Indicador Antecedente da economia brasileira recua 1%, diz FGV

O Indicador Antecedente Composto da Economia Brasileira (Iace), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e por The Conference Board (TCB), recuou 1% de dezembro de 2020 para janeiro deste ano, atingindo 122,5 pontos. O indicador usa oito componentes econômicos com o objetivo de antecipar tendências na economia do país.

 

Segundo a FGV, seis dos oito indicadores tiveram queda, com destaque para os índices de Expectativas da Indústria e dos Consumidores.

 

Os demais componentes do Iace são: Índice de Expectativas de Serviços (da FGV), Índice de Produção Física de Bens de Consumo Duráveis (do IBGE), taxa referencial de swaps DI prefixada – 360 dias (do Banco Central), Ibovespa – Fechamento do mês (da B3) e os índices de Termos de troca e de Quantum de exportações, ambos da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex).

 

Já o Indicador Coincidente Composto da Economia Brasileira (ICCE), que mensura as condições econômicas atuais, cresceu em 0,1% para 101,0 pontos, no mesmo período. (Com Agência Brasil)

 

 

 

Metade dos pais não confia na segurança sanitária de escolas públicas

Quase metade (49%) dos pais de estudantes de escolas públicas municipais e estaduais não confia na capacidade da instituição de se adequar às normas de segurança sanitária para evitar o contágio da covid-19 no retorno às aulas presenciais. Apenas 19% disseram que “confiam muito” na capacidade da escola neste quesito e 31% “confiam um pouco”. Em setembro, o índice dos que não confiavam na segurança sanitária da escola era de 22%.

 

Em relação ao comportamento dos estudantes, 43% dos pais não confiam que os alunos cumprirão os protocolos de segurança – índice era de 24% em setembro.

 

Os dados são da quinta edição da pesquisa Datafolha “Educação não presencial na perspectiva dos estudantes e suas famílias”, encomendada pela Fundação Lemann, Itaú Social e Imaginable Futures, realizada com 1.015 pais ou responsáveis de alunos das redes públicas municipais e estaduais do país, com idade entre 6 e 18 anos, no período de 16 de novembro a 2 de dezembro de 2020.

 

Desde o ano passado, escolas de Norte a Sul do país foram fechadas e as aulas, suspensas em virtude da pandemia de covid-19.

 

Atrasos no aprendizado

 

Sete em cada dez entrevistados (69%) acreditam que, se as escolas continuarem fechadas, as crianças dos anos iniciais do ensino fundamental terão um atraso em seu processo de alfabetização e prejuízo no aprendizado. Sobre as crianças da pré-escola, 65% acreditam que elas terão o seu desenvolvimento comprometido.

 

Em relação aos adolescentes, para 58% dos pais, a percepção é a de que tenham problemas emocionais por causa do isolamento. O mesmo percentual de pais (58%) acredita que os alunos do ensino médio correm o risco de desistir dos estudos.

 

Segundo a pesquisa, para os estudantes mais pobres, os prejuízos decorrentes da falta de aula presencial podem ser maiores do que a média, já que o acesso ao ensino remoto é desigual no Brasil. Para 80% dos pais e responsáveis, é muito provável que eles fiquem para trás por terem mais dificuldades de estudar em casa.

 

Além disso, 47% dos entrevistados dizem ter sofrido com a diminuição da renda familiar durante a pandemia.

 

Apoio das escolas

 

Para 79% dos entrevistados, as escolas deram apoio durante o período sem aulas presenciais, principalmente nos anos iniciais do ensino fundamental (87%). De acordo com o levantamento, o suporte consistiu principalmente em professores disponíveis para tirar dúvidas dos responsáveis, orientações gerais sobre como apoiar os estudantes para fazerem as atividades e sugestões para motivá-los a participar.

 

Na percepção dos pais, foram desenvolvidas habilidades como usar a tecnologia para estudar e aprender, não desistir diante das dificuldades e pesquisar e ampliar o conhecimento sozinho. No entanto, houve dificuldades dos estudantes para organizar as rotinas de estudo com autonomia, além de capacidade de adaptação e flexibilidade. O índice dos que percebem dificuldade em manter uma rotina das atividades em casa alcançou 69%. Nos anos iniciais do ensino fundamental, chega a 72%.

 

As entidades responsáveis pela pesquisa observaram um processo crescente de desmotivação entre os alunos desde maio de 2020, quando ocorreu a primeira edição da série de cinco pesquisas realizadas até agora. Em maio, 46% dos estudantes se diziam desmotivados. Em novembro, o percentual subiu para 55%. (Com Agência Brasil)

 

 

 

Produção brasileira de petróleo e gás natural cresce em janeiro

A produção brasileira de petróleo aumentou 5,26% em janeiro deste ano em relação à de dezembro de 2020, alcançando média em torno de 2,870 milhões de barris por dia.

 

Já a produção de gás natural evoluiu 7,36%, com média de cerca de 136,327 milhões de metros cúbicos diários. Os dados constam do Painel Dinâmico de Produção do Petróleo e Gás Natural e foram divulgados hoje (17) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
De acordo com a ANP, o aumento de 30% na produção do campo de Búzios, que atingiu em janeiro a marca 643,5 mil barris de óleo equivalente por dia, contribuiu para o resultado. Somando a produção dos campos de Tupi e Búzios, o resultado ultrapassou 50% da produção nacional. Com isso, a produção do pré-sal voltou a superar 70% do total nacional em óleo equivalente, salientou a ANP.

 

O painel revela que entre os estados produtores, o Rio de Janeiro respondeu por 79,86% da produção brasileira de petróleo e por 61,30% da produção de gás natural, em janeiro. Entre os operadores, destaque para a Petrobras, que manteve a liderança do ranking de produção nacional, com um total, no primeiro mês do ano, de quase 109 milhões de barris de óleo equivalente (boe - unidade utilizada pela industria do petróleo para comparar volumes de petróleo e gás natural)

 

O painel pode ser consultado no endereço https://www.gov.br/anp/pt-br/centrais-de-conteudo/paineis-dinamicos-da-anp/paineis-dinamicos-de-producao-de-petroleo-e-gas-natural. (Com Agência Brasil)

 

 

 

Empregos gerados por microempresas no Rio crescem 421% em dezembro

As micro e pequenas empresas fluminenses responderam pela criação de 7,2 mil postos formais de trabalho em dezembro do ano passado, mostrando aumento de 421% em relação a igual mês de 2019.

 

Segundo destacou hoje (17), em entrevista à Agência Brasil, a economista e analista do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Estado do Rio de Janeiro (Sebrae RJ) Simone Moura, esse foi o melhor resultado alcançado pelo estado na geração de empregos formais em toda a série histórica iniciada em 2007.

 

O aumento ocorreu pelo segundo mês consecutivo, de acordo com pesquisa divulgada pelo Sebrae RJ, com base nos dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).

 

No segundo semestre de 2020, as micro e pequenas empresas geraram mais de 68 mil empregos formais, recuperando 79% das vagas perdidas nos seis primeiros meses do ano. Simone advertiu, entretanto, que os números registrados no mercado de trabalho não conseguiram recuperar totalmente as vagas perdidas entre janeiro e junho, cujo saldo negativo, só de MPEs, foi de 81.773 postos de trabalho.

 

O balanço de 2020 revela que as MPEs fluminenses fecharam mais de 16 mil postos de trabalho, enquanto as médias e grandes empresas encerraram mais de 105 mil empregos formais no período. Na análise da economista, com a redução do isolamento social e a regularização das atividades, os empregos tendem a crescer.

 

Simone destacou que sempre no início de cada ano há um movimento atípico. “Geralmente de saldo negativo de empregos. Como dezembro surpreendeu, pode ser que tenhamos surpresas positivas nos próximos meses”. Segundo a analista do Sebrae RJ, a vacinação da população contra a covid-19 ajuda a tornar o cenário mais positivo para os próximos meses.

 

Empreendedorismo

 

A economista destacou que os pequenos negócios movimentam a economia e que é preciso que as empresas voltem a funcionar para que o mercado consumidor também retorne à sua normalidade. Segundo ela, atenção especial deve ser dada às atividades de serviços, muito importantes para o estado e que foram bastante afetadas pela pandemia do novo coronavírus, em especial o turismo. “O comércio pode funcionar digital, fazer vendas online. Para as empresas de serviços, é mais complicado trabalhar à distância.”

 

No ano passado, a pandemia estimulou o crescimento da taxa de empreendedorismo no Rio de Janeiro.. O número de empresas abertas foi de 330,6 mil novos pequenos negócios, expansão de 8% em comparação com 2019. Entre as empresas abertas em 2020, o grande destaque são os microempreendedores individuais (MEIs).

 

Foram registrados 286,3 mil novos MEIs, o que significa incremento de 10% sobre o ano anterior. “Isso pode ser um reflexo também do número de vagas que foram perdidas. As pessoas estão encontrando no empreendedorismo uma forma de se realocar no mercado de trabalho.”

 

Empresas de pequeno porte também tiveram um aumento de 10% em comparação com 2019, mostra a pesquisa.

 

As micro e pequenas empresas de 51 municípios apresentaram saldo líquido de emprego positivo no ano passado, revela o levantamento do Sebrae. Os destaques são Duque de Caxias, com 2,6 mil novas vagas, Nova Iguaçu (1,3 mil), São Gonçalo (942), Campos dos Goytacazes (852) e Maricá (826).

 

As micro e pequenas empresas do comércio terminaram o ano com saldo positivo de 4,5 mil empregos formais,ou seja, com carteira assinada. As atividades que mais geraram oportunidades foram comércio varejista de produtos farmacêuticos sem manipulação de fórmulas (2,3 mil vagas), supermercados (2,1 mil vagas) e serviços combinados de escritório e apoio administrativo (1,8 mil vagas).

 

A maioria das vagas foi para balconista, operador de caixa e repositor de mercadorias, indicou a pesquisa. (Com Agência Brasil)

 

 

 

Saúde: mais 230,7 milhões de doses de vacina serão entregues até julho

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, apresentou nesta quarta-feira (17) um cronograma em que prevê a distribuição de cerca de 230,7 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 até julho. O anúncio foi feito durante reunião virtual com governadores, informou a pasta.

 

Na programação apresentada, o ministro incluiu as negociações com os laboratórios União Química/Gamaleya e Precisa/Bharat Biotech, que podem garantir ao Brasil a chegada da vacina russa Sputnik V e da indiana Covaxin, respectivamente. A previsão, de acordo com a pasta, é que o contrato com os dois laboratórios seja assinado ainda nesta semana. Os dois imunizantes ainda não possuem pedido de uso emergencial aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 

“[No cronograma] listamos todos os laboratórios com os quais o ministério vem trabalhando, com instituições como o Butantan e a Fiocruz já com compras e contratos executados, com previsões de entrega perto de 300 milhões de doses. Com os demais laboratórios contratados, chegamos a 450 milhões de doses [de vacinas] no total", afirmou o ministro Pazuello.

 

As próximas entregas aos estados acontecem ainda em fevereiro: serão 2 milhões de doses da AstraZeneca/Fiocruz, importadas da Índia, e 9,3 milhões da Sinovac/Butantan, produzidas no Brasil. Em março, a pasta também aguarda a chegada de 18 milhões de doses da vacina do Butantan e mais 16,9 milhões da vacina da AstraZeneca.

 

A assessoria do Ministério da Saúde informou o seguinte cronograma sobre a entrega das vacinas no país:

 

Fundação Oswaldo Cruz (vacina AstraZeneca/Oxford)
Janeiro 2 milhões (entregues)
Fevereiro 2 milhões (importadas da Índia)
Março 4 milhões (importadas da Índia) + 27,3 milhões (produção nacional com IFA importado)
Abril 28,6 milhões (produção nacional com IFA importado)
Maio 28,6 milhões (produção nacional com IFA importado)
Junho 28,6 milhões (produção nacional com IFA importado)
Julho 3 milhões (produção nacional com IFA importado)
Total (1º semestre) 112,4 milhões de doses


A partir do segundo semestre, com a incorporação da tecnologia da produção da matéria-prima (IFA), a Fiocruz deverá entregar mais 110 milhões de doses, com produção 100% nacional.

 

Fundação Butantan (vacina Coronavac/Sinovac)


Janeiro 8,7 milhões (entregues)
Fevereiro 9,3 milhões
Março 18,1 milhões
Abril 15,9 milhões
Maio 6 milhões
Junho 6 milhões
Julho 13,5 milhões
Total 77,6 milhões de doses

 

Até setembro, serão entregues mais de 22,3 milhões de doses da Coronavac, totalizando os 100 milhões contratados pelo Ministério da Saúde.

 

Covax Facility
Março 2,6 milhões (vacina importada da AstraZeneca/Oxford)
Até junho: 8 milhões (vacina importada da AstraZeneca/Oxford)
Total: 10,6 milhões de doses
União Química (vacina Sputnik V/Instituto Gamaleya/Rússia)
Março 400 mil (importadas da Rússia)
Abril 2 milhões (importadas da Rússia)
Maio 7,6 milhões (importadas da Rússia)
Total 10 milhões de doses

 

Com a incorporação da tecnologia da produção do IFA, a União Química deverá produzir, no Brasil, 8 milhões de doses por mês.

 

Precisa Medicamentos (vacina Covaxin/Barat Biotech/Índia)


Março 8 milhões (importadas da Índia)
Abril 8 milhões (importadas da Índia)
Maio 4 milhões (importadas da Índia)
Total 20 milhões de doses (Com Agência Brasil)

 

 

 

feed-image
SICREDI 02