PIX Saque e PIX Troco movimentaram R$ 122,1 milhões em sete meses de existência

Apesar do sucesso das transações feitas em PIX entre os brasileiros, as funcionalidades PIX Saque e o PIX Troco, que foram lançadas em novembro do ano passado, ainda têm registrado uma baixa adesão em comparação ao volume total de transferências via PIX.

Entre dezembro do ano passado e junho deste ano, foram realizadas 868.256 transações das modalidades, movimentando um total de R$ 122,1 milhões, de acordo com balanço feito pelo Banco Central do Brasil.

Em junho, o sistema de pagamento instantâneo movimentou R$ 772,735 bilhões, em 1,634 bilhão de transações. Desde a criação do PIX, em novembro de 2020, R$ 17,537 trilhões foram movimentados nessa modalidade de transferência.

No entanto, é possível observar que os números de operações com as modalidades - sobretudo a de PIX Saque, que movimentou mais de R$ 31 milhões no último mês de junho - têm sido crescentes desde que foram lançadas, como é possível conferir nas tabelas abaixo:

PIX Troco

MêsNº de transaçõesValores
dezembro/2021293R$ 26.215
janeiro/20221.284R$ 145.774
fevereiro/20221.591R$ 189.652
março/20222.077R$ 243.520
abril/20221.952R$ 236.482
maio/20222.216R$ 267.530
junho/20222.693R$ 321.500

PIX Saque

MêsNº de transaçõesValores
dezembro/20213.588R$ 442.129
janeiro/202266.551R$ 9.677.297
fevereiro/202291.553R$ 13.031.478
março/2022135.542R$ 19.271.637
abril/2022150.783R$ 21.650.594
maio/2022184.710R$ 25.793.594
junho/2022223.423R$ 31.029.876
 

Com as funcionalidades, os usuários podem fazer saques em estabelecimentos comerciais, não apenas em caixas eletrônicos. A questão é que a oferta destes produtos, no entanto, é opcional e depende de adaptação dos sistemas das lojas.

 

Como encontrar pontos que oferecem o PIX Saque e o PIX Troco

A relação dos postos de atendimento está disponível pelas próprias instituições no formato de Dados Abertos. Os usuários podem ainda encontrar onde as modalidades estão disponíveis por meio de um mapa, desenvolvido em parceria pela Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs) e a Pay Ventures.

A ferramenta é gratuita e está disponível para quem quiser utilizá-la, com atualizações de duas em duas horas dos caixas eletrônicos e estabelecimentos comerciais e horário de funcionamento.

Basta entrar no site mapapix.com.br, indicar sua localização e o mapa irá indicar os estabelecimentos nas proximidades que oferecem o PIX Saque e PIX Troco.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por - G1

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Número de eleitores com menos de 18 anos volta a crescer após duas décadas em queda

O número de jovens de 16 e 17 anos aptos a votar voltou a crescer este ano após duas décadas em queda, apontam dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A última vez em que foi registrado um aumento neste segmento - que não é obrigado a votar - foi em 2002.

Segundo dados da Justiça Eleitoral, o número de jovens de menos de 18 anos aptos a votar passou de 2,2 milhões, em 2002, para 1,4 milhão em 2018, o número mais baixo da série histórica. Hoje são 2,1 milhões. Os dados de 1989 não estão disponíveis com o recorte de idade.

Para Humberto Dantas, cientista político e diretor geral do Movimento Voto Consciente, o principal fator que explica esse fenômeno é a mudança na forma como a Justiça Eleitoral se comunicou com os jovens neste ano.

Segundo ele, antes o TSE optava por fazer uma comunicação mais tradicional, com destaque para campanhas na televisão. Isso, todavia, mudou neste ano, com a Justiça Eleitoral aumentando a presença em meios virtuais e aproveitando o engajamento de influencers.

 "A campanha foi mais assertiva, foi mais capaz de dialogar de forma clara com determinado público, da forma como esse público gosta de se comunicar", explica.

Dantas ressalta que este não é o primeiro ano em que artistas se manifestam de modo a fomentar a consciência política da população.

"Isso não é novidade. Eu me recordo no começo dos anos 2000, final dos anos 1990, de boas falas, por exemplo, do Zezé de Camargo e Luciano no programa da Hebe dizendo que o brasileiro precisava conhecer mais de política", comenta.

O que mudou, segundo ele, é que agora artistas e influencers têm mais autonomia para pautar esses temas.

 "A gente não está mais num mundo em que esse tipo de fala só ganha força ou só reverbera quando os grandes produtores das grandes emissoras aceitam falar desse assunto. Hoje as pessoas têm absoluta autonomia para falar de tudo que quiserem. A Anitta posta qualquer coisa na sua rede social e isso reverbera de forma significativa", explica.

O apelo da cantora foi um estímulo a mais para a estudante Luana Perdigão, de 16 anos, tirar o título de eleitor este ano. "Eu já queria e isso meio que foi um incentivo a mais", conta a moradora de Fortaleza.

"Quem tirou [o título] foram meus pais, mas o porquê é pq eu queria votar, eu queria essa experiência. E agora que está muito acirrado isso, eu queria impor minha opinião política e mudar o palco atual brasileiro", conta.

A estudante gaúcha Bruna Borges, por outro lado, conta que a campanha de artistas não a afetou, uma vez que queria votar desde 2018, mas não tinha idade suficiente. Ela tem 17 anos e completa 18 no fim de outubro.

"Eu decidi tirar o título para tentar fazer diferença na política e mudá-la, acho importantíssimo os jovens perceberem que a política é constante no nosso cotidiano e a gente pode mudar ela", afirma.

A atriz Bruna Marquezine, a vencedora do BBB Juliette e o cantor Zeca Pagodinho também se manifestaram ao longo deste ano apoiando que os eleitores jovens tirem título de eleitor. Até celebridades internacionais se envolveram na campanha, como Leonardo DiCaprio e Mark Ruffalo, que também convocou os jovens brasileiros a votar.

O movimento ganhou mais corpo em março deste ano, mês em que, segundo dados do TSE, começou um crescimento maior no número de aptos a votar dessa faixa etária. É possível que esses números também tenham sido impactados pela proximidade com a data final para tirar o documento, em 4 de maio.

Dantas comenta que, em sua maioria, esses influencers não estão preparados tecnicamente para falar sobre educação política — até porque, segundo ele, a maior parte dos brasileiro não tem essa formação. Apesar disso, ele acredita que esse movimento é positivo, uma vez que atinge um público que não seria atingido em campanhas tradicionais.

 

População dividida pode ter influenciado

A redução no número de jovens nas últimas eleições vinha acompanhada da diminuição percentual deste eleitorado em relação ao eleitorado total. Em 1994, os jovens de 16 e 17 anos eram 2,2% dos aptos a votar, número que chegou a 1% em 2018 e agora é 1,35%. Outro fator que pode ter impacto nesse processo é o fato de que a população brasileira está envelhecendo — e o eleitorado também.

Para o diretor geral do Movimento Voto Consciente, outro fator que pode ter contribuído para essa reversão é o fato de que a discussão sobre a eleição presidencial deste ano começou mais cedo, com dois candidatos — Lula (PT) e Bolsonaro (PL) — concentrando grande parte dos votos em pesquisas eleitorais.

 "Isso mostra que a população está muito dividida entre duas propostas e universos, e talvez os jovens tenham conseguido olhar isso e estão se posicionando, seja pró Lula ou pró Bolsonaro", comenta.

 

 

 

 

 

 

 

Por - G1

90% são a favor que as empresas informem salário nos anúncios de emprego, aponta enquete

Uma enquete realizada pelo @FestadaFirma, perfil de memes corporativos no Instagram, mostra que 90% dos votantes são a favor que as empresas divulguem os salários nos anúncios das vagas.

A enquete teve a participação de 20 mil pessoas e foi realizada na semana passada a pedido do g1 por causa de um projeto de lei que propõe que seja informada a faixa salarial na divulgação das vagas. A proposta deve passar por comissões da Câmara dos Deputados e poderá ser aprovada sem necessidade de passar pelo Plenário da Casa.

O levantamento mostra que 96% dos votantes pensariam melhor em se candidatar a uma vaga se ela trouxesse o valor do salário.

Por outro lado, 70% consideram que isso pode criar conflitos dentro da empresa por conta da exposição da faixa salarial e 40% acham que mostrar esse tipo de informação expõe dados estratégicos aos concorrentes.

Ainda segundo a enquete, 47% se candidatariam a uma vaga mesmo achando que o salário anunciado não atende à expectativa, com a esperança de poder negociar o valor durante a seleção.

Outros 90% iriam gostar de ver o salário que estão pagando para os candidatos se eles trabalhassem na empresa que está divulgando a vaga.

Para a especialista em recolocação profissional Taís Targa, a enquete mostra que as pessoas querem transparência, tanto o funcionário da empresa, que quer saber o valor dele e do colega no mercado, quanto o profissional que está em busca de um emprego.

 "Muitas vezes o candidato participa de muitos processos seletivos, faz várias entrevistas e chega no final a proposta salarial não atende a sua expectativa mínima. Ou seja, gastou tempo, dinheiro para transporte e vestimenta, além da energia emocional para uma posição que se soubesse o valor do salário talvez nem teria se candidatado", afirma.

Para ela, ainda é tabu falar sobre o assunto. "Por que as empresas não podem divulgar o salário das pessoas? Acho que não há mal nenhum nisso. Acho que a gente poderia ter esses números mais claros e que não tivesse no Brasil tanta dificuldade, tanto tabu para falar de dinheiro, de remuneração, de faturamento".

 

Prós e contras

Entre os argumentos contra a divulgação dos salários nas vagas está a exposição de informações da empresa e dos funcionários.

"Além disso, essa divulgação pode gerar também um desconforto interno caso o salário oferecido seja maior em comparação ao pago para quem trabalha na empresa e exerce a mesma atividade", comenta Taís.

Já os que são a favor da divulgação argumentam a frustração do candidato com o valor revelado após gastar tempo e dinheiro com as etapas da seleção. Além disso, os candidatos se dizem vítimas dos "leilões" que as empresas fazem ao anunciar "salário a combinar" ou pedir pretensões salariais, sem abrir mão das exigências dos cargos.

Taís Targa considera que tudo que mostra transparência é importante, tanto para a empresa quanto para os funcionários e os candidatos.

 "Só que quando a gente fala de processo seletivo, geralmente as empresas têm uma faixa salarial que engloba senioridade, formação, tempo de experiência. São vários níveis dentro da faixa e não se sabe ao certo como o profissional será enquadrado. Então o correto seria remuneração a partir de tal valor, podendo ser alterada dependendo do nível de senioridade do profissional. Muitas empresas não vão conseguir trabalhar com um salário fechado", afirma.

Para a especialista em recolocação, seria importante que a empresa colocasse a faixa salarial partindo de uma remuneração mínima, mas sabendo que aquela remuneração não é definitiva para um próximo profissional.

Taís comenta que os empregadores podem não querer atrair os candidatos somente pelo salário, mas porque eles se interessam em trabalhar na empresa, porque gostam dela, veem ali um propósito e se veem naquela atividade. Por outro lado, o profissional que só está interessado na remuneração já vai descartar a vaga antes de se candidatar.

"Entre os meus clientes de recolocação, por exemplo, se o salário está um pouco inferior eu falo para eles se candidatarem para ver a empresa tem alguma flexibilidade. Então a empresa poderia ter dois modelos de vaga, uma com salário oferecido xis sem flexibilidade, outra com salário oferecido Y, mas com flexibilidade, porque o profissional não se limita só pela questão salarial", sugere.

A especialista aponta que às vezes a empresa abre uma vaga sem saber qual será a proposta salarial porque quer fazer a oferta após avaliar os candidatos.

 "Além disso, o profissional às vezes não sabe do pacote de benefícios da empresa, da remuneração indireta, e acaba descartando uma oportunidade que talvez tivesse flexibilidade de ser um salário maior. Tem também a questão também do salário emocional que não dá para tirar do jogo", pondera.

Para Taís, não adianta ser transparente no salário e não ter condições de informar o nome da empresa nem um e-mail corporativo para o profissional mandar o currículo. "É um assunto sensível, muitas empresas não vão querer colocar a faixa salarial, e também há a opção de não dizer o nome da empresa, mas isso também dificulta a transparência".

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por - G1

Pesquisa mede impacto da burocracia para comprovar identidade

Seis em cada dez brasileiros já perderam um dia de trabalho para comparecer a um local em que era preciso confirmar sua identidade, e também é essa a proporção dos que faltaram a alguma aula para resolver esse tipo de burocracia.

Esses e outros dados foram divulgados hoje (19) e fazem parte de uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva e pela empresa Unico, startup que desenvolve formas de identificação digital.

Para o estudo, o Instituto Locomotiva ouviu, entre os meses de abril e maio deste ano 1.561 adultos das classes A à D e com acesso à internet. Os entrevistados são de todas as regiões do país, e a margem de erro dos dados é de 2,5 pontos percentuais.

Segundo as respostas, 98% da população afirmam já ter enfrentado alguma dificuldade para confirmar a própria identidade, 94% declaram já ter perdido tempo e 84% relatam ter sofrido prejuízos financeiros.

A necessidade de confirmar sua identidade presencialmente foi mais frequente em serviços bancários e financeiros, o que ocorreu no caso de 93% dos entrevistados. Mesmo quando são considerados apenas os últimos 12 meses, 69% das pessoas afirmaram que precisaram comparecer a essas instituições para comprovar que eram elas mesmas. 

Para o diretor de Comunicação da Unico, Pedro Henrique Oliveira, não surpreende que os bancos estejam no topo desse ranking. "Isso está associado a uma tentativa de criar cada vez mais camadas de proteção, o que é louvável. Mas o que o setor precisa entender é que há formas mais modernas de manter segurança sem gerar fricção", afirma ele, que destaca que os deslocamentos para confirmar a identidade causam custos às pessoas que vão além da passagem de ida e volta. "Vamos imaginar que seja uma diarista. Quando ela precisa ir ao banco só para liberar o seu cartão, essa pessoa deixou de ganhar uma faxina e isso tem um impacto na vida dela".

Problemas burocráticos relacionados à identificação também causaram prejuízos na hora de conseguir um emprego ou obter auxílio do Estado. Segundo a pesquisa, três em cada dez pessoas já perderam alguma oportunidade de trabalho porque não tinham documento comprovando a qualificação, e um terço dos entrevistados não conseguiu se cadastrar em programas sociais porque faltava algum documento. 

O diretor da startup defende serviços como biometria facial para autenticação de identidades e assinatura eletrônica biométrica. "A pesquisa nos mostra que a sociedade caminha cada vez mais para ser digital e oferecer serviços digitais. Mas o acesso das pessoas, a forma de autenticar e reconhecer as pessoas, ainda segue o padrão de 10 ou 15 anos atrás". 

Os entrevistados consideraram que os serviços públicos oferecem mais burocracia nesse sentido, já que 71% afirmam ter perdido tempo ou dinheiro desnecessariamente nesses locais, mas o setor privado fica apenas dois pontos percentuais atrás, se for considerada a margem de erro, com percentual de 64%. 

"Dá para ser seguro e evitar fraude sendo simples, por meio da tecnologia. O governo federal já vem mostrando isso com o Gov.br e outros, muitas empresas já vêm caminhando para isso, mas é uma tendência em que a gente ainda precisa avançar no Brasil", afirma. "A gente ainda não coloca o usuário no centro do processo. Em nome da proteção, que é necessária, a gente cria muitas barreiras".  

 

 

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

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