA, é preciso uma solução para "quebrar" o vírus e expor o material genético a ser detectado pelo sensor. “Ao identificar o capsídeo, será possível detectar o vírus diretamente, o que abre um leque de possibilidades, como criar um dispositivo para identificação em sistema de esgoto ou no ar. Com isso, seria possível monitorar a distância o ambiente externo e mapear a contaminação de áreas pelo esgoto ou por coleta de material particulado na atmosfera”, esclareceu.
Os estudos têm o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e de um edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). (Com Agência Brasil)
Em meio a pandemia, novamente o Papa Francisco pediu aos fiéis das diversas religiões para juntos, unirem em oração.
O Papa pede aos fiéis para viverem o dia 14 de maio em jejum, oração e se dedicando a obras de caridade.
O intuíto é um só, unir o mundo pelo fim do novo coronavírus (covid-19) que já abalou diversos países e o mundo.
Durante celebração na manhã desta quinta dia 14,no Vaticano, o Papa recordou o dia mundial da oração, jejum e obras de caridade.
"Nós não esperávamos esta pandemia, veio sem que nós a esperássemos, mas agora está aí. E muitas pessoas morrem. E muitas pessoas morrem sozinhas e muita gente morre sem poder fazer nada. Muitas vezes se pode pensar: Não me diz respeito, graças a Deus me salvei. Mas pense nos outros! Pense na tragédia e também nas consequências econômicas, nas consequências sobre a educação" e naquilo que virá depois. E por isso hoje, todos, irmãos e irmãs, de toda e qualquer confissão religiosa, rezemos a Deus. (Com Catve)
Policiais federais cumprem nesta quinta dia 14, cinco mandados de prisão e 25 de busca e apreensão em uma investigação sobre desvios de R$ 3,95 milhões em recursos públicos na área da saúde, no Rio de Janeiro.
A operação é feita em parceria com o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).
Segundo o MPRJ, os valores foram repassados a uma organização social (OS) pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio, para a administração de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
De acordo com as investigações, a organização social recebeu, desde 2012, pelo menos R$ 763 milhões do Fundo Estadual de Saúde do Rio de Janeiro para a gestão das UPAs.
Os valores repassados à empresa responsável pelo fornecimento de alimentação às unidades de saúde eram superfaturados, o que beneficiava os alvos da operação de hoje.
Um ex-presidente da OS é apontado como o chefe da organização e, segundo o MPRJ, contou com a ajuda de dois subordinados e dos responsáveis pela empresa fornecedora de alimentação às unidades de saúde e de outra empresa, fornecedora de insumos hospitalares, para articular o esquema criminoso.
Os mandados de prisão e de busca e apreensão foram expedidos pela 3ª Vara Criminal de Duque de Caxias. (Com Agência Brasil)






















