O Governo do Paraná deu mais um passo na estruturação do projeto do corredor bioceânico, rota comercial que pretende unir o Porto de Paranaguá ao Porto de Antofagasta, no Chile, estabelecendo uma conexão entre os oceanos Atlântico e Pacífico. O governador Carlos Massa Ratinho Junior recebeu nesta terça dia 10, no Palácio Iguaçu, o embaixador extraordinário e plenipotenciário da Argentina no Brasil, Daniel Osvaldo Scioli, e apresentou possibilidades de rotas e ramais que ligarão Brasil, Chile, Argentina e Paraguai por meio de um novo traçado ferroviário.
No encontro, Ratinho Junior deu detalhes da parte do projeto que está mais avançada, o chamado Corredor Oeste de Exportação. O ramal, também ferroviário, vai ligar o Porto de Paranaguá até a cidade de Maracaju (MS), ampliando a malha operada hoje pela Ferroeste – Estrada de Ferro Paraná Oeste S/A.
“Há um potencial muito grande neste projeto do corredor bioceânico, que permitiria ampliar o comércio entre os países, diminuindo o tempo de transporte em cerca de 30%. Isso aumentaria a eficiência e reduziria custos”, afirmou o governador. “O Paraná tem uma ligação muito forte com a Argentina. Esse entendimento comercial é muito importante. O projeto é ambicioso, de longo prazo, e precisa ser construído politicamente entre todas as partes”, completou.
Ratinho Junior explicou que a previsão é que a nova malha ferroviária entre o Paraná e o Mato Grosso do Sul tenha uma extensão de até 1.371 quilômetros. O projeto, destacou ele, inclui a construção de uma nova ferrovia entre Maracaju e Cascavel (Oeste do Paraná); a revitalização do atual trecho ferroviário operado pela Ferroeste, entre Cascavel a Guarapuava; a construção de um novo traçado entre Guarapuava e Paranaguá e de um ramal multimodal entre Cascavel e Foz do Iguaçu. Como está em fase de elaboração não há um valor definido para a obra.
A proposta é abrir a concessão do projeto para a iniciativa privada, com expectativa de colocar a Ferroeste em leilão na Bolsa de Valores (B3) até novembro de 2021.
AMPLIAÇÃO – Isso, de acordo com Ratinho Junior, significaria o avanço do projeto internacional entre os oceanos. Ele ressaltou que a ideia é estabelecer uma sintonia política entre os países para que a proposta possa ser ampliada, com a construção de aproximadamente 450 quilômetros de ferrovia no Paraguai, extensão que permitiria a ligação entre Paranaguá e Antofagasta, com a abertura do corredor bioceânico.
“É algo que impactaria demais todo o agronegócio do nosso estado, passando a ter uma possibilidade concreta de exportação pelo Pacífico”, disse o governador.
O embaixador demonstrou entusiasmo com a proposta. Ficou estabelecido que um grupo de trabalho Paraná/Argentina será montado para dar encaminhamento às tratativas sobre o corredor bioceânico. Nos próximos meses será organizada uma agenda política envolvendo os dois países, com intermediação do Governo do Paraná, para fortalecer o projeto.
A intenção é que os presidentes Jair Bolsonaro (Brasil) e Alberto Fernández (Argentina) participem do encontro. “Me comprometo de falar diretamente com o presidente sobre esse projeto, algo integrador e necessário. Argentina e Brasil são grandes parceiros comerciais e isso melhoraria muito a logística da América do Sul”, disse o embaixador.
PROPOSTA – O projeto inicial de implantação do corredor bioceânico consiste em unir o Porto de Paranaguá ao Porto de Antofagasta, no Chile. A ligação de 2,5 mil quilômetros integra os quatro países, facilitando as exportações do Cone Sul para os países asiáticos pelo Oceano Pacífico.
O projeto paranaense do traçado, que integra trechos de ferrovias em operação no Estado, já foi apresentado ao presidente Jair Bolsonaro e ao presidente paraguaio, Mario Abdo Benítez.
Grupos técnicos dos governos do Paraná e do Paraguai foram criados e estão em constante diálogo para definir a melhor formatação para a proposta. Há a intenção também de a usina Itaipu Binacional participar da proposta, com a elaboração do projeto executivo. “É algo demorado pelo impacto do projeto, mas que precisa sair logo do papel”, destacou Ratinho Junior. “Seria a consolidação do Paraná como hub logístico da América do Sul”, acrescentou.
PRESENÇAS – Participaram também do encontro o vice-governador Darci Piana; os secretários João Carlos Ortega (Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas) e João Debiasi (Comunicação Social e Cultura); o presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin; o cônsul-geral da Argentina no Paraná, Pedro Ezequiel Marotta; o cônsul-adjunto, Sebastián Gonzalo Bertuzzi; os assessores do embaixador da Argentina, Julián Colombo, Rafael Perelmiter e Alejando Stern. (Com AEN)
A Secretaria de Estado da Saúde promove nesta quarta dia 11, mais uma webconferência dirigida às equipes que trabalham na Vigilância e na Atenção Primária, com enfoque nas atribuições das equipes de agentes comunitários de saúde e os agentes de combate às endemias.
A ação é parte do Plano Estadual de Enfrentamento à Dengue no período epidemiológico 2020/2021, e a Secretaria está reforçando a preparação e capacitação dos profissionais que atuam na linha de frente do combate ao mosquito Aedes aegypti e no atendimento ao usuário da saúde.
A Secretaria já realizou outras quatro conferências por vídeo, que contabilizaram 655 conexões em tempo real. O canal Youtube da Sesa aponta ainda que foram registradas mais de 3.400 visualizações do conteúdo.
Nos dias 12, 19 e 26 de novembro e no dia 3 de dezembro as palestras serão direcionadas a profissionais que atuam no manejo clínico da dengue, na urgência e emergência e ambiente hospitalar.
“O objetivo é integrar as áreas e as equipes profissionais ampliando a prevenção da doença e o diagnóstico em tempo oportuno”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
PREVISÃO – Segundo a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, a chegada do verão e o crescimento da curva de casos suspeitos de dengue redobram a atenção da Saúde contra a doença.
No boletim publicado em 4 de novembro de 2019, o Paraná registrava 925 casos em 121 municípios e não apresentava registros de mortes. O informe do dia 5 de novembro deste ano traz 852 casos, em 144 cidades e confirma 5 óbitos pela doença. “Os números projetam a possibilidade de uma nova epidemia no Estado e por isso o alerta a todos os municípios e a sensibilização junto aos profissionais”, disse a diretora.
POPULAÇÃO – Os índices de infestação apontados pela Vigilância Ambiental da Sesa confirmam que cerca de 90% dos criadouros do mosquito transmissor da dengue estão nos quintais das residências e por isso a importância da participação ativa da população no combate.
“No período de pandemia reduzimos as visitas aos domicílios, mas não interrompemos a atividade. A verificação das equipes de Vigilância acontece nas áreas externas dos domicílios, com a remoção técnica dos focos e a orientação das pessoas”, disse a coordenadora de Vigilância Ambiental da Sesa, Ivana Belmonte.
Ela destacou que são muitos os exemplos de criadouros encontrados pelas equipes de vigilância. “Chamam nossa atenção os inúmeros criadouros encontrados em reservatórios de água; com a estiagem muita gente está armazenando água em casa e deixando os depósitos descobertos”.
Ivana Belmonte lembra que o mosquito busca a água para se reproduzir. “O Aedes se prolifera em água limpa ou suja; por isso todo ponto que acumula o líquido deve ser verificado, seja uma simples garrafa destampada ou uma caixa d´água, todo recipiente deve estar devidamente coberto ou tampado para impedir que o mosquito se prolifere”, acrescentou. (Com AEN)
Os atrativos turísticos do Paraná foram apresentados na 32ª edição da Festuris – Feira Internacional de Turismo de Gramado, no Rio Grande do Sul (RS). Durante três dias (de 5 a 8), o evento discutiu a retomada do turismo pós-Covid, com representantes de toda a América Latina.
A Festuris se consolidou como a mais efetiva plataforma de negócios turísticos da América do Sul e, neste ano, apresentou a proposta de retomada do setor, com destinos, empresas e trade turístico.
O diretor-presidente da Paraná Turismo, João Jacob Mehl, afirmou que o Estado tem centenas de belezas naturais para serem mostradas. “O trabalho de recomeço é difícil e precisamos mostrar o Paraná para o Brasil. O Estado é lindo e são essas oportunidades que temos que aproveitar”, disse.
De acordo com ele, além das Cataratas de Foz do Iguaçu, eleita uma das sete maravilhas do mundo, existem belezas naturais em Prudentópolis (Centro-Sul), no Litoral, Ponta Grossa (Campos Gerais), entre outras regiões.
“Estamos há quase um ano trabalhando para a recuperação e a retomada do turismo junto com instituições parceiras”, afirmou Jacob Mehl. Ele lembrou, ainda, que a maior área da Grande Reserva da Mata Atlântica fica no Estado do Paraná.
A iniciativa começou com a SPVS e a Fundação Boticário. Ao longo do tempo, novos parceiros aderiram ao projeto de exploração do turismo na área que abriga a Grande Reserva, que vai do Norte do litoral de Santa Catarina, envolvendo todo o litoral do Paraná, chegando ao Sul do litoral de São Paulo.
São 1,8 milhão de hectares de Mata Atlântica contínua que abrigam 100% da população mundial do mico-leão-da-cara-preta. “Foi uma oportunidade de apresentar ao público nacional e internacional esse grande potencial do Estado, que é o maior do mundo. A exploração do turismo na Grande Reserva tem potencial para gerar o desenvolvimento na região com inúmeros atrativos relacionados à biodiversidade e cultura que contam a história do país”, afirmou o coordenador do projeto e membro da SPVS, Ricardo Aguiar Borges.
“Neste momento de pandemia, vemos que as pessoas procuram experiências relacionadas com a natureza e é exatamente o tipo de atrativo que a Grande Reserva da Mata Atlântica oferece”, acrescentou.
A expectativa é desenvolver o turismo na região, em uma ação conjunta entre os três estados que abrigam áreas da Grande Reserva, criando um roteiro internacional.
PROTOCOLOS – A Festuris foi o primeiro evento da América Latina realizado de forma presencial desde o início da pandemia de coronavírus, no mês de março.
De acordo com o assessor técnico da Paraná Turismo, André Poletti, foram seguidos rigorosamente todos os protocolos de saúde exigidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul.
“Devido à pandemia, foi adotado o uso da tecnologia para mostrar como os protocolos de saúde exigidos pela OMS podem ser seguidos para receber os turistas em diversas ocasiões”, disse.
EVOLUÇÃO DO TURISMO - Paralelamente à feira, a programação envolveu palestras e estudos sobre a evolução do turismo pós-pandemia e o retorno de eventos presenciais.
Uma das tecnologias apresentadas foi uma máquina instalada na entrada da feira que mediu a temperatura dos inscritos através de uma câmera e confirmou a presença através de um leitor de crachá. Em seguida, a máquina liberou álcool em gel sem que o participante precisasse encostar em nada. Também foi exigido o uso de máscaras durante todo o período de permanência na feira. (Com AEN)
Estão abertas as inscrições para o 20º Vestibular dos Povos Indígenas do Paraná, para ingresso no ano letivo de 2021. As inscrições são gratuitas e seguem até o dia 7 de dezembro, no portal da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), instituição organizadora do concurso esse ano.
As provas serão nos dias 11 e 12 de abril, para as vagas nos cursos de graduação das sete Universidades Estaduais do Paraná e na Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Podem participar do vestibular estudantes indígenas que tenham concluído o Ensino Médio e que não possuam curso superior. No caso de escolha de um curso ofertado pelas universidades estaduais, o candidato deverá comprovar que pertence a uma comunidade indígena do território paranaense.
O processo de inscrição será totalmente eletrônico. O candidato deverá preencher inicialmente o formulário disponível AQUI e anexar a Autodeclaração/Carta de Recomendação assinada pelo candidato e pelo cacique da comunidade. Na sequência o candidato deverá preencher o questionário socioeducacional e indicar a universidade em que pretende concorrer em primeira opção.
“O Vestibular Indígena é uma política de transformação social na vida dos estudantes, possibilitando o ingresso em cursos de graduação e pós-graduação que são referência no Brasil”, disse o superintendente estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona.
PROVAS - As provas serão em Londrina, Ponta Grossa, Cascavel, Guarapuava e Curitiba. Candidatos que não residem nas terras indígenas ou nos municípios relacionados farão as provas em locais indicados pela Comissão Organizadora do concurso, respeitando a proximidade de sua residência. Já os candidatos que não residem no Paraná farão as provas em Curitiba.
O conteúdo prevê a grade curricular do Ensino Médio, sendo que os candidatos poderão optar por Língua Estrangeira Moderna (Inglês ou Espanhol) ou Língua Indígena (Guarani ou Caingangue).
LEI - No Paraná o Vestibular Indígena é garantido pela Lei Estadual nº 13.134/2001, modificada pela Lei Estadual 14.995 de 2006, que reserva vagas suplementares para indígenas no Sistema de Ensino Superior Público Paranaense. O concurso é realizado anualmente pelas universidades, que se revezam na organização e na aplicação do concurso.
Outras informações sobre o 20º Vestibular dos Povos Indígenas do Paraná podem ser obtidas junto à Comissão Universidade para os Índios (CUIA) da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) pelo número (43) 3511-3200 ou e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. (Com AEN)
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na manhã desta terça dia (10), em São José dos Pinhais (PR), uma carreta carregada de óleo vegetal transportado em tanque para armazenamento de produto químico.
Agentes da PRF abordaram, na BR-277, um motorista que conduzia uma carreta carregada com mais de 47 toneladas de óleo vegetal. Durante a vistoria, os policiais verificaram que a carga de óleo de soja para consumo humano estava sendo transportada em desacordo com a legislação, pois era transportado em um tanque onde só é permitido o transporte de produtos perigosos, como combustíveis e produtos químicos. Segundo o motorista, o óleo seria para fabricar margarina.
A carreta vinha de Paranaguá (PR) e tinha como destino Anápolis (GO). A vigilância sanitária foi acionada para definir o destino do produto.
O transportador e o expedidor da mercadoria podem responder ainda por crime contra a saúde pública e das relações de consumo. (Com PRF).
A edição de 2020 do Fórum Paraná Turístico 2026 acontece a partir desta quarta dia 11, das 9h às 11h30. Com a temática da “Retomada do Turismo: Inspirações para o novo normal”, o Fórum desse ano será totalmente virtual e transmitido pelo canal do Youtube da Paraná Turismo.
O Fórum foi criado em 2016, juntamente com o lançamento do Masterplan Paraná Turístico 2026: Pacto para um Destino Inteligente, que tem como objetivo principal o planejamento do turismo no Paraná até o ano de 2026. A perspectiva é do desenvolvimento do Turismo no Paraná no horizonte 2016-2026 orientado por três eixos estratégicos de ação - Governança e Sustentabilidade, Qualidade e Competitividade, Marketing e Inovação - definidos com base na Política Estadual de Turismo e na análise de diversos documentos relacionados ao tema.
Atualmente, o Masterplan Paraná Turístico 2026 encontra-se na fase de monitoramento das ações realizadas entre 2017 e 2019, para que seja possível saber se as ações nele previstas estão surtindo os resultados esperados ou se é necessário ir por outro caminho. Diante disso, o Fórum é uma das principais ferramentas para que esse monitoramento seja desenvolvido.
Além da programação de palestras, o evento terá a apresentação de quatro cases de sucesso de Instâncias de Governança Regional (IGR’s) do Paraná e também para apresentação dos resultados do monitoramento do período 2017-2019 do Masterplan.
MUDANÇAS - De acordo com a assessora técnica da Paraná Turismo, Priscila Cazarin Braga, que apresentará os resultados do monitoramento, o ano de 2020 traz profundas mudanças para o planejamento e operacionalização do turismo como um todo. “Vamos precisar de muita criatividade na adversidade para superar esse ano tão difícil. Pensando nisso, a edição 2020 do Fórum Paraná Turístico 2026 traz uma proposta de inovação nas perspectivas sobre a gestão e operacionalização do turismo”, disse.
MONITORAMENTO - Ainda de acordo com Priscila, a apresentação do monitoramento do período 2017-2019 servirá para entender em quais ações e macroações houve avanço e se as tendências estão se confirmando ou não. “Busca-se entender de que maneira que a partir desse novo momento podemos confiar e nos inspirar nessas tendências e ações propostas do Paraná Turístico para lidar com as adversidades que nos foram impostas”.
ABERTO - O Fórum Paraná Turístico 2026 - Edição 2020 tem sua programação dividida em dois dias e é aberto a todo o trade turístico, estudantes e interessados no turismo de forma geral. A transmissão do primeiro dia acontece das 9h às 11h30 dessa quarta-feira (11), na quinta-feira (12) a transmissão também ocorre no mesmo horário.(Com AEN)













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