Eleições: PF usará drones para flagrar crimes como boca de urna

Nas eleições municipais de novembro, a Polícia Federal (PF) deverá usar drones para prevenção e repressão de crimes eleitorais como boca de urna e transporte irregular de eleitores.

 

De acordo com o órgão, mais de 100 aeronaves pilotadas remotamente deverão ser alocadas em municípios considerados estratégicos, em todos os estados. A intenção é que os equipamentos sobrevoem as zonas eleitorais de modo a inibir e flagrar a prática de condutas vedadas nos dias de votação.

 

Segundo a PF, os drones possuem câmeras capazes de realizar zoom suficiente para identificar suspeitos, placas de veículos, entregas de santinhos e situações de compra de votos, com imagens de alta nitidez.

 

As imagens capturadas serão transmitidas a uma equipe da PF que estará preparada para monitorar todas a eleição em todo território nacional, determinando a adoção as medidas cabíveis diante de atividades suspeitas, informou o órgão.

 

O primeiro turno das eleições municipais está marcado para 15 de novembro. O segundo turno, onde houver, ocorrerá em 29 de novembro. O horário de votação será sempre das 7h às 17h, no horário local. (Com Agência Brasil)

 

 

 

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Bolsonaro participa da comemoração ao Dia do Aviador e da FAB

O presidente Jair Bolsonaro participou das comemorações ao Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira (FAB), celebrados nesse 23 de outubro. Durante o evento, realizado na Base Aérea de Brasília, a FAB apresentou oficialmente a primeira unidade do caça F-39 Gripen, aeronave produzida pela empresa sueca Saab e que terá a tecnologia transferida para o Brasil.

 

Para Bolsonaro, 2020 será um ano marcante para a FAB, com a incorporação do novo caça. “Fomos capazes de colocar no ar dois vetores que podem transformar de forma irreversível nossa operacionalidade, nossa capacidade logística e de afirmar nossa superioridade nos 22 milhões de quilômetros quadrados de espaço aéreo, indispensáveis à nossa soberania”, disse, lembrando ainda a incorporação da aeronave militar de carga KC-390, no ano passado, fabricada no país em parceria com a Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer).

 

Em 2014, Brasil e Suécia iniciaram as atividades conjuntas com assinatura do contrato para o desenvolvimento e produção de 36 aviões Gripen para a FAB, que se baseia no design de versões anteriores, mas com as particularidades solicitadas pelo comando da Aeronáutica. As plataformas são desenvolvidas e produzidas na Suécia com a participação de técnicos e engenheiros brasileiros.

 

De acordo com a FAB, essa integração faz parte da transferência tecnológica e visa proporcionar o conhecimento necessário para a continuidade das atividades no Brasil. Para a corporação, o F-39 Gripen representa “um significativo salto tecnológico para a aviação de caça da FAB, bem como um exemplo exitosos de desenvolvimento colaborativo”.

 

A aeronave chegou ao Brasil no dia 20 de setembro, no Porto de Navegantes, em Santa Catarina, após ter sido transportado de navio da Suécia. Ela ficará no Centro de Ensaios em Voo do Gripen, na planta da Embraer, em São Paulo, estrutura construída para a transferência de tecnologia, suporte e atualizações no ciclo de vida da plataforma na FAB.As atividades acontecerão em cooperação entre a Saab e as empresas nacionais selecionadas como beneficiárias no programa de transferência de tecnologia, que se preparam para produzir partes e montar as unidades Gripen no Brasil. As últimas 15 aeronaves deverão ser produzidas integralmente dentro das instalações da Embraer.

 

O Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira, celebrados em 23 de outubro, marcam o primeiro voo do 14 Bis realizado pelo brasileiro Alberto Santos Dumont. O voo do aparelho mais pesado do que o ar ocorreu em 1906, no Campo de Bagatelle, em Paris. O 14 Bis percorreu 60 metros em sete segundos, voando a dois metros do solo perante mais de mil espectadores e a Comissão Oficial do Aeroclube da França, instituição de reconhecimento internacional autorizada a homologar descobertas aeronáuticas marcantes.

 

Durante o evento também foi realizada a imposição da Ordem de Mérito Aeronáutico, a mais importante condecoração da FAB. A medalha é concedida a personalidades civis e militares, brasileiras ou estrangeiras, por terem se destacado no exercício da sua profissão ou em reconhecimento aos serviços prestados ao país. Foram agraciados, nesta sexta-feira, entre outros, ministros de Estado, como Tarcísio Freitas, da Infraestrutura, e Rogério Marinh, do Desenvolvimento Regional, além de parlamentares, autoridades militares e embaixadores. (Com Agência Brasil)

 

 

 

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Oitavas da Libertadores terá confrontos entre Brasil e Argentina

Três dos seis representantes brasileiros nas oitavas de final da Copa Libertadores da América terão pela frente adversários argentinos. O sorteio das partidas e dos cruzamentos foi realizado nesta sexta-feira (23), na sede da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), em Luque (Paraguai).

 

Atual campeão e na busca pelo terceiro título, o Flamengo medirá forças com o Racing, que levantou a taça em 1967. Duas vezes ganhador, o Internacional terá como rival o Boca Juniors, dono de seis troféus sul-americanos. Já o Athletico Paranaense - que busca a glória inédita - enfrentará o River Plate, tetra da América e vice em 2019.O Santos também enfrentará um campeão da Libertadores no mata-mata, mas vindo do Equador. Com três títulos, o Peixe será adversário da LDU, que ganhou o torneio em 2008.

 

Palmeiras e Grêmio são os únicos times do país que não terão rivais com título de Libertadores no currículo. Atrás do bicampeonato, o Verdão - que fez a melhor campanha da primeira fase - terá pela frente o estreante Delfín, do Equador. Já o Tricolor Gaúcho, que persegue o tetra do continente, pegará o Guaraní, do Paraguai.


Por terem encerrado a fase de grupos na liderança, Flamengo, Santos, Palmeiras e Grêmio realizarão o segundo e decisivo jogo dos respectivos confrontos em casa. Athletico e Inter, que ficaram em segundo lugar, serão mandantes na primeira partida. Os duelos de ida ocorrerão entre 24 e 25 de novembro, enquanto os de volta estão previstos para os dias 1 e 2 de dezembro. A decisão da Libertadores será em 2021, no Maracanã.

 

Os cruzamentos do mata-mata indicam confrontos entre brasileiros nas quartas e até em uma semifinal, caso as equipes avancem. O ganhador de Santos e LDU enfrenta quem passar de Grêmio e Guaraní. Há a possibilidade de santistas e tricolores reeditarem o duelo que definiu vaga na final da Libertadores em 2007. Na ocasião, os gaúchos levaram a melhor.

 

Já o vencedor entre Flamengo e Racing terá como adversário o classificado entre Inter e Boca. Caso sigam adiante, rubro-negros e colorados voltariam a se encontrar pelas quartas de final, como aconteceu em 2019. No ano passado, os cariocas seguiram adiante para enfrentar o Grêmio na semifinal, em outro confronto que pode se repetir. (Com Agência Brasil)

 

 

 

Diário Oficial publica lei que regulamenta poupança social digital

O Diário Oficial da União publica hoje dia 23, lei que regulamenta a conta de poupança social digital, usada pela Caixa Econômica Federal para o pagamento de benefícios sociais, como o auxílio emergencial.

 

Agora transformada em lei, a Medida Provisória nº 982 de 2020 estava em vigor desde de junho. A conta de poupança social digital permite que as pessoas possam receber o auxílio emergencial e outros benefícios sociais e previdenciários sem pagar tarifa de manutenção. 

 

Essas contas possuem limite de movimentação de até R$ 5 mil por mês. A conta permite que o titular faça três transferências eletrônicas por mês sem custos. O correntista poderá, ainda, utilizar a conta para pagar boletos bancários.

 

No caso de pessoas que tenham sido cadastradas para o recebimento do auxílio emergencial, abono salarial, saque do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) ou o programa emergencial de manutenção de empregos da Lei nº 41.020, a conta pode ser aberta de forma automática. No caso de benefícios previdenciários, o titular poderá solicitar a abertura da conta.

 

Contas de poupança

 

A Caixa Econômica Federal é responsável por operar essas contas de poupança e disponibilizará no seu site e no seu aplicativo ferramenta de consulta para o cidadão, que poderá verificar se há alguma conta aberta em seu nome, a partir da consulta pelo CPF (Cadastro de Pessoa Física). A conta pode ser fechada ou convertida em conta regular a qualquer tempo, sem custos adicionais.

 

O projeto foi sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro sem vetos. Com a conversão em lei, a poupança social digital será, agora, permanente e poderá ser ampliada para o pagamento de outros benefícios sociais. (Com Agência Brasil)

 

 

 

 

 

Anticorpos contra covid-19 duram pelo menos sete meses, mostra estudo

Uma das questões que mais tem suscitado interesse e investigação por parte da comunidade científica, desde o início da pandemia, é perceber se os organismos de doentes com covid-19 são capazes de ter uma resposta imune adequada e quanto tempo pode durar essa imunidade. Agora, um novo estudo norte-americano revelou que os anticorpos, que protegem o organismo de ser infectado com o novo coronavírus, podem ter uma duração de até sete meses.

 

Pesquisadores da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, acompanharam durante meses cerca de 6 mil pacientes infectados com o novo coronavírus e descobriram que os anticorpos contra o Sars-CoV-2 podem continuar presentes no sangue por um período de, no mínimo, cinco a sete meses.

 

Recentemente, foram confirmados casos de pessoas reinfectadas que, de acordo com o jornal espanhol El País, apresentaram sintomas mais graves quando ficaram doentes com covid-19 pela segunda vez - exemplos que suscitam duvidas à comunidade científica quando se fala em imunidade.



Ao longo dos últimos meses foram divulgados diversos estudos que mostravam que os anticorpos - proteínas do sistema imunitário que evitam que o vírus infecte as células do organismo - contra o novo coronavírus iam diminuindo passados alguns meses após a infecção, principalmente em pessoas que apresentaram sintomas ligeiros.



As teorias são várias e as dúvidas ainda mais. Mas a questão mantém-se: as pessoas ficam protegidas após a primeira infeção?



O estudo norte-americano, divulgado na terça-feira (20) na publicação científica Immunity, e considerado um dos maiores realizados até agora, por ter analisado cerca de 6 mil pessoas, indica que sim: quem já esteve infectado com o novo coronavírus pode ter imunidade até, pelo menos, sete meses.

 

"O nosso estudo mostra que é possível gerar uma imunidade duradoura contra esse vírus", explicou ao jornal espanhol Deepta Bhattacharya, pesquisador da Universidade do Arizona e coautor do trabalho.

 

"Nas infeções moderadas que analisamos, a resposta de anticorpos parece bastante convencional. Os níveis dessas proteínas sobem primeiro, depois caem e no fim acabam por estabilizar", continuou. E quanto às reinfecções, o investigador explica que pode acontecer mas que são casos "excepcionais".

 

Quando um vírus infecta o corpo, o sistema imunológico produz células plasmáticas de curta duração, que produzem anticorpos para combater imediatamente o agente patogênico. Esses anticorpos aparecem no sangue, normalmente, até 14 dias após a infecção e, segundo o autor do estudo, alguns deles "são muito sofisticados", podendo memorizar um patogênico para sempre e desenvolver armas moleculares para o destruir, incluindo diferentes tipos de anticorpos de elevada potência.

 

Estudo

 

O estudo norte-americano resultou de uma campanha de testes que envolveu 30 mil pessoas. Os investigadores, no entanto, analisaram e acompanharam 5.882 dessas pessoas, estudando a produção de anticorpos neutralizantes em mais de mil.

 

A prevalência de infeções é baixa, contando apenas com cerca de 200 pessoas que transmitiram o vírus e produziram anticorpos neutralizantes, explicou Bhattacharya.

 

"Se os anticorpos fornecem proteção duradoura contra o novo coronavírus tem sido uma das perguntas mais difíceis de responder, essa investigação não só nos deu a capacidade de testar com precisão os anticorpos contra a covid-19, mas também o conhecimento de que a imunidade duradoura é uma realidade".

 

Ao analisar o sangue de voluntários que testaram positivo para o novo coronavírus, os cientistas descobriram que os anticorpos estavam presentes em níveis viáveis ​​por um período de, pelo menos, cinco a sete meses. Contudo, o máximo que a equipe conseguiu voltar atrás no tempo, para ver a duração dos anticorpos foi precisamente sete meses, uma vez que a epidemia chegou relativamente mais tarde ao Arizona.

 

"Só conseguimos testar seis pessoas que foram infectadas há cerca de sete meses, mas temos muitas outras infectadas há três, quatro, cinco meses", disse o pesquisador. "Não temos uma bola de cristal para saber quanto tempo os anticorpos duram, mas com base no que sabemos sobre outros coronavírus, esperamos que a resposta imunológica seja mantida durante pelo menos sete meses, e provavelmente por muito mais tempo".

 

"Sabemos que as pessoas que foram infectadas com o primeiro coronavírus da Sars, que é o mais semelhante ao Sars-CoV-2, ainda conseguem estar imunes 17 anos após a infecção", acrescentou Bhattacharya. "Se o Sars-CoV-2 for parecido com o primeiro, esperamos que os anticorpos durem pelo menos dois anos, e seria improvável qualquer período muito mais curto [do que isso]." (Com Agência Brasil)

 

 

 

 

 

 

Confiança do Consumidor tem primeira queda desde maio

O Índice de Confiança do Consumidor brasileiro (ICC), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), caiu 1 ponto na passagem de setembro para outubro e atingiu 82,4 pontos, em uma escala de zero a 200. Com isso, o indicador interrompeu uma sequência de cinco altas iniciada em maio deste ano.

 

O Índice da Situação Atual, que mede a confiança dos consumidores no presente, recuou 0,2 ponto e atingiu 72,4 pontos. O componente que teve maior queda foi a situação das finanças familiares, que cedeu 0,5 ponto.

 

O Índice de Expectativas caiu 1,3 ponto e passou 90,2 pontos. O ímpeto de compras de bens duráveis para os próximos meses teve queda de 1,4 ponto.

 

“Há ainda bastante incerteza com relação à pandemia e com o ritmo de retomada econômica, já considerando a transição para o período posterior ao de vigência dos programas de manutenção do emprego e renda. Diante deste cenário, os consumidores de menor renda, mais vulneráveis, continuam menos confiantes que os demais. A confiança do consumidor brasileiro também continua sendo impactada pelo medo da covid-19, motivando uma postura muito cautelosa, que deve persistir enquanto não houver uma solução para a crise sanitária”, disse Viviane Seda Bittencourt,  pesquisadora da FGV. (Com Agência Brasil)

 

 

 

 

 

 

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