Inep divulga locais de prova da reaplicação do Enem 2020

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou nesta sexta dia 19, o cartão de confirmação com os locais de prova da reaplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020. O documento está disponível na Página do Participante.

 

No cartão também consta o número de inscrição, data, hora das provas, opção de língua estrangeira e atendimento especializado ou tratamento por nome social, caso essas solicitações tenham sido feitas e aprovadas. Apesar de não ser obrigatório, o Inep recomenda que os participantes imprimam o cartão de confirmação e levem nos dias do exame.

 

As provas do Enem, para os estudantes que tiveram a solicitação de reaplicação aprovada serão nos dias 23 e 24 de fevereiro, mesma data da aplicação do Enem PPL, exame destinado a pessoas privadas de liberdade ou sob medida socioeducativa que inclua privação de liberdade. As solicitações foram analisadas individualmente pelo Inep.

 

Puderam pedir a reaplicação do Enem 2020 os inscritos que não conseguiram fazer as provas por problemas logísticos ou que estavam com sintomas de covid-19 ou de outra doença infectocontagiosa nos dias da aplicação regular. O Enem 2020 teve uma versão impressa, aplicada nos dias 17 e 24 de janeiro, e uma digital, realizada nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro.

 

A reaplicação está prevista em edital e ocorre em todas as edições do Enem. Nesta edição, entretanto, em razão da pandemia de covid-19, os índices de abstenções foram recordes. Mais da metade dos inscritos no Enem impresso e aproximadamente 70% do Enem digital faltaram às provas.

 

A reaplicação será apenas na versão impressa, mesmo para aqueles que se inscreveram inicialmente para o Enem digital. O resultado final, tanto da versão impressa quanto da digital e da reaplicação, será divulgado no dia 29 de março.

 

Os candidatos podem usar as notas do Enem para concorrer a vagas no ensino superior, por meio de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece vagas em instituições públicas de ensino superior, o Programa Universidade para Todos (ProUni), que oferece bolsas de estudo em instituições privadas, e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que facilita o acesso ao crédito para financiamento de cursos em instituições privadas. Universidades no Brasil e em Portugal também aceitam a nota do Enem no lugar do tradicional vestibular. (Com Agência Brasil)

 

 

 

Mega-Sena sorteia neste sábado prêmio acumulado de R$ 34 milhões

A Mega-Sena sorteia neste sábado dia 20, prêmio acumulado de R$ 34 milhões. As seis dezenas do concurso 2.346 serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço Loterias Caixa, localizado no Terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo.

 

As apostas podem ser feitas até as 19h nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet, no portal Loterias Caixa.

 

De acordo com a Caixa, caso apenas um apostador leve o prêmio principal e aplique todo o valor na poupança, receberá R$ 39,4 mil de rendimento no primeiro mês.

 

O valor de uma aposta simples, com seis dezenas marcadas, é de R$ 4,50. (Com Agência Brasil)

 

 

 

Estados e municípios criam páginas com dados diários da vacinação

A vacinação contra a covid-19 teve início há pouco mais de um mês e para auxiliar no acompanhamento do número de pessoas vacinadas, os governos estaduais e municipais passaram a divulgar um “vacinômetro”.

 

A página é uma espécie de banco de dados que registra, entre outras informações a quantidade de quem já tomou algum tipo de imunizante contra a doença, locais de vacinação e os grupos que estão sendo vacinados.Também é possível obter as informações por município.

 

O Ministério da Saúde disponibiliza também uma ferramenta com informações sobre o registro das doses aplicadas da vacina. Os dados sobre as coberturas vacinais podem ser acessados por meio de um painel on-line, no LocalizaSUS (https://localizasus.saude.gov.br/).

 

O cidadão pode acompanhar, pela internet, o panorama de aplicação das vacinas por estado e nas capitais. Em alguns casos, entretanto, as informações não estão atualizadas.

 

Acre (AC) – Na página (http://covid19.ac.gov.br/vacina/inicio) é possível ter acesso ao boletim do governo com dados sobre a campanha de vacinação.

Rio Branco - Na página (http://portalcovid.riobranco.ac.gov.br/) possível ter acesso ao boletim da prefeitura com dados sobre a campanha de vacinação.

Alagoas (AL) –(http://www.alagoascontraocoronavirus.al.gov.br/)

Maceió – A prefeitura não disponibiliza um vacinômetro.

Amapá (AP) – (http://painel.corona.ap.gov.br/vacina/#)

Macapá – (http://vacinometro.macapa.ap.gov.br/)

Amazonas (AM) – O estado disponibiliza as informações sobre a vacinação na página (http://www.fvs.am.gov.br/transparenciacovid19_vacinas).

Manaus – A prefeitura criou um vacinômetro para divulgar o número de pessoas vacinadas (https://vacinometro.manaus.am.gov.br/view/index.php)

Bahia (BA) – No estado, é possível acompanhar as informações sobre a vacinação na página (https://bi.saude.ba.gov.br/vacinacao/

Salvador – A capital também tem um portal onde é possível acompanhar a quantidade de pessoas vacinadas. (https://vacinacovid.saude.salvador.ba.gov.br/)

Ceará (CE) – O vacinômetro está disponível na página (https://www.saude.ce.gov.br/vacinometro-covid-19/).

Fortaleza – Na capital, o vacinômetro pode ser acessado na página (https://transparencia.fortaleza.ce.gov.br/#/covid/vacinometro).

Distrito Federal (DF) – O vacinômetro do DF está disponível na página (http://www.saude.df.gov.br/vacinometro/)

Espírito Santo (ES) – O vacinômetro está disponível na página (https://coronavirus.es.gov.br/painel-vacinacao)

Vitória – (https://www.vitoria.es.gov.br/vacinometro)

Goiás (GO) – Na página (https://www.saude.go.gov.br/coronavirus/noticias-coronavirus/12350-atualizacao-sobre-a-covid-19-em-goias-e-doses-da-vacina-ja-aplicadas-31-01-2021) é possível obter informações sobre a vacinação o estado.

Goiânia – a capital não dispõe de uma página com dados sobre vacinação.

Maranhão (MA) – O vacinômetro está disponível na página (https://painel-covid19.saude.ma.gov.br/vacinas)

São Luís – Na página (http://covid19.saoluis.ma.gov.br/) é possível acessar os dados sobre a vacinação na capital.

Mato Grosso (MT) – O estado não possui um vacinômetro com informações sobre as doses já aplicadas.

Cuiabá – (https://vacina.cuiaba.mt.gov.br/)

Mato Grosso do Sul (MS) – O vacinômetro pode ser acessado pela página (https://www.saude.ms.gov.br/e-vacine/)

Campo Grande – A prefeitura não dispõe de uma página com informações sobre a vacinação.

Minas Gerais (MG) – O vacinômetro está disponível na página https://coronavirus.saude.mg.gov.br/vacinometro

Belo Horizonte- (https://prefeitura.pbh.gov.br/campanha-de-vacinacao-contra-covid-19)

Pará (PA) – O vacinômetro pode ser acessado na página http://www.saude.pa.gov.br/vacinometro/

Belém – A prefeitura não dispõe de uma página com informações sobre a vacinação.

Paraíba (PB) – O vacinômetro pode ser acessado aqui (https://paraiba.pb.gov.br/diretas/saude/coronavirus/painel-de-vacinacao)

João Pessoa – (https://transparencia.joaopessoa.pb.gov.br/#/covid-vacinacao/vacinometro)

Paraná (PR) – O estado não disponibiliza um vacinômetro para acompanhar a evolução da vacinação. Informações sobre a vacinação podem ser obtidas na página https://paraiba.pb.gov.br/diretas/saude/coronavirus/painel-de-vacinacao

Curitiba – A prefeitura não possui uma página com dados sobre a vacinação contra a covid-19.

Pernambuco (PE) – O governo do estado não disponibiliza um vacinômetro para acompanhar a evolução da vacinação.

Recife – https://conectarecife.recife.pe.gov.br/vacinometro/

Piauí (PI) – O vacinômetro pode ser acessado aqui (http://coronavirus.pi.gov.br/)

Teresina - A prefeitura disponibiliza a página (https://metabase.fms.pmt.pi.gov.br/public/dashboard/6602cab6-61ce-4113-a857-f41e795cb230) com dados sobre a vacinação.

Rio de Janeiro (RJ) – O vacinômetro pode ser acessado aqui (https://vacinacaocovid19.saude.rj.gov.br/vacinometro)

Rio de Janeiro – https://web2.smsrio.org/covid/dashboard/#/vacinas

Rio Grande do Norte (RN) – O estado possui uma página, a RN + Vacina (https://rnmaisvacina.lais.ufrn.br/cidadao/). A página também é uma espécie de cartão de vacinas virtual, onde é possível monitorar as doses aplicadas.

Natal – (https://coronavirus.natal.rn.gov.br/)

Rio Grande do Sul (RS) – O vacinômetro está disponível aqui https://vacina.saude.rs.gov.br/

Porto Alegre – o vacinômetro pode ser acesso aqui https://datastudio.google.com/embed/u/0/reporting/df0da4e7-787c-423f-bc08-d4c5a8a2ff2e/page/NnVxB

Rondônia (RO) – O vacinômetro está disponível na página https://covid19.sesau.ro.gov.br/Home/Vacina?IdCidade=Porto+Velho&DataTables_Table_0_length=10

Porto Velho – O vacinômetro (https://transparencia.portovelho.ro.gov.br/covid19/vacinometrosaude) do município registra apenas as vacinas aplicadas nos profissionais de saúde.

Roraima (RR) – O vacinômetro com informações sobre a aplicação das doses do imunizante pode ser acessado aqui (https://datastudio.google.com/reporting/f88d2e34-eeb8-4537-9a69-b3decd83e481/page/g261B)

Santa Catarina (SC) – O portal (https://www.coronavirus.sc.gov.br/vacinacao/) traz informações sobre a vacinação no Estado.

Florianópolis – https://covidometrofloripa.com.br/

São Paulo (SP) – O governo do estado (https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2021-01/covid-19-governo-de-sao-paulo-lanca-vacinometro) tem um vacinômetro que pode ser acessado aqui (https://www.saopaulo.sp.gov.br/)

São Paulo – a capital não dispõe de um vacinômetro, mas tem uma página onde é possível realizar o agendamento para receber o imunizante (https://vacinaja.sp.gov.br/).

Sergipe (SE) – O dados sobre vacinação no estado podem ser obtidos acessando a página (https://todoscontraocorona.net.br/).

Aracaju – o município não possui um vacinômetro.

Tocantins (TO) - No estado, os dados sobre vacinação podem ser acessados aqui (http://integra.saude.to.gov.br/covid19/Vacinometro)

Palmas – O município não possui um vacinômetro. (Com Agência Brasil)

 

 

 

Ford suspende demissões e mantém negociação com trabalhadores

Após conciliação na Justiça do Trabalho, a montadora Ford aceitou suspender as demissões nas fábricas de Taubaté (SP) e Camaçari (BA) durante as negociações com os trabalhadores. As atividades nas plantas deverão ser retomadas na próxima segunda dia 22.

 

Foram promovidas audiências de conciliação nos tribunais regionais do Trabalho da 15ª, de São Paulo, e da 5ª Região, na Bahia. No acordo firmado com a Justiça do Trabalho na Bahia, ficou estipulado um prazo de 90 dias para as negociações entre empregados e a empresa, período em que serão mantidos todos os salários e benefícios, além da retomada da produção.

 

A empresa se comprometeu ainda, na audiência com o TRT-15, a manter diálogo semanal com os sindicatos que representam os trabalhadores. As negociações devem envolver a direção mundial da Ford, que tem a capacidade de reverter a decisão do fechamento das fábricas no Brasil.

 

Fechamento

 

No dia 11 de janeiro, a montadora anunciou a decisão de fechar as fábricas no Brasil. Além dos complexos em Camaçari, na Bahia, e Taubaté, no interior paulista, até o fim do ano devem ser encerradas as atividades da Troller, em Horizonte, no Ceará.

 

A Ford citou os impactos da crise gerada pela pandemia do novo coronavírus (covid-19)  para justificar a decisão de fechar suas unidades no país. “A pandemia global da covid-19 ampliou os desafios do negócio, com persistente capacidade ociosa da indústria e redução das vendas na América do Sul, especialmente no Brasil”, diz nota divulgada na ocasião.

 

A empresa planeja concentrar a produção de veículos na América do Sul nas fábricas da Argentina e do Uruguai. Serão mantidos, entretanto, a sede administrativa para a América do Sul em São Paulo, o Centro de Desenvolvimento de Produto, na Bahia, e o Campo de Provas, em Tatuí (SP).

 

Os impactos sociais do encerramento das atividades da montadora são alvo de três inquéritos civis abertos pelo Ministério Público do Trabalho. (Com Agência Brasil)

 

 

 

 

 

 

 

 

Líderes têm até hoje para indicar relatores setoriais para o Orçamento

Termina hoje dia 19, o prazo para que para que as lideranças partidárias indiquem relatores setoriais da proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2021. O texto, que deveria ter sido aprovado em dezembro, está com a tramitação atrasada.

 

Pelo novo cronograma, devem ser indicados, até esta sexta-feira, os 16 relatores setoriais de receitas e também das contas prestadas pelos chefes dos Três Poderes. A previsão é de que a proposta de Orçamento para 2021 (PLN 28/20) seja analisada no dia 24 de março por deputados e senadores em sessão conjunta do Congresso Nacional.

 

O prazo, informado pela presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), deputada Flávia Arruda (PL-DF), também é a data limite para para a indicação de membros e coordenadores dos comitês de avaliação da receita, das obras e serviços com indícios de irregularidades graves e da admissibilidade de emendas.

 

Entre outras funções, os relatores setoriais auxiliam o relator-geral do Orçamento, senador Marcio Bittar (MDB-AC), no exame das despesas sugeridas no texto enviado pelo Poder Executivo.

 

Ficarão a cargo de deputados, dez relatorias setoriais da despesa, nas áreas de Agricultura; Ciência, Tecnologia e Comunicações; Economia; Educação; Infraestrutura; Meio Ambiente; Mulheres, Família e Direitos Humanos; Presidência e Relações Exteriores; Saúde; e Turismo e Cultura.

 

As outras seis relatorias setoriais da despesa caberão ao Senado. As relatorias são nas áreas de Cidadania e Esporte; Defesa; Desenvolvimento Regional; Justiça e Segurança Pública; Minas e Energia; e Poderes (Judiciário, Ministério Público e Defensoria).

 

Indicações

 

Alguns relatores já foram indicados: o deputado Beto pereira (PSDB-MA) será o relator da receita. No caso dos comitês, o deputado Lucas Vergílio (Solidariedade-GO) foi escolhido para coordenar o Comitê Permanente de Admissibilidade de Emendas (CAE).

 

Já o deputado Ruy Carneiro (PSDB-PB) coordenará o Comitê de Avaliação das Informações sobre Obras e Serviços com Indícios de Irregularidades Graves (COI). O colegiado orienta sobre a continuidade ou não dessas ações.

 

Pelo cronograma de votação do Orçamento, os parlamentares têm até o dia 1º de março para apresentar emendas ao texto. O parecer sobre a receita deverá ser votado pela CMO em 3 de março, e o relatório preliminar do Orçamento deve ocorrer no mesmo dia. Os relatórios setoriais da despesa serão votados entre os dias 15 e 19. O relatório geral, até o dia 23 e a votação pelo Congresso Nacional no dia 24 de março. (Com Agência Brasil)

 

 

 

 

 

 

Monitor do PIB sinaliza que economia retraiu 4% em 2020

O Monitor do PIB-FGV sinaliza que a atividade econômica retraiu 4% em 2020. O dado foi divulgado hoje dia 19, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

 

Pela ótica da produção, dos três grandes setores (agropecuária, indústria e serviços), apenas a agropecuária cresceu no ano (2%). Enquanto pela ótica da demanda, todos os componentes retraíram, com destaque para o consumo das famílias com recuo de 5,2% no ano.

 

Para o coordenador do Monitor do PIB-FGV, Claudio Considera, a expressiva queda de 4% da economia em 2020 consolida retrações disseminadas em diversas atividades econômicas, em decorrência da pandemia de covid-19.

 

Segundo ele, embora a economia tenha acelerado no final do ano, com crescimento de 3,4% no quarto trimestre e de 1% em dezembro, nas comparações com os períodos imediatamente anteriores e com iguais períodos do ano de 2019, os resultados não foram suficientes para compensar a perda expressiva que o Produto Interno Bruto (PIB - a soma de bens e serviços produzidos no país) sofreu, principalmente, no segundo trimestre.

 

“Os desafios para 2021 mostram-se grandes a partir deste cenário, tendo em vista que devido ao crescimento lento de 2017-2019 a economia foi capaz de recuperar as perdas da recessão de 2014-2016. Com o choque adverso enfrentado em 2020, que ainda não foi totalmente eliminado, os resultados de 2014, pico da série histórica, parecem cada vez mais distantes de serem alcançados”, afirmou em nota.

 

Em termos monetários, estima-se que o PIB de 2020, em valores correntes, alcançou a cifra de R$ 7 trilhões, 434 bilhões e 248 milhões.

 

O resultado do PIB de 2020 interrompeu a trajetória de crescimento que se estendia por três anos e retornou ao patamar de 2016. A preços constantes de 2020, o PIB de 2020, embora seja um pouco maior que o de 2016, ainda é inferior aos do período 2017 a 2019. A valores de 2020, o PIB per capita equivale a R$ 35.108, menor valor desde 2008.

 

Já a taxa de investimento da economia foi de 16,1% em 2020, a maior desde 2015 (17,3%).

 

Análise trimestral e mensal

Na análise trimestral, o PIB apresentou, na série com ajuste sazonal, crescimento de 3,4% no quarto trimestre, em comparação ao terceiro trimestre, mostrando aceleração da atividade econômica no final do ano. Em relação ao quarto trimestre de 2019, o PIB apresentou retração de 0,8%.

 

Na análise mensal, o PIB teve crescimento de 1% em dezembro, na comparação com novembro. Na comparação interanual, o resultado do PIB de dezembro foi de crescimento de 1,4%; o primeiro resultado positivo após nove meses consecutivos de quedas.

 

Consumo das famílias

 

Segundo a pesquisa, o consumo das famílias retraiu 5,2% em 2020, em comparação a 2019. Este componente, que foi um dos principais responsáveis pelo crescimento da economia, após a recessão de 2014-2016, apresentou expressivo recuo em 2020, com a disseminação da pandemia de covid-19.

 

O consumo de serviços foi o que mais recuou em 2020 devido, principalmente à retração do consumo de serviços de alojamento e alimentação, saúde privada e serviços gerais prestados às famílias.

 

Na análise mensal interanual, o consumo de produtos não duráveis e duráveis cresceu em dezembro de 2020. O forte crescimento de 10,2% do consumo de produtos duráveis foi devido ao aumento do consumo de todos os segmentos que compõem este tipo de bens.

 

O consumo de produtos não duráveis cresceu devido, principalmente, ao consumo de produtos alimentícios e farmacêuticos, padrão recorrente no ano de 2020. A maior queda continuou sendo a do consumo de serviços, por causa, sobretudo, das retrações do consumo de alojamento, alimentação e demais serviços prestados as famílias, todos dependentes da interação social, dificultada devido à pandemia.

 

Investimentos

 

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que são os investimentos, recuou 2,9% em 2020, em comparação a 2019. O componente de máquinas e equipamentos, que apresentou maior contribuição para o crescimento da FBCF ao longo de 2018 e 2019, foi o principal responsável pela retração em 2020. O segmento de máquinas e equipamentos que mais influenciou neste expressivo recuo foi o de automóveis, camionetas e utilitários.

 

Na comparação interanual, a FBCF cresceu 14,5% em dezembro de 2020, devido, principalmente, ao crescimento de 36,3% do componente de máquinas e equipamentos. Esse aumento foi disseminado entre diversos segmentos, porém os de caminhões e ônibus; tratores e outras máquinas agrícolas e; máquinas e equipamentos mecânicos em geral foram os que tiveram maiores destaques positivos.

 

Exportação

 

A exportação retraiu 1,9% em 2020, em comparação a 2019. Os segmentos exportados que recuaram no ano foram os bens intermediários, os serviços e os bens de capital; com destaque para este último que contraiu 33,5% no ano. Em contrapartida, os segmentos que apresentaram desempenho positivo foram os de produtos agropecuários, produtos da extrativa mineral e os bens de consumo.

 

Importação

 

A importação apresentou retração de 10,3% em 2020 na comparação com 2019. À exceção da importação de produtos agropecuários, que cresceu 2,3% no período, todos os demais segmentos recuaram em 2020. A importação de serviços foi a principal responsável pela queda na importação com recuo de 28,4%, no ano. 

 

Apesar de apenas dois segmentos da importação terem crescido em dezembro, o total da importação aumentou 10,3% na comparação interanual. Mesmo com as quedas nos demais componentes, o crescimento expressivo dos bens intermediários (39,7%) e dos bens de capital (34,8%) impulsionaram o total importado. (Com Agência Brasil)

 

 

 

 

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