TJ nega pedido para desaforar julgamento de Carli Filho

Os advogados que defendem o ex-deputado Fernando Carli Filho receberam resposta negativa do pedido para desaforamento do júri que acontecerá nos dias 27 e 28 de fevereiro em Curitiba.

 

O Tribunal de Justiça do Paraná negou o pedido de liminar nessa terça dia 30.

 

Os advogados pediram mudança de local para o julgamento, justificando que Curitiba teve “ampla repercussão” do caso ocorrido há cerca de nove anos. Outro argumento da defesa é que a deputada federal Cristiane Yared, mãe de uma das vítimas, teve expressiva votação na capital paranaense. Portanto, é grande a chance de um dos seus eleitores compor o Conselho de Sentença. A defesa sugeriu que o julgamento fosse realizado em Guarapuava, Londrina ou Cascavel.

 

 

A acusação, entretanto, disse que o caso teve repercussão nacional, que o pedido iria atrasar mais uma vez o julgamento e que os locais são redutos eleitorais da família de Carli Filho. (Com Rede Sul)

 

 

 

Homem é baleado no joelho após ameaçar policiais e familiares

No começo da noite da última terça dia 30, um homem foi encaminhado ao Hospital Universitário de Cascavel, após ter sido baleado no joelho, durante uma ocorrência da Polícia Militar em Vera Cruz do Oeste.

 

Por volta das 19 horas a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência na Rua Goiás, no Bairro BNH, onde um homem estaria ameaçando os familiares e jogando pedras sobre o telhado da casa da própria mãe.

 

No local a equipe avistou o indivíduo, identificado como sendo Ubiratã José Ferreira, na varanda da casa, visivelmente alterado. Ele havia trancado seu sobrinho dentro do imóvel, e quando a PM chegou ao local, o acusado abriu a porta com a chave, momento em que o sobrinho saiu, e passou a relatar aos militares que seu tio estaria revoltado pelo fato da mãe dele "tratar melhor seu neto, do que seu próprio filho", e por conta disso ameaçou os familiares e começou a arremessar pedras sobre o telhado da casa, e quebrou o aparelho celular da mãe.

 

 

Enquanto os policiais atendiam a ocorrência e pediram os documentos das partes envolvidas, Ubiratã adentrou à casa e pegou uma faca, e começou a gritar que se mataria, porém mataria alguém antes, apontando a faca para o próprio peito.


Os militares então deram voz de abordagem para que o homem largasse a faca, porém o mesmo, visivelmente alterado e agressivo, correu em direção aos militares com a faca em punho. Para se defender da agressão, um dos policiais efetuou um disparo de arma de fogo em direção à perna do agressor, o qual atingiu o joelho do mesmo, fazendo-o sessar a investida e largar a faca.

 

Uma ambulância do SAMU foi então acionada e encaminhou o homem ferido ao hospital, acompanhado de uma equipe da PM. A faca utilizada pelo homem foi apreendida e encaminhada à Delegacia da Polícia Civil de Vera Cruz do Oeste. (Com Guia Medianeira)

 

 

 

Campanha combate trabalho infantil durante o Carnaval

Pelo segundo ano, o Paraná vai liderar uma ação especial de combate ao trabalho infantil durante o Carnaval.

 

Os dias de folia abrem oportunidades de serviços informais, que expõem crianças e adolescentes a tarefas remuneradas incompatíveis com a idade.

 

Para atingir um público maior com informações, a Secretaria de Estado da Família e Desenvolvimento Social ampliou os municípios atendidos de 20 para as 399 cidades do Paraná.

 

 

Para chamar a atenção às situações mais comuns de trabalho infantil foram desenvolvidos materiais para “entrar no clima” da festa, mas que também alertam para os riscos. “Confeccionamos máscaras infantis, leques, panfletos e cartazes que serão distribuídos ou afixados nos locais em que as prefeituras avaliaram como mais propícios à efetividade da campanha”, explicou Letícia Raymundo, secretária estadual em exercício da Secretaria da Família.

 

A campanha tem o tema “No bloco da alegria, trabalho infantil não tem vez” e as mensagens estampadas nas peças reforçam a importância, para crianças, de brincar e estudar. Ao mesmo tempo, o adulto é incentivado a comunicar esse tipo de violação de direito pelo Disque Denúncia 181.

 

No Carnaval, pode haver aumento do número de crianças e adolescentes em situação de trabalho, principalmente no comércio ambulante, na coleta de materiais recicláveis, na exploração sexual e na venda de produtos lícitos ou ilícitos.

 

REDE – Para ampliar a ação este ano, a campanha teve o apoio do Conselho Estadual de Assistência Social (Ceas). Os recursos para a campanha são do Fundo Estadual de Assistência Social (Feas). Essa mobilização contra o trabalho infantil integra as ações que encerram o Verão Paraná 2017-2018, do Governo do Estado, e também integra toda rede de proteção à criança e adolescente presentes nos municípios paranaenses.

 

Nas cidades onde existe a tradição de Carnaval de Rua ou de Clubes que geram a mobilização da população, foi reforçada a distribuição com maior número de materiais.

 

Nos municípios em que não há eventos públicos de Carnaval, a rede de proteção da criança e do adolescente, como Conselhos Tutelares, Centros de Referência e Centros de Referência de Assistência Social (Cras e Creas) desenvolvem atividades recreativas e criam oportunidade para a abordagem contra o trabalho infantil.


ALERTA – O alerta é para população ficar atenta e não colaborar com a situação de trabalho infantil. “Se você compra algo de uma criança que trabalha na rua está ajudando a promover o trabalho infantil”, alerta a coordenadora de Proteção Social Especial, da Secretaria da Família, Juliany Santos. “Criança tem que brincar, se divertir, e ter só a responsabilidade de estudar”.

 

Pela legislação, até 14 anos é proibido qualquer trabalho. Dessa idade até os 16 anos, o adolescente pode ser inserido como aprendiz no mundo do trabalho. A partir de então, até os 18 anos, o trabalho é permitido em turno diurno, desde que em ambientes saudáveis ou que não prejudiquem o adolescente moralmente.

 

Para denunciar infrações, basta ligar para 181 - Disque-Denúncia, serviço do Governo do Estado. A ligação é gratuita e pode ser feita 24 horas, todos os dias da semana, com garantia de sigilo das informações e de quem faz a denúncia.

 

DADOS - A Secretaria da Família constatou que, de 2005 a 2015, houve redução de 80% no número de crianças e adolescentes, de 5 a 14 anos, em situação de trabalho no Paraná. Desde 2011 até 2015, houve redução de 58% nas ocorrências dessa natureza.

 

No Brasil, esses números foram 71% e 43%. Os dados usados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). (Com AEN)

 

 

 

feed-image
SICREDI 02