Equipes do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia do Paraná (Ibape-PR) e da Cohapar, com apoio do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR), estão desde domingo (9) em Rio Bonito do Iguaçu para avaliar as condições das edificações atingidas pelo tornado que devastou parte do município na sexta-feira (7). O grupo já mapeou cerca de 80% das residências e prédios públicos afetados.
O trabalho envolve cerca de 50 engenheiros e arquitetos voluntários, que se dividiram em cinco regiões da cidade para realizar inspeções técnicas em cada imóvel. O objetivo é produzir laudos oficiais que irão embasar o plano de reconstrução e a liberação de recursos públicos para reparos ou demolições.
“Estamos realizando inspeções casa por casa, avaliando se os imóveis estão aptos à reconstrução, se precisam de reparos ou se devem ser demolidos. Esses laudos são documentos fundamentais para orientar as próximas etapas, pois servirão de base para o município, o Estado e o governo federal na liberação de recursos para as famílias”, explicou o presidente do Ibape-PR, Edson Luiz Haluch.
De acordo com ele, o trabalho começou poucas horas após a passagem do tornado e vem sendo feito de forma coordenada com a Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e prefeituras da região. As informações coletadas em campo são processadas diariamente em uma base montada em uma escola local, onde os engenheiros consolidam os dados e elaboram os relatórios técnicos.
A coordenadora de campo do Crea-PR, Regina Be Toni, relatou o impacto da destruição e destacou a importância das avaliações técnicas para garantir segurança e agilidade na reconstrução. “Foi chocante chegar aqui. O cenário é de terra arrasada. Em nossa equipe, que está avaliando os prédios públicos, já tivemos que interditar quatro estruturas nesta segunda-feira. Esse levantamento é essencial para liberar recursos e permitir que a reconstrução comece o quanto antes”, afirmou.
"Esse levantamento vai nos ajudar a ser precisos na liberação dos recursos e nos atendimentos das famílias", complementou Jorge Lange, diretor-presidente da Cohapar.
A expectativa das entidades é concluir a etapa de inspeção individual já nesta terça-feira (11). A atuação dos engenheiros e arquitetos tem sido considerada essencial pelo Governo do Paraná e pela administração municipal, que utilizarão os laudos como base para o planejamento técnico e financeiro da recuperação das áreas atingidas.
RECURSOS PARA MORADIA – O Estado atua em duas frentes para ajudar as famílias com moradias. O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou a construção emergencial de 320 casas. As obras terão início assim que as equipes de engenharia concluírem os diagnósticos técnicos e estruturais dos terrenos.
As empresas de construção civil que trabalham com o modelo off-site serão priorizadas. Elas substituem o “tijolo por tijolo” pela instalação de paredes pré-produzidas. As paredes são produzidas em indústria e chegam prontas para instalação, já com portas, esquadrias e sistemas elétricos e hidráulicos. O investimento deve ser de cerca de R$ 60 milhões, com padrão de custo por metro quadrado.
Esse processo acontecerá em paralelo ao repasse de até R$ 50 mil por família para reformas, cuja lei foi sancionada nesta terça.
POr - AEN
Uma comitiva do Governo do Paraná esteve em Rio Bonito do Iguaçu na tarde desta segunda-feira (10) para detalhar as ações estaduais de apoio às famílias atingidas pelo tornado da última semana.
A agenda contou com a participação da primeira-dama do Estado, Luciana Saito Massa, do diretor-presidente da Cohapar, Jorge Lange, do secretário da Educação, Roni Miranda, do secretário da Saúde, Beto Preto, e do secretário do Desenvolvimento Social e Família, Rogério Carboni.
O grupo se reuniu com as frentes de trabalho que atuam na reconstrução da cidade, visitou os locais mais afetados e acompanhou o andamento do cadastramento das famílias atingidas, que servirá de base para os programas de atendimento e reconstrução.
Durante a visita, o presidente da Cohapar, Jorge Lange, detalhou o plano emergencial para a construção de 320 novas casas no município, autorizadas pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior. O investimento do Estado é superior a R$ 60 milhões, e as moradias serão produzidas por uma empresa paranaense especializada em construções rápidas no modelo off-site, com montagem industrializada.
“Nós tivemos um primeiro momento em que a Defesa Civil, com um grupo grande de engenheiros, fez o levantamento do que é possível ser reformado e o que está condenado. A partir de amanhã, começamos a separar as pessoas que precisam de auxílio do governo e da prefeitura para reconstrução. Para quem perdeu tudo, o governo já providenciou a aquisição dessas moradias, que serão muito rápidas de montar”, explicou Lange.
Ele destacou que a produção das casas começa ainda nesta semana, em terreno disponibilizado pela prefeitura, e que as famílias começarão a ser reassentadas em até 20 dias. “Também discutimos com o prefeito a construção de um alojamento para 300 pessoas, para garantir abrigo digno até que as casas fiquem prontas. Nossa intenção é ter essa estrutura concluída em 20 dias”, completou o presidente da Cohapar.
Além das novas unidades, o governo vai apoiar reformas em moradias danificadas, com repasses de até R$ 50 mil por família, conforme os levantamentos sociais em andamento.
A primeira-dama Luciana Saito Massa reforçou que o momento agora é de reorganização das ações do Estado para a nova fase do atendimento. “Desde já, eu agradeço toda a solidariedade que o Paraná vem mostrando, não só o Paraná, mas o Brasil. Agora entramos em uma nova fase, com foco em centralizar informações e otimizar os esforços do governo, para evitar duplicidades e acelerar o atendimento à população”, afirmou.
EDUCAÇÃO – O secretário da Educação, Roni Miranda, destacou que as aulas serão retomadas de forma gradual, com foco nas escolas mais afetadas.
“Estamos priorizando o Colégio Estadual Ludovica Safraider, que foi o mais impactado. Já temos uma empresa contratada vamos investir aproximadamente R$ 5 milhões na reforma da estrutura e aquisição de novos equipamentos. Além disso, já depositamos R$ 50 mil na conta da escola do assentamento, para adequações e retomada das aulas nesta quarta-feira”, informou o secretário.
Segundo ele, o Estado vai oferecer atendimento psicológico aos estudantes e famílias, com reforço da equipe de 200 psicólogos da rede estadual. “Também vamos apoiar o município na reforma dos ônibus escolares, e o governador Ratinho Junior já determinou a compra de cinco novos veículos, que chegarão no início do próximo ano letivo”, disse.
Miranda também adiantou que o Estado atuou para garantir que os estudantes da região possam realizar o Enem em dezembro, sem prejuízo acadêmico.
SAÚDE – O secretário estadual da Saúde, Beto Preto destacou que o foco agora é garantir a continuidade dos atendimentos e o abastecimento de medicamentos para a população afetada pelo desastre.
“Nosso papel é assegurar que o cuidado com a saúde não pare. Temos que atender gestantes, pacientes com doenças crônicas e aqueles que fazem tratamentos contínuos. Viemos para organizar, junto com as equipes locais, a retomada da assistência e o reequilíbrio da rede de saúde em Rio Bonito do Iguaçu”, afirmou.
A Secretaria da Saúde informou no começo da tarde desta segunda-feira (10) que 21 pessoas seguem internadas nos hospitais da região em função do evento climático. Dos internamentos, 13 estão em Guarapuava: 6 no Hospital São Vicente de Paulo e 7 no Hospital Santa Tereza. Outros 5 pacientes estão em Laranjeiras do Sul: 2 no Hospital São Lucas e 3 no Instituto São José. No Hospital Universitário de Cascavel permanecem 3 pessoas.
Os atendimentos hospitalares continuam sendo realizados com o apoio dos insumos e medicamentos enviados pela Sesa no fim de semana, em operação coordenada pelo Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) e pelo Centro de Operações de Medicamentos e Produtos (Comp), que garantiram o abastecimento emergencial das unidades de saúde.
ASSISTÊNCIA SOCIAL – A Secretaria do Desenvolvimento Familiar coordena o abrigo instalado em Laranjeiras do Sul e conduz o trabalho de cadastramento das famílias atingidas no município, realizado no abrigo.
Mais de 1.300 cadastros já foram realizados desde sábado (8). O levantamento inclui informações sobre a situação das moradias, eventuais perdas de eletrodomésticos e insumos, além da localização atual de cada família. Os dados são cruzados com o CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais), permitindo ao Estado direcionar de forma mais rápida e precisa o atendimento social e a entrega de benefícios emergenciais.
O secretário do Desenvolvimento Social e Família, Rogério Carboni, ressaltou que o cadastramento das famílias é essencial para direcionar corretamente os programas de apoio do Estado. “Esses dados são fundamentais para termos a radiografia de como enfrentar o problema. Estamos buscando informações inclusive de pessoas que se deslocaram para outros municípios ou estão na zona rural. O objetivo é garantir que ninguém fique de fora do atendimento”, afirmou.
POr - AEN
A Secretaria do Desenvolvimento Social e Família (Sedef) realizou até a tarde desta segunda-feira (10) o cadastramento de 1.337 famílias em situação de vulnerabilidade social atingidas pelo tornado em Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Estado. A ação pode permitir o acesso a recursos financeiros para reconstrução de moradias.
O Governo do Estado anunciou a destinação de cerca de R$ 50 milhões do Fundo Estadual de Calamidade Pública (Fecap) para auxiliar na reconstrução do município, com recursos que podem ser enviados diretamente às famílias. Cada uma delas poderá receber até R$ 50 mil. Os detalhes sobre o repasse ainda serão estabelecidos por decreto.
Equipes da assistência social da Sedef, em conjunto com a Defesa Civil, estão realizando desde o último sábado (08) uma força-tarefa para identificar as famílias em situação de vulnerabilidade vítimas da calamidade. A ação faz parte das medidas emergenciais anunciadas pelo Governo do Estado para apoiar as pessoas afetadas. Os esforços envolvem a identificação de famílias para realização do repasse de recursos financeiros, além da articulação com programas estaduais e federais de assistência social.
As famílias atingidas em Rio Bonito do Iguaçu podem procurar as equipes de assistência social da Sedef na Paróquia Santo Antônio de Pádua (Rua Sete de Setembro, S/N) para receber orientações e apoio. Os grupos da Secretaria estão realizando um mapeamento das pessoas afetadas para identificar as demandas mais urgentes, além de realizar a triagem por meio de um questionário, garantindo que o suporte chegue às pessoas mais necessitadas.
O secretário do Desenvolvimento Social e Família, Rogério Carboni, em visita a Rio Bonito do Iguaçu nesta segunda-feira, destacou que o Governo do Estado está atuando de forma integrada para garantir atendimento eficaz às famílias paranaenses afetadas pelas chuvas. “Nosso compromisso é assegurar proteção social e dignidade às pessoas que estão enfrentando este momento difícil. Estamos mobilizando todos os recursos necessários para apoiar Rio Bonito do Iguaçu e outros municípios e reconstruir o que foi perdido”, afirmou.
MAIS RECURSOS – Além do montante anunciado pelo governo, os municípios atingidos também poderão acessar recursos provenientes do Fundo Estadual de Assistência Social (FEAS). O valor de referência é de R$ 600 a cada quatro pessoas desabrigadas ou desalojadas que necessitem de abrigo provisório e proteção social especial.
O benefício poderá ser utilizados para a manutenção de alojamentos provisórios, hospedagem em hotéis e pousadas e pagamento de benefícios eventuais, como auxílio-natalidade, auxílio-funeral, vulnerabilidade temporária e calamidade pública. De acordo com a pasta, esses benefícios visam garantir proteção imediata às famílias afetadas, podendo incluir o custeio de aluguel social, cestas básicas, cobertores ou auxílio em dinheiro, conforme a regulamentação de cada município.
Os municípios que já possuem saldos em conta de recursos repassados pelo Estado, como o Piso Único da Assistência Social (PAS), poderão utilizar esses valores para atender necessidades mais urgentes da população. Já as administrações que decretaram situação de emergência ou calamidade pública devem seguir um trâmite específico para receber novos repasses estaduais. O processo inclui o decreto municipal e o reconhecimento estadual da situação, além do envio de um ofício à Coordenadoria de Proteção e Assistência Social (CPAS).
Por - AEN
A Secretaria de Estado da Educação publicou nesta segunda-feira (10) a resolução n° 6.589/2025 que define a listagem das 96 escolas que passarão por consulta pública para avaliação da adesão ao Programa Parceiro da Escola a partir de 2026.
O programa permite que unidades escolares contem com o apoio de uma empresa especializada na gestão administrativa e de serviços, enquanto a condução pedagógica permanece integralmente sob responsabilidade da equipe da secretaria estadual da Educação.
Estas escolas não obtiveram aprovação da comunidade escolar ou não atingiram o quórum mínimo necessário para adesão ao projeto em 2024 e, por deliberação da Secretaria da Educação do Paraná (Seed-PR), não foram incluídas na iniciativa naquele período.
Agora elas terão uma nova oportunidade de avaliação em 2025. A nova consulta será realizada nos dias 17 e 18 de novembro (segunda e terça-feira), das 8h às 20h, nos próprios colégios. Para atender a demanda, conforme aprovação da comunidade escolar, serão avaliados novos credenciamentos de empresas especializadas em gestão escolar interessadas em integrar o programa, com edital previsto para publicação ainda em novembro.
Poderão participar da votação os membros da comunidade escolar: pais e responsáveis, professores, funcionários e estudantes maiores de 18 anos. Para votar, basta comparecer à escola nos dias e horários especificados e apresentar documento de identificação com foto.
De acordo com previsto na legislação vigente, essas unidades terão a possibilidade de retornarem ao processo e já estão incluídas no novo edital de consulta pública. A iniciativa garante a continuidade do fluxo estabelecido para a implementação do programa, respeitando os parâmetros legais e operacionais definidos pela Seed-PR.
Atualmente, há 82 escolas estaduais que já aderiram ao modelo. As consultas públicas dessas unidades ocorreram em 2024, e elas passaram a funcionar dentro do programa em 2025.
QUÓRUM MÍNIMO – Pertencentes a 27 Núcleos Regionais de Educação (NREs) e 78 municípios, as escolas participantes da oitiva pública deverão atingir o quórum mínimo de 50% mais um voto para aderirem ao programa. Caso o quórum não seja atingido no período de consulta, caberá à Secretaria da Educação definir se a escola deverá participar do programa.
Neste caso, a definição das escolas que passarão por consulta pública seguirá os critérios objetivos estabelecidos pela Seed-PR, que incluem frequência escolar abaixo da média estadual e desempenho na aprendizagem medido pela nota do Ideb, considerando colégios que ficaram abaixo da média, que reduziram sua nota na última avaliação ou que não tiveram o índice divulgado.
As unidades que tiverem a adesão aprovada na consulta pública iniciarão suas atividades sob o modelo do Programa Parceiro da Escola no começo de 2026.
Outro critério para definição da adesão ao programa, pela Seed-PR, em caso de falta de quórum, será a localização geográfica da unidade, tendo em vista garantir viabilidade logística na contratação da empresa parceira.
RESULTADOS NO PRIMEIRO ANO – Antes de completar um ano de implementação, o Parceiro da Escola já registrou índices que apontam o sucesso da iniciativa. Uma pesquisa realizada pela Radar Inteligência, publicada em julho de 2025, com a participação de mais de 2 mil pais dos 15 Núcleos Regionais de Educação que integram o programa, mostrou aprovação maior que 86% dos pais e responsáveis. Além da aprovação, 84,2% recomendariam o modelo a outros pais e responsáveis e 92,2% entendem que há cuidado da escola com o filho.
Já alguns dados da Seed-PR, colhidos via pesquisa interna, revelam melhorias em índices pedagógicos e administrativos, com redução de 99% das aulas vagas nas escolas participantes e aumento de quase 80% na ocorrência de observações pedagógicas em sala de aula após a implantação do programa, realizadas pelos diretores para traçar estratégias de aprendizagem mais assertivas. Outro destaque é o engajamento dos gestores escolares em ações formativas: cerca de 45% dos diretores passaram a participar mais ativamente de programas de formação continuada.
PROGRAMA – O Parceiro da Escola é fruto de uma lei estadual, após um projeto-piloto em Curitiba e São José dos Pinhais. A seleção das escolas ocorreu em dezembro de 2024.
As 82 unidades do Parceiro da Escola estão distribuídas em 34 municípios: Almirante Tamandaré, Andirá, Apucarana, Arapongas, Assis Chateaubriand, Bocaiúva do Sul, Cambé, Campo Largo, Campo Magro, Cascavel, Castro, Colombo, Curitiba, Fazenda Rio Grande, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Ibiporã, Jaguariaíva, Londrina, Maringá, Matelândia, Matinhos, Medianeira, Nova Aurora, Nova Santa Rosa, Ouro Verde do Oeste, Palmeira, Pinhais, Piraí do Sul, Ponta Grossa, Pontal do Paraná, São José dos Pinhais, Sarandi e Toledo.
O grupo Apogeu é parceiro na gestão de 16 colégios estaduais em Curitiba, Região Metropolitana (RMC), Litoral e Guarapuava. A Tom Educação apoia a gestão de 32 unidades nas regiões Norte, Oeste, Campos Gerais, RMC e Curitiba. Nas outras 34 escolas do programa, distribuídas entre as regiões Oeste, Noroeste, Curitiba e RMC, a responsabilidade é da empresa Impulso.
POr - AEN
O Governo do Estado, por meio da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), promoveu uma série de ações de atualização técnica voltadas aos médicos veterinários habilitados e cadastrados no Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT).
Até o momento, mais de 300 profissionais passaram pela atualização, e a estimativa é que o número ultrapasse os 400 até o final do ano. Estão previstas mais palestras sobre o programa e sobre o bem-estar dos animais de produção em dezembro, nas regiões do Sudoeste e Centro-Oeste paranaense.
Com o objetivo de atualizar os médicos veterinários sobre a evolução da situação epidemiológica da brucelose e da tuberculose bovina no Paraná, as palestras também foram palco para a apresentação das novas portarias publicadas pela Adapar, como é o caso da que regulamenta o uso do teste complementar para diagnóstico da tuberculose bovina (Teste Elisa).
A regulamentação foi um dos temas discutidos, sendo um dos destaques das palestras por ser um relevante método complementar ao saneamento de focos de tuberculose, e que amplia as ferramentas disponíveis para o diagnóstico e controle da doença.
A iniciativa é do Departamento de Saúde Animal (Desa) da Agência e contribui para as as ações continuadas de prevenção contra as doenças. Os eventos foram promovidos nos municípios de Cascavel e Marechal Cândido Rondon, no Oeste do Estado; em Cornélio Procópio, na região Norte; em Irati, no Centro-Sul; e em Maringá e Umuarama, no Noroeste do Estado. Os participantes das reuniões tiraram suas dúvidas e contribuíram com sugestões acerca da situação epidemiológica da brucelose e tuberculose bovina e as novas regulamentações sanitárias.
Para a chefe da Divisão de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose da Adapar, Marta Freitas, a atualização contínua dos profissionais habilitados é essencial para o fortalecimento das ações de defesa sanitária animal e para a proteção da saúde humana. “O trabalho dos médicos veterinários habilitados é fundamental para garantir a sanidade do rebanho paranaense e a segurança dos alimentos de origem animal. A atualização técnica é uma forma de assegurar que todos estejam alinhados com as normas vigentes e com os avanços científicos disponíveis”, afirma.
Em relação ao bem-estar dos animais de produção, foram apresentados os principais conceitos e ações simples e aplicáveis nas propriedades rurais. Estas ações beneficiam os animais e os tratadores, diminuindo perdas produtivas geradas pelo estresse. As capacitações fazem parte do compromisso contínuo da Agência em promover qualificação, integração e padronização das ações de campo, contribuindo para a melhoria dos índices sanitários e o fortalecimento da pecuária paranaense.
QUALIFICAÇÃO – Os médicos veterinários habilitados no PNCEBT são os responsáveis pela execução dos testes diagnósticos de brucelose e tuberculose. A atualização contínua destes profissionais em relação aos conhecimentos, boas práticas e novas metodologias é um passo importante para o controle das doenças, e para o bom andamento do programa sanitário.
EVENTOS – As palestras não se limitaram a reuniões pontuais. A Adapar também realizou palestras durante o XI Sul Leite. O evento é sobre sustentabilidade da pecuária leiteira e que aconteceu na Universidade Estadual de Maringá (UEM) em outrubro, reunindo mais de 300 pessoas. Na ocasião, a médica veterinária Marta Freitas ministrou uma palestra sobre os principais desafios da brucelose e tuberculose.
Nos municípios da região Oeste as ações aconteceram durante duas reuniões organizados pela Câmara Técnica de Saúde Agropecuária do Programa Oeste em Desenvolvimento. O programa é uma ação de Governança Territorial Regional que tem o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável no Oeste do Estado, por meio da colaboração de instituições e integração de iniciativas, projetos e ações em diversos temas.
Foram mais de 150 participantes durante a fala da chefe da Divisão de Brucelose e tuberculose da Agência, que apresentou dados acerca sobre os impactos e cuidados contra as doenças que podem atingir os rebanhos paranaenses.
ATUALIZAÇÃO DE CADASTRO – Novembro é o mês da atualização cadastral de médicos veterinários habilitados à vacinação contra brucelose e exames diagnósticos de brucelose e tuberculose. A ação é obrigatória para a manutenção do cadastro ativo de cada profissional.
BRUCELOSE E TUBERCULOSE – A brucelose é uma doença bacteriana contagiosa (Brucella melitensis) que afeta diferentes espécies animais e pode ser transmitida para humanos. A vacinação é obrigatória em bezerras de 3 a 8 meses de idade, com as vacinas B19 (bovinas e bubalinas) ou RB51 (bovinas).
Já a tuberculose é uma zoonose causada pela bactéria Mycobacterium bovis. De evolução geralmente crônica, pode afetar ruminantes, suínos, aves, animais silvestres e seres humanos. É considerada uma das mais relevantes zoonoses para a saúde pública. Atualmente, não existe vacina disponível, o combate é feito por meio de ações de controle do trânsito de animais, testagem, identificação e eliminação dos animais contaminados dos rebanhos.
Por - AEN
Um adolescente de 17 anos tentou fugir da Polícia Militar na tarde desta segunda-feira (10) em Catanduvas.
A equipe fazia patrulhamento no Bairro Alto Alegre quando flagrou o rapaz pilotando uma moto que emitia ruído excessivo, sem retrovisores e usando chinelos. Ao receber ordem de parada, ele acelerou e percorreu várias quadras em alta velocidade, avançando preferenciais e fazendo ziguezague pelas ruas, inclusive perto de uma escola.
A moto foi apreendida e levada à Ciretran, e o caso encaminhado para a Polícia Civil.
Por - Catanduvas em Foco
Governo Ratinho Junior anuncia construção de 320 casas emergenciais e novo programa habitacional
O Governo do Estado do Paraná anunciou a construção de 320 moradias emergenciais em Rio Bonito do Iguaçu para atender as famílias atingidas pelo tornado que devastou cerca de 90% do município no dia 7 de novembro. A medida foi viabilizada com recursos do Fundo Estadual de Calamidades Públicas (Fecap), que destinou R$ 50 milhões para a reconstrução da cidade, em parceria com a Cohapar, a Defesa Civil e a Prefeitura de Rio Bonito do Iguaçu.
O 1º secretário da Assembleia Legislativa, deputado Gugu Bueno (PSD), destacou que a ação representa a resposta rápida e concreta do Estado às famílias que perderam tudo.
“A união de esforços e a agilidade do Governo e da Assembleia estão garantindo a reconstrução de Rio Bonito do Iguaçu. Essa parceria mostra que o Paraná sabe agir com rapidez e solidariedade quando o povo mais precisa”, afirmou Gugu Bueno.
As moradias terão 44 metros quadrados, com dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço, e serão construídas em terreno já definido pela Prefeitura de Rio Bonito do Iguaçu. A execução será acompanhada pela Cohapar, com apoio técnico e logístico da Defesa Civil.
O governador Ratinho Junior ressaltou que a prioridade é garantir moradia digna e segurança para as famílias desabrigadas.
“Essas casas representam um novo começo. É o Governo do Estado estendendo a mão a quem mais precisa, com ações rápidas e planejamento para reconstruir Rio Bonito do Iguaçu e devolver esperança às pessoas”, destacou.
O presidente da Cohapar, Jorge Lange, explicou que a ação integra o esforço emergencial de reconstrução, mas também se conecta a políticas habitacionais permanentes.
“Enquanto trabalhamos nas casas emergenciais, o Governo segue ampliando programas habitacionais estruturantes, como o Casa Fácil Municípios, que vai construir moradias gratuitas em 324 cidades — entre elas, Rio Bonito do Iguaçu, com mais 15 unidades previstas”, afirmou.
Para o deputado Gugu Bueno, a união entre o Legislativo, o Governo do Estado e os municípios tem sido decisiva nesse processo.
“O que estamos vendo em Rio Bonito é o resultado da boa gestão e do trabalho conjunto. Em poucos dias, transformamos a dor em ação e começamos a reconstruir a cidade com dignidade e esperança”, completou.
Nova modalidade Casa Fácil
Além das ações emergenciais em Rio Bonito do Iguaçu, o Governo do Estado lançou a nova modalidade do programa Casa Fácil Paraná – Municípios, voltada a cidades com até 25 mil habitantes.
Com investimento total de R$ 533 milhões, o programa vai financiar a construção de moradias entregues gratuitamente, sem necessidade de financiamento, para famílias com renda de até dois salários mínimos.
Cada município poderá receber até 25 unidades habitacionais, conforme o porte populacional. A execução é feita pela Cohapar, em parceria com as prefeituras, que ficarão responsáveis pela doação dos terrenos e pelo cadastramento das famílias beneficiadas.
As prefeituras encaminham os cadastros das famílias à Cohapar, que valida as informações e realiza a seleção com base em critérios de vulnerabilidade social, priorizando famílias que vivem em áreas de risco, em moradias precárias ou em situação de vulnerabilidade econômica.
O objetivo é ampliar o acesso à moradia digna, gerar emprego e renda e estimular o desenvolvimento local, especialmente em municípios pequenos, onde o déficit habitacional ainda é elevado.
Por - Assessoria
Lurdes dos Santo, de 59 anos, foi morta com facadas nesta segunda-feira (10), em Quedas do Iguaçu.
O crime ocorreu na área rural, nas proximidades da Linha Santa Rosa. O marido da mulher foi socorrido em estado grave devido os golpes de faca.
Socorristas do Samu o atenderam no local e encaminharam ao Huop em Cascavel. Informações sobre o autor do crime devem ser repassadas ao 181, 190 ou 197.
Por - Catve
No dia 6 de novembro, a equipe da Estratégia Saúde da Família (ESF) do Bairro Jardim Planalto promoveu uma importante ação de atualização das carteirinhas de vacinação dos moradores da Chácara de Recuperação Paz do Bem.
A iniciativa teve como objetivo garantir que todos os residentes estejam com o esquema vacinal em dia, reforçando a prevenção contra diversas doenças e contribuindo para a promoção da saúde coletiva. Durante a ação, profissionais de enfermagem e agentes comunitários de saúde realizaram a verificação das carteirinhas, aplicaram vacinas pendentes e orientaram os participantes sobre a importância da imunização.
De acordo com a coordenação da ESF Jardim Planalto, essas atividades são fundamentais para ampliar a cobertura vacinal e assegurar o bem-estar da comunidade. “A atualização da carteira de vacinação é uma forma de cuidado e proteção, tanto individual quanto coletiva”, destacou a equipe.
A ação reforça o compromisso da Secretaria Municipal de Saúde em levar atendimento de qualidade e educação em saúde a todos os públicos, especialmente aos grupos em situação de vulnerabilidade social.
Por Assessoria de Comunicação
Guaraniaçu, 10 de novembro de 2025
A Defensoria Pública da União (DPU) lança nesta segunda-feira (10), durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém, uma consulta pública para definir um protocolo de atuação dos defensores em contextos de crise ambiental, climática e humanitária. As contribuições ao chamado Protocolo de Atuação em Desastres e Emergências Socioambientais estão abertas até 3 de dezembro, no site Brasil Participativo.

O texto consolida diretrizes nacionais para todas as fases da gestão de desastres — prevenção, resposta, reparação e não repetição — e propõe parâmetros de atuação voltados à integração dos direitos humanos e da justiça climática às políticas públicas. A construção do material contou com a participação de defensores públicos, especialistas e comunidades afetadas, reunindo aprendizados de casos como Brumadinho, Rio Doce, a crise Yanomami e as enchentes no Rio Grande do Sul.
Entre as ações da DPU no tema da justiça climática está o Mapeamento Interseccional de Vulnerabilidades Climáticas. O estudo, desenvolvido em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), cruza informações do Censo 2022, do Cadastro Único e do Sistema Nacional de Desastres para identificar os territórios mais expostos a riscos climáticos, considerando fatores sociais, econômicos, raciais e de gênero.
Segundo o defensor público federal Giorgi Augustus Sales, chefe da Assessoria de Meio Ambiente, Mudança Climática e Mobilidade Humana (AMA) da DPU, a iniciativa busca aproximar a instituição das populações mais impactadas.
“Queremos ouvir quem mais sente os impactos das crises climáticas: comunidades atingidas por enchentes, secas extremas, deslizamentos e outros desastres socioambientais. Realizar essa escuta durante a COP30 reforça nosso compromisso com a justiça climática e com a proteção das populações mais vulnerabilizadas”, afirmou.
Para saber como participar da consulta pública, clique aqui.
Por - Agência Brasil
As previsões do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos em 2025 – a expansão da economia e o índice de inflação - ficaram estáveis na edição desta segunda-feira (10) do Boletim Focus. A pesquisa com instituições financeiras é divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC).

A estimativa para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 2,16%. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,78%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,88% e 2%, respectivamente.
Puxada pelas expansões dos serviços e da indústria, no segundo trimestre deste ano a economia brasileira cresceu 0,4%. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.
A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,41 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,50.
Inflação
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - considerado a inflação oficial do país – ficou em 4,55% este ano. Para 2026, a projeção da inflação também permaneceu em 4,2%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 3,8% e 3,5%, respectivamente.
A estimativa para este ano ainda está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.
Depois de queda em agosto, em setembro a inflação oficial subiu 0,48%, com influência da alta da conta de luz. Em 12 meses, o IPCA acumula 5,17%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).
Juros básicos
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros - a Selic - definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. O recuo da inflação e a desaceleração da economia levaram à manutenção da Selic na última reunião, na semana passada, mas o colegiado não descarta a possibilidade de voltar a elevar os juros “caso julgue apropriado”.
Em nota, o BC informou que o ambiente externo se mantém incerto por causa da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, com reflexos nas condições financeiras globais. Já no Brasil, a autarquia destacou que a inflação continua acima da meta, apesar da desaceleração da atividade econômica, o que indica que os juros continuarão alto por bastante tempo.
A estimativa dos analistas é que a taxa básica encerre 2025 nesses 15% ao ano. Para o fim de 2026, a expectativa é que a Selic caia para 12,25% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.
Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida; e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.
Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.
Por - Agência Brasil
Um tornado de grandes proporções atingiu a cidade de Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, na sexta-feira (7), causando uma destruição que o secretário de Saúde do estado, Beto Preto, classificou como uma "situação de guerra". O desastre resultou em seis mortes confirmadas e 750 pessoas feridas.
Além das vítimas fatais — sendo cinco em Rio Bonito do Iguaçu e uma em Guarapuava —, a catástrofe deixou ao menos 1.000 pessoas desalojadas e cerca de 28 desabrigadas, conforme a Defesa Civil.














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