Pedidos de seguro-desemprego caem 21,3% na primeira quinzena de agosto

Depois de dispararem nos últimos meses por causa da pandemia do novo coronavírus (covid-19), os pedidos de seguro-desemprego de trabalhadores com carteira assinada continuam a cair. Nos 15 primeiros dias do mês, o total de pedidos recuou 21,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

 

Desde o início de junho, o indicador está em queda. Na primeira metade do mês, 216.350 benefícios de seguro-desemprego foram requeridos, contra 274.827 pedidos registrados nos mesmos dias de 2019. Ao todo, 64,3% dos benefícios foram pedidos pela internet na primeira quinzena do mês, contra apenas 2,4% no mesmo período de 2019.

 

O levantamento foi divulgado, nesta quinta dia 20, pela Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, e considera os atendimentos presenciais – nas unidades do Sistema Nacional de Emprego (Sine) e das Superintendências Regionais do Trabalho – e os requerimentos virtuais.

 

Acumulado


Apesar da queda em agosto, os pedidos de seguro-desemprego continuam em alta no acumulado do ano, tendo somado 4.737.572 de 2 janeiro a 15 de agosto de 2020. O total representa aumento de 9,1% em relação ao acumulado no mesmo período do ano passado, que foi de 4.343.212.

 

No acumulado do ano, 55,2% dos requerimentos de seguro-desemprego (2.613.515) foram pedidos pela internet, pelo portal gov.br e pelo aplicativo da carteira de trabalho digital; 45,9% dos benefícios (2.124.057) foram pedidos presencialmente. No mesmo período do ano passado, 98,5% dos requerimentos (4.277.397) tinham sido feitos nos postos do Sine e nas superintendências regionais e apenas 1,5% (65.815) tinha sido solicitado pela internet.

 

Embora os requerimentos possam ser feitos de forma 100% digital e sem espera para a concessão do benefício, o Ministério da Economia informou que os dados indicam que muitos trabalhadores continuam aguardando a reabertura dos postos do Sine, administrados pelos estados e pelos municípios, para darem entrada nos pedidos. O empregado demitido ou que pediu demissão tem até 120 dias depois da baixa na carteira de trabalho para dar entrada no seguro-desemprego.

 

Perfil

 

Em relação ao perfil dos requerentes do seguro-desemprego na primeira quinzena de agosto, a maioria é masculina (60,4%). A faixa etária com maior número de solicitantes está entre 30 e 39 anos (32,9%) e, quanto à escolaridade, 59,1% têm ensino médio completo. Em relação aos setores econômicos, serviços representou 43,1% dos requerimentos, seguido por comércio (26,1%), indústria (14,9%) e construção (9,9%).

 

Os estados com o maior número de pedidos foram São Paulo (65.302), Minas Gerais (23.985) e Rio de Janeiro (17.357) e os que tiveram maior proporção de requerimentos via web foram Acre (96,9%), Sergipe (87,8%) e Tocantins (84,2%). (Com Agência Brasil)

 

 

 

Saúde atualiza dados da pandemia; 3,5 milhões de casos registrados

O Brasil passou dos 3,5 milhões de casos confirmados de covid-19. O número foi divulgado na atualização diária desta quinta dia 20, do Ministério da Saúde (MS). Nas últimas 24 horas, foram notificadas 45.323 novas pessoas infectadas. Com isso, o número total de casos acumulados atingiu 3.501.975. Ontem, o painel registrava 3.456.652 casos acumulados.

 

De acordo como balanço, o total de mortes chegou a 112.304. Foram 1.204 óbitos acrescidos às estatísticas entre ontem e hoje pelas secretarias de saúde estaduais. Ontem, o sistema do MS marcava 111.100 vidas perdidas para a covid-19. Ainda há 3.187 mortes em investigação.

 

A atualização do Ministério registrou ainda 736.264 pessoas em acompanhamento. O número de recuperados passou de 75%, e contabiliza 2.653.407 de pacientes que não apresentam mais sinais da doença e são considerados “recuperados”.

 

Veja na tabela outros índices divulgados pela pasta:

 

Estados


Os estados com mais mortes são:

1º - São Paulo (27.905)

2º - Rio de Janeiro (15.074)

3º - Ceará (8.245)

4º - Pernambuco (7.303)

5º - Pará (6.027)

 

As unidades da federação com menos óbitos são:

1º - Tocantins (547)

2º - Roraima (576)

3º - Acre (595)

4º - Amapá (626)

5º - Mato Grosso do Sul (686).

 

Comparação internacional

 

O Brasil segue na 2ª colocação no ranking de casos e mortes. A liderança é dos Estados Unidos, que, segundo o mapa da universidade Johns Hopkins, chegou a 5.565.928 pessoas infectadas e 174.051 mortes.

 

Já quando considerada a incidência (casos por 1 milhão de habitantes) e mortalidade (óbitos por 1 milhão de habitantes), conforme o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde divulgado ontem, o Brasil fica na 8ª posição, com índices de, respectivamente, 2.722 e 98. O país subiu um posto na lista de países por mortalidade em relação à semana passada, quando estava em 9º. (Com Agência Brasil)

 

 

 

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Brasil está comprometido com equilíbrio financeiro, diz ministro

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, reafirmou a investidores estrangeiros, nesta quinta dia 20, que o Brasil está comprometido com o equilíbrio das contas públicas.

 

“A iniciativa privada é o grande motor para a recuperação dos investimentos no país”, afirmou o ministro ao participar, por videoconferência, de evento organizado pelo Conselho das Américas (COA, do inglês Council of the Americas).

 

A conversa foi reservada para convidados. Segundo a assessoria do ministério, Freitas aproveitou a ocasião para destacar iniciativas que visam a garantir mais eficiência para os setores de logística e transporte, reduzindo os custos de produção.

 

Em nota, a assessoria da pasta informou que Freitas destacou o plano do governo federal de concessões de portos, ferrovias, rodovias e aeroportos para a iniciativa privada, além da revisão de normas.

 

O Conselho das Américas é uma organização empresarial norte-americana de promoção do livre comércio nas Américas e no Caribe. Entre seus membros estão representantes de empresas de vários setores. (Com Agência Brasil)

 

 

 

Saúde apresenta novos números e faz balanço de ações contra pandemia

O Ministério da Saúde fez hoje um balanço das medidas adotadas até o momento para enfrentamento à pandemia. Representantes da pasta falaram sobre envio de insumos, habilitação de leitos, encaminhamento de medicamentos e destinação de recursos.

 

Até o momento, foram disponibilizados a estados e municípios 10.328 ventiladores pulmonares. O estado mais atendido foi o Rio de Janeiro, com 1,06 milhão. Também foram destinados 241 milhões de unidades de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) às autoridades locais de saúde. O estado mais contemplado foi São Paulo, com 39,6 milhões de unidades de EPI.

 

Segundo o órgão, foram habilitados 12.005 leitos de UTI (unidade de terapia intensiva) exclusivos para tratamento da covid-19. Isso equivale a R$ 1,7 bilhão de reais. O estado mais beneficiado foi São Paulo, com 2.731 estruturas deste tipo.

 

O MS credenciou a implantação de 1.308 centros de atendimento para o enfrentamento da covid-19. O projeto foi criado pela pasta para que municípios possam montar espaços voltados ao atendimento de casos mais leves, fazendo a triagem e encaminhando para unidades de saúde quando necessário.

 

O órgão credenciou também 360 centros comunitários. “São aqueles colocados em comunidades e nas favelas para atender à população na atenção primária”, lembrou o secretário executivo da pasta, Élcio Franco.

 

Recursos

 

O volume de recursos repassados a estados e municípios até o momento totalizou R$ 19,9 bilhões. O montante representa 47% dos R$ 41,7 bilhões em créditos extras do governo federal para ações voltadas à prevenção e combate à pandemia.

 

De acordo com o secretário executivo, o valor restante da linha de créditos extras ainda não foi executado por falta de projetos municipais.

 

Da soma encaminhada, R$ 13,3 bilhões foram destinados a municípios e R$ 5,8 bilhões, a estados. A equipe do MS voltou a divulgar o volume de recursos constantes nas contas dos fundos desses entes da Federação, R$ 25,2 bilhões, como forma de mostrar que também há verba não executada pelas autoridades locais de saúde.

 

Medicamentos

 

O Ministério da Saúde repassou 5,3 milhões de unidades de hidroxicloroquina. A pasta encaminhou também 14,7 milhões de unidades de fosfato de oseltamivir, conhecido comercialmente como Tamiflu.

 

Sobre os medicamentos para entubação - que enfrentam desabastecimento e são de grande demanda estadual - foram obtidos quatro milhões de unidades de remédios diversos por meio de requisição administrativa entre 26 de junho e 19 de agosto. Na distribuição regional, foram 1,44 milhão de doses para a Região Sudeste, 1,2 milhão para a Nordeste, 526 mil para a Norte, 439 mil para a Centro-Oeste e 362 mil para a Sul.

 

O pregão eletrônico anunciado pela pasta está em andamento. Dois dos nove itens licitados atingiram 100%. “Estamos na elaboração de um segundo pregão para aqueles que não atingiram a demanda informada pelo Conass [Conselho Nacional dos Secretários de Saúde]”, disse o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Hélio Angotti Neto.

 

Saúde indígena

 

Segundo os representantes da Saúde, operações constantes estão sendo realizadas em áreas de população indígena. No Mato Grosso do Sul, em uma dessas operações, 5.364 atendimentos de apoio médico foram realizados.

 

Um projeto do Ministério da Saúde, juntamente com o Ministério das Comunicações, visa conectar distritos indígenas através de ações de saúde. Segundo a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), mais de R$ 70 milhões já foram investidos em ações para garantir a saúde dos povos tradicionais da Região Norte. (Com Agência Brasil)

 

 

 

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Petrobras eleva gasolina em 6% e diesel em 5%

A Petrobras anunciou, nesta quinta-feira (20), reajuste nos preços da gasolina, de 6%, e do diesel, de 5%. Os novos preços valem a partir desta sexta-feira (21) e são referentes ao cobrado nas vendas às distribuidoras. O valor final nos postos para os motoristas agrega outros custos e varia segundo o mercado.

 

De acordo com o levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), entre os dias 8 e 15 de agosto, o preço médio da gasolina comum no país foi de R$ 4,234. O diesel S-500 foi de R$ 3,364. O etanol, de R$ 2,769. E o gás de cozinha, de R$ 70,01, para o botijão de 13 kg.

 

Os preços são referentes ao valor vendido para as distribuidoras a partir das refinarias. O valor final ao motorista dependerá do mercado, já que cada posto tem sua própria política de preços, sobre os quais incidem impostos, custos operacionais e de mão de obra.

 

“Nossa política de preços para a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras tem como base o preço de paridade de importação, formado pelas cotações internacionais destes produtos mais os custos que importadores teriam, como transporte e taxas portuárias, por exemplo. A paridade é necessária porque o mercado brasileiro de combustíveis é aberto à livre concorrência, dando às distribuidoras a alternativa de importar os produtos”, explica, em nota, a estatal.

 

Segundo a companhia, a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras são diferentes dos produtos no posto de combustíveis. São os combustíveis tipo A: gasolina antes da sua combinação com o etanol e diesel sem adição de biodiesel. “Os produtos vendidos nas bombas ao consumidor final são formados a partir do tipo A misturados a biocombustíveis". (Com Agência Brasil)

 

 

 

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Alcolumbre adia votação do Fundeb

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, transferiu para a próxima terça-feira (25) a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) 26/2020, que torna permanente o Fundo de Desenvolvimento e Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). A votação estava prevista para ocorrer nesta quinta dia 20, às 17h, mas a sessão do Congresso, que ocorreu durante toda a tarde na Câmara dos Deputados, impediu a abertura da sessão do Senado.

 

A decisão de adiar a votação da PEC do Fundeb foi tomada por Alcolumbre após uma conversa com os líderes da Casa. Outro motivo para o adiamento foi garantir que o tema tenha bastante tempo para ser discutido. “Além de permitir a participação de todos os senadores no aperfeiçoamento do texto, o adiamento da apreciação da PEC do novo Fundeb ocorre porque parlamentares se estenderam em sessão do Congresso Nacional até agora”, disse Alcolumbre pelo Twitter. (Com Agência Brasil)

 

 

 

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