O Carrefour assinou acordo com o Ministério Público de São Paulo e terá de pagar R$ 1 milhão de multa pela morte da cadela Manchinha, espancada pelo segurança de um supermercado da rede em Osasco (SP), em novembro do ano passado.
O termo de compromisso foi assinado nesta quinta-feira, como divulgou em nota o Ministério Público. Segundo o acordo, a empresa deverá depositar R$ 1 milhão num fundo pela causa animal a ser criado pela Prefeitura de Osasco.
Do volar total da indenização, como prevê o acordo, R$ 500 mil devem ser destinados exclusivamente para a esterilização de cães e gatos e R$ 350 mil para a compra de medicamentos para animais que estejam no Hospital Municipal Veterinário ou no canil municipal. Os R$ 150 mil restantes devem ser investidos na aquisição e na entrega de rações para associações, ONGs e entidades que trabalhem com a proteção e o cuidado de animais na cidade.
A vira-lata Manchinha havia adotado a filial do Carrefour em Osasco no início de novembro de 2018. De pelagem branca com manchas marrons, dócil, a cadela logo passou a ser alimentada por funcionários da loja. Menos de um mês depois de definir a porta do supermercado como sua casa, ela foi atacada por um segurança da empresa com uma barra de ferro. À polícia ele admitiu a violência, dizendo não ter a intenção de matar o animal, que foi visto em imagens de câmeras segurança sangrando e mancando antes de desfalecer. Manchinha morreu em 28 de novembro de 2018, vítima de "hemorragia digestiva alta", como constou do laudo de sua morte. (Com O Globo)
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O Ministério Público de Minas Gerais quer que a Vale seja obrigada a garantir o valor mínimo de R$ 50 bilhões para reparação ambiental na região de Brumadinho, em Minas Gerais, atingida pelo rompimento de uma barragem de rejeitos no dia 25 de janeiro deste ano.
O pedido foi encaminhado à 1ª Vara Cível da cidade na quarta dia 13. Entre medidas cautelares e definitivas, o MPMG pede que a mineradora mantenha, em fundo privado próprio, capital de giro nunca inferior a 100% do valor a ser usado, nos 12 meses subsequentes, nas despesas para custeio da elaboração e execução de planos, programas, ações e medidas necessários.
No documento, o Ministério Público incluiu o pedido de deferimento de tutelas cautelares e de urgência para que a Vale providencie todas as medidas tecnicamente necessárias para garantir a segurança e estabilidade das estruturas remanescentes do Complexo Minerário Paraopeba, além de defender a suspensão das atividades da empresa na área do Córrego do Feijão que possam elevar o risco de rompimento de estruturas e o avanço da poluição ocasionada pelos resíduos decorrentes do rompimento da barragem.
Conforme a petição, a Vale deve apresentar a condição de estabilidade atual das estruturas, revisar os fatores de segurança e atualizar os planos de segurança das barragens. Se a Justiça aceitar o que pede o MPMG, a Vale terá 10 dias para implementar planos de ações, com cronograma e metas definidas. O objetivo é cessar o avanço da pluma de contaminantes; dispersar contaminantes pelo ar; evitar a contaminação do solo, água, lençol freático e fontes de água mineral; e estancar o carreamento de rejeitos, substâncias contaminantes e materiais provenientes da barragem rompida.
Também em 10 dias, a mineradora terá que apresentar plano emergencial das ações de busca, resgate e cuidado com os animais atingidos, mantendo profissionais e infraestrutura suficientes para garantir as medidas. O MP quer também um diagnóstico das áreas atingidas, para dar continuidade às ações de localização, identificação e quantificação de animais isolados, como também o cercamento das áreas recobertas pela lama que representam risco de atolamento de animais, em especial os bovinos.
Em um prazo de 30 dias, a Vale terá ainda que elaborar e apresentar aos órgãos competentes um plano de prevenção de novos danos, mitigação, recuperação e compensação socioambiental da totalidade do impacto ambiental, com previsão específica para recuperação e compensação de todos os recursos naturais afetados, especialmente a flora, a fauna, o solo e os recursos hídricos. A mineradora terá de remover o material em suspensão ou dissolvido na água e de apresentar um plano global de gerenciamento e manejo dos resíduos sólidos a serem removidos das áreas impactadas. O MPMG tambem recomenda um plano global de recuperação urbana e reparação de danos à fauna e um diagnóstico completo do patrimônio cultural atingido.
O Ministério Público pede ainda um plano de monitoramento ambiental para toda a bacia hidrográfica do Rio Paraopeba, com o objetivo de conhecer os impactos secundários e a efetividade das ações de prevenção de danos, mitigação, recuperação e compensação socioambiental, bem como de um estudo de risco para a saúde humana, animal e ambiental em toda extensão da área impactada. Além disso, o MP pediu que, em 120 dias, a Vale apresente um plano global de recuperação da bacia hidrográfica atingida, com prazo mínimo de 10 anos de duração. O plano terá de incluir a recuperação de áreas de preservação e de nascentes, a melhoria de qualidade do ar e da educação ambiental e o fortalecimento da fauna silvestre.
A petição requer que, no julgamento final da ação, a Vale seja condenada a prevenir danos ambientais e mitigar todos os que foram ocasionados pelo rompimento das estruturas do Complexo Minerário Paraopeba, além de reparar integralmente os danos socioambientais provocados, por meio de compensação ambiental, indenizações e restauração de áreas e ecossistemas impactados.
Se a Justiça aceitar os pedidos e a empresa não cumprir as exigências, a multa diária será de R$ 500 mil. O pedido foi encaminhado depois que, em janeiro, por meio de ação cautelar, o Ministério Público ter conseguido o bloqueio de R$ 5 bilhões da Vale para reparação do meio ambiente na área atingida pelo rompimento da barragem. (Com Agência Brasil)
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Ao menos 49 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas durante ataques a duas mesquitas na cidade de Christchurch, na Nova Zelândia, nesta sexta dia 15. A polícia afirmou que mantém quatro pessoas sob custódia acusadas de envolvimento nas ações. Um homem de cerca de 20 anos foi acusado de assassinato e se apresentará ao tribunal no sábado.
O ataque foi transmitido ao vivo pelas redes sociais em um vídeo de 17 minutos. Uma câmera acoplada ao capacete doa tirador mostrou tudo. Autoridades do país trabalham para retirar o vídeo das redes.
“Quatro pessoas estão sob custódia, três homens e uma mulher”, disse o comissário Mike Bush, acrescentando que foram encontrados “dispositivos explosivos nos veículos utilizados pelos suspeitos”. Segundo ele, o Exército conseguiu desarmar as bombas. As motivações do crime ainda não foram esclarecidas. As mesquitas atacadas são Al Noor, no centro da cidade, e Linwood, localizada a cerca de 5 km da primeira, segundo a polícia.
O primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, confirmou que entre os detidos há um cidadão australiano. Além disso, um homem que assumiu a autoria dos atentados escreveu um manifesto anti-imigração na internet de 74 páginas no qual explicava as suas motivações. Ele disse que era um australiano de 28 anos branco e racista.
As autoridades locais não informaram as identidades dos detidos. De acordo com a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, todos eles têm visão extremista, mas não eram vigiados pela polícia.
A polícia advertiu a população a evitar as mesquitas em todo o país. Um enorme cordão policial foi formado para isolar parte de Christchurch, cidade da Ilha do Sul da Nova Zelândia. Mike Bush afirmou que todas as escolas da cidade estão fechadas e a polícia pediu “às pessoas no centro que evitem permanecer nas ruas e informem qualquer comportamento suspeito”.
No momento do atentado, a mesquita Al Noor estava repleta de fiéis, incluindo a equipe de cricket de Bangladesh. Segundo testemunhas, os jogadores conseguiram fugir para um parque ao lado do prédio, no centro da cidade.
Um porta-voz da equipe confirmou que todos os jogadores, que estão no país para uma partida, conseguiram escapar ilesos. “Estão em segurança, mas também em estado de choque. Dissemos para toda a equipe ficar confinada no hotel”, informou o porta-voz. O jogo que estava marcada para este sábado contra a Nova Zelândia foi cancelado.
Tragédia
Na mesquita de Masjid al Noor, um imigrante palestino que pediu para não ser identificado disse que viu um homem ser baleado na cabeça. “Escutei três tiros e após uns dez segundos tudo começou novamente. Devia ser uma arma automática porque ninguém consegue apertar o gatilho tão rapidamente”, contou ele. Segundo testemunhas, “as pessoas saíram correndo” do local, “algumas cobertas de sangue”.
Uma testemunha, Len Peneh, disse que viu um homem com roupas pretas entrar na mesquita e logo depois escutou dezenas de disparos. Ele contou também que viu o agressor enquanto fugia antes da chegada das equipes de emergência, e que entrou no local para tentar ajudar. “Vi mortos por todos os lados.” Minutos depois, a imprensa local reportou disparos em outra mesquita.
Jacinda Ardern lamentou que seu país vive um dos “dias mais obscuros” de sua história diante das “múltiplas vítimas” nas duas mesquitas. “Fica claro que este é um dos dias mais obscuros da Nova Zelândia. Claramente o que ocorreu aqui foi um ato de violência extraordinário e sem precedentes.” Segundo ela, “muitas pessoas afetadas diretamente pelo ataque devem ser imigrantes, talvez refugiados, que escolheram a Nova Zelândia para seu lar”.
O líder da oposição, Simon Bridges, manifestou publicamente seu “apoio à comunidade islâmica” local. “Ninguém neste país deveria viver com medo, não importa sua etnia ou religião.” O premiê Scott Morrison se declarou “horrorizado com as informações” sobre os ataques no país vizinho.
A Nova Zelândia é conhecida por ser um país de baixa criminalidade, onde o “uso de armas de fogo em crimes é um evento raro”, segundo as orientações do departamento americano de Estado para viajantes dos Estados Unidos. (Com Estadão Conteúdo)
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Desde janeiro do ano passado os consumidores podem optar por uma tarifa mais baixa para a conta de luz, mas pouca gente sabe disso.
A tarifa é mais vantajosa para quem consome mais energia elétrica durante o dia. Aquelas pessoas que conseguem se programar para utilizar forno elétrico, chuveiro, ferro de passar durante o dia podem mudar para a tarifa branca e economizar até 14% na conta de luz.
Na tarifa banca o preço da energia elétrica é mais barata do que o sistema convencional de madrugada de manhã e à tarde, mas no fim de tarde e à noite que é o horário de pico no consumo o valor fica mais caro que na tarifa comum, no fim da noite o preço volta a cair e fica abaixo da tarifa convencional até o fim da tarde do dia seguinte. São aproximadamente 19 horas com tarifa mais barata.
Para aderir a tarifa branca o consumidor deve assinar um termo de adesão disponível no site da Copel e entregar em um dos postos de atendimento. Também será preciso trocar o medidor de energia, mas a troca fica por conta da própria Copel. (Com Catve)
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Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, levantou ainda de madrugada e caminhou com o pai até a estação de trem, onde costumava chegar às 5h30. Os dois trabalhavam juntos com serviços gerais, retirada de entulho e capinagem. Na estação, Luiz disse ao pai que não estava se sentindo bem, tinha dor de garganta e febre e voltaria para casa. Não voltou. Foi encontrar com o amigo G.T.M., de 17 anos, com quem cometeu o massacre.
“A mãe do Luiz me chamou por volta das 9 horas, preocupada, porque o pai disse que o menino tinha voltado para casa e me pediu para ligar para o celular dele”, relatou o aposentado Cesar Abidel, de 53 anos, que mora entre as residências dos dois atiradores. Os vizinhos estavam acostumados a ver Luiz e o amigo juntos. Todos os dias, por volta das 17 horas, sentavam em frente a uma das casas e passavam horas conversando.
“Só sentavam aí na frente, conversavam e davam risada. Nunca poderíamos imaginar que eles fariam isso”, diz Cida Abidel, de 53 anos, que conhece os pais de Luiz há mais de 30 anos. Filho mais novo (tinha dois irmãos, de 40 e 42 anos), Luiz era muito protegido pelos pais. “Faziam de tudo por ele.”
Os amigos costumavam ir três a quatro vezes por semana a uma lan house a cinco quadras de suas casas. Ali jogavam os games Call of Duty, Counter Strike e Mortal Kombat. “Se restringiam a dizer boa noite e obrigado”, conta a funcionária Nadia Cordeiro, de 23 anos.
Reservada
Já a família de G.T.M. é conhecida entre os vizinhos por ser mais reservada. Não se sabe nem ao menos se a mãe morava com ele na pequena casa térrea, com muitos brinquedos espalhados no quintal, dizem que ele vivia com duas irmãs, de 7 e 9 anos, e o avô. A avó morreu há alguns meses. “Nunca vimos nada suspeito na casa ou com ele. Só percebíamos que era quieto demais, sempre cabisbaixo”, disse o ajudante geral Michel Aparecido, de 28 anos Nas redes sociais, G.T.M. costumava publicar comentários sobre jogos de tiros.
Fora da escola desde 2018, G.T.M. havia abandonado os estudos. Nos últimos cinco meses, fez bico em lanchonetes e trailers no centro. “Sempre na dele, não falava com ninguém. Parecia um pouco deprimido, por ser quieto demais, mas não era capaz de machucar ninguém. Nunca nem o vi levantar a voz”, contou o autônomo Diego Ribeiro, de 20 anos.]
“Ele voltou à escola alegando que iria à secretaria para retomar os estudos”, afirmou nesta quarta dia 13, o secretário estadual da Educação, Rossieli Soares. Nesta quarta, no Instituto Médico-Legal, a mãe de G.T.M. disse a um conhecido não se conformar com o que o filho havia feito, principalmente matar o tio, Jorge Antonio de Moraes, de 51 anos, irmão da mãe.
Uma equipe do grupo antiterrorismo da Polícia Federal esteve na Escola Estadual Professor Raul Brasil na tarde desta quarta-feira para participar da investigação do ataque que deixou 10 mortos.
Segundo fontes da Prefeitura de Suzano, não há ainda indícios de uma ação terrorista maior – os dois atiradores teriam agido sozinhos e de forma pontual, mas nenhuma hipótese está descartada. (Com Estadão Conteúdo)
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A CAIXA inicia nesta quinta dia 14, o pagamento do Abono Salarial (PIS - Programa de Integração Social) do calendário 2018/2019, para os trabalhadores nascidos em maio e junho. Os valores variam de R$ 84 a R$ 998, de acordo com a quantidade de dias trabalhados durante o ano base 2017.
Os titulares de conta individual na CAIXA com cadastro atualizado e movimentação na conta, receberam o crédito automático antecipado no dia 12/03. Os pagamentos são escalonados conforme o mês de nascimento do trabalhador, e tiveram início em julho passado. O Abono Salarial permanecerá disponível para todos os beneficiários até 28 de junho de 2019.
Para os nascidos em maio e junho, estão disponíveis R$ 2.796.768.159,00 para 3.823.311 trabalhadores. O valor do benefício pode ser consultado no Aplicativo CAIXA Trabalhador, no site da CAIXA (www.caixa.gov.br/PIS) ou pelo Atendimento CAIXA ao Cidadão: 0800 726 0207.
A CAIXA disponibiliza R$ 16,3 bilhões para 22,3 milhões de beneficiários em todo o calendário.
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