A greve dos caminhoneiros chegou, nesta quarta dia 30, ao 10º dia nas rodovias do Paraná.
Em todos os pontos de bloqueio Forças Policiais agem para liberar a passagem dos motoristas e liberar caminhoneiros que não querem mais ficar nos protestos.
Nesta manhã, 200 homens agiram no Trevo Cataratas e no Trevo Ceasa em Cascavel, liberando centenas de caminhões, porém alguns grevistas permanecem nos locais e afirmam que a paralisação continua.
Na PR 486 no Ceasa os manifestantes foram informados que podem permanecer a 55 metros da faixa de domínio, fora da rodovia.
No Trevo Cataratas apesar da saída de muitos caminhoneiros, líderes do movimento afirmam que vão continuar parados. (Com Catve)
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Para evitar possível alta abusiva nos preços de produtos nos supermercados paranaenses, em função da paralisação dos caminhoneiros, o MP-PR (Ministério Público do Paraná), em parceria com o Procon-PR (Departamento Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor), expediu recomendação às empresas vinculadas à Apras (Associação Paranaense de Supermercados).
No documento, o MP-PR e o Procon recomendam que produtos essenciais - como feijão, arroz, óleo de soja, macarrão, açúcar, café, farinha de trigo e mandioca, fubá, ovos, molho de tomate, biscoitos e leite - sejam comercializados pelos mesmos preços praticados antes da greve.
A recomendação, expedida nesta terça dia 29, estipula também que eventuais limitações quantitativas ou qualitativas desses produtos sejam praticadas com "parcimônia e critérios prévia e amplamente divulgados, pelos meios necessários a este fim e conforme o estoque disponível em cada estabelecimento, a serem admitidos pelos órgãos de proteção e defesa ao consumidor, sem configurar prática abusiva".
Acrescenta ainda que tal limitação se faça com o fim maior de garantir o equilíbrio e a harmonia social, de modo a garantir o atendimento ao maior número de consumidores, até que o abastecimento dos produtos e prestação de serviços se normalize, bem como coibir a compra de provisionamento feita pelos consumidores.
EQUILÍBRIO
O documento expedido pela Promotoria e pelo Procon considera a Política Nacional das Relações de Consumo, que tem por objetivo, dentre outros, a harmonização dos interesses dos participantes das relações de consumo, sempre com base na boa-fé e equilíbrio nas relações entre consumidores e fornecedores, sendo direito básico do consumidor a proteção contra práticas abusivas, como a obtenção de vantagem manifestamente excessiva e a aplicação de reajuste alheio aos indexadores oficiais.
Na recomendação, os dois órgãos pontuam ainda que ?a cobrança de valores abusivos em relação a alguns produtos por parte do comércio varejista, conforme relatos realizados por consumidores e pela imprensa, pode caracterizar, também, crime contra as relações de consumo, passível sanção administrativa e pena. (Com MP-PR)
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As aulas estão suspensas em 99 municípios de todo o Estado. Dos 32 Núcleos Regionais de Educação do Paraná, nove suspenderam as aulas em todos os municípios de suas jurisdições. Nas demais regiões do Paraná as paralisações são pontuais.
A falta de transporte escolar e a dificuldade de locomoção dos professores têm agravado a situação das escolas da rede estadual de ensino. A greve afeta também o abastecimento das escolas e muitos colégios já estão sem gás de cozinha e com poucos suprimentos para a merenda escolar.
Nas cidades onde as aulas estão mantidas, é preciso atenção dos pais porque algumas escolas anunciaram que vão paralisar as atividades. É o caso de Diamante Norte e de Santa Cruz de Monte Castelo, onde não haverá aula nos colégios do campo, e em Guaraqueçaba e Pontal do Paraná, no Litoral, onde algumas escolas não vão funcionar.
A Secretaria de Estado da Educação (Seed) orienta os pais e responsáveis que entrem em contato com as escolas onde os filhos estudam para verificar se há aula ou transporte normal, parcial ou não.
Curitiba
Das 167 escolas da rede estadual em Curitiba, cinco não terão aula nessa terça-feira (29). São os colégios estaduais Santa Cândida, da Guarda Mirim, Aníbal Khury Neto, Júlio Mesquita e Elias Abraão.
Reposição
As suspensões não prejudicarão o calendário escolar e todos os estudantes terão as aulas repostas. O Núcleo de Guarapuava, por exemplo, já anunciou que a reposição ocorrerá entre os dias 16 e 18 de julho, diminuindo em três dias o período de férias de inverno.
Com o feriado de Corpus Christi, já constava no calendário escolar que não haveria aula em toda a rede estadual na sexta dia 1º. A expectativa é que a situação do transporte nas estradas se normalize para que na próxima semana, a partir do dia 4 de junho, as aulas em todo estado estejam normalizadas.
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A lista completa com a situação das aulas em todo o Paraná nesta terça-feira (29) pode ser conferida aqui
O Centro de Pesquisas Econômicas e Aplicadas (Cepecon) da UNILA divulgou o levantamento da variação dos preços da cesta básica, em Foz do Iguaçu, durante o período de paralisação dos caminhoneiros. Conforme o boletim, a maior variação foi observada no repolho, com aumento de 175%. A batata aumentou 169% em cinco dias de greve.
Já os preços do tomate e da cebola tiveram um aumento de cerca de 68% e 56%, respectivamente.
A coleta de preços foi realizada no dia 21 de maio, primeiro dia da greve, e na sexta dia 25, em seis supermercados de Foz do Iguaçu. “Todos os produtos da cesta básica apresentaram variações na semana da greve, como ocorre normalmente em uma semana qualquer. No entanto, alguns produtos variaram positivamente muito acima do normal, principalmente os perecíveis como hortifrúti e carnes”, destacou o coordenador do Cepecon, Henrique Kawamura. Para ler o Boletim na íntegra, acesse http://cepecon.com/.
Entre as frutas, a banana-caturra aumentou 88,8%, assim como a laranja (87%) e o mamão (34,1%). O preço do ovo variou positivamente em pouco mais de 45%. Nas carnes, a costela bovina aumentou 8,2% e o acém, 7,2%. A pesquisa não conseguiu registrar variação de alguns itens – como cenoura, frango resfriado, músculo e ponta de peito –, que estavam em falta em alguns supermercados na sexta-feira.
O boletim ressalta que a maioria dos produtos ofertados para os consumidores no período da greve era oriunda do estoque dos próprios supermercados, que já se encontravam no fim. “A economia brasileira é essencialmente dependente do modal rodoviário. Os efeitos da paralisação foram sentidos instantaneamente. No caso das carnes, o impacto só não foi maior por causa do abastecimento de frigoríficos da cidade”, disse. Kawamura explicou que produtores locais também estavam abastecendo os mercados com produtos de hortifrúti, porém a oferta não foi suficiente para atender a todos os locais de compra. Na quarta-feira (23), a Ceasa de Foz do Iguaçu, por exemplo, já estava com 90% de desabastecimento de frutas e legumes.
Cesta básica aumentou 2,9% em maio
A paralisação dos caminhoneiros impactou diretamente no Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Foz) do mês de maio, que apresentou um aumento de 2,9% em relação ao mês anterior. Este é o maior índice desde que o IPC-Foz começou a ser calculado pelo Cepecon, em setembro de 2017.
A maior variação foi observada no preço da cebola, que aumentou 73,4%. Desde o final de abril, o preço da cebola estava subindo devido ao fim da safra. Além disso, conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia da USP, na semana da greve, os produtores desaceleram a colheita, podendo, assim, impactar os preços mesmo após o fim da paralisação. A batata aumentou cerca de 28% no período e o tomate, 18,2%, devido à queda da temperatura que influenciou a maturação do fruto.
Entre as hortaliças, a maior variação foi da alface (9,9%); e entre as frutas, a melancia aumentou cerca de 87%, seguida do mamão (3,38%). Em contrapartida, a banana-caturra reduziu cerca de 29% com o início da colheita na região do Vale do Ribeira (SP) e em Santa Catarina.
No item das carnes, a costela bovina apresentou elevação nos preços de 16%, seguida da paleta bovina (10,8%) e da carne de porco (5,31%). No entanto, outros tipos de carnes apresentaram queda nos preços. O contrafilé diminuiu cerca de 3,2%, assim como o patinho (-6,1%). O aumento na carne suína provavelmente impactou nos preços de seus derivados industrializados. A linguiça, por exemplo, aumentou 9,8% e a mortadela, 20,8%. Entre os leites e derivados, apenas o iogurte apresentou aumento, com cerca de 11%. O leite UHT reduziu 6,6%. O leite em pó (-4,5%), o queijo (-4,7%) e o leite condensado (-6,8%) também apresentaram queda. (Com Massa News)
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Os caminhoneiros e o Governo do Estado chegaram a um acordo, nesta segunda dia 28, para liberar os combustíveis para todos os postos do Paraná. O anúncio foi feito pela governadora Cida Borghetti e vale para todos os derivados do petróleo: gasolina, etanol, óleo diesel e gás de cozinha.
“O diálogo no estado do Paraná está prevalecendo e chegamos a esse acordo para a liberação imediata dos combustíveis para todos os postos. Isso faz com que a população se sinta atendida e segura”, disse a governadora.
Outro acordo firmado na reunião foi em relação ao eixo suspenso dos caminhões nos pedágios. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná (Agepar) já notificaram as concessionárias para a isenção da cobrança.
A greve dos caminhoneiros chegou ao oitavo dia nesta segunda dia 28. Pela manhã, o Sindicato dos Revendedores de Combustíveis e Lojas de Conveniências do Estado do Paraná (Sindicombustíveis-PR) já havia informado que entrou com liminares para garantir o desbloqueio de todas as bases de distribuição de combustíveis no Paraná. A primeira liminar saiu ontem à noite em Curitiba.
A partir da liberação completa da refinaria de Araucária e das bases das distribuidoras, a normalização do atendimento deve ocorrer entre sete dias e duas semanas. Nas próximas horas deve ser crescente o número de postos que voltem a ter combustível.
Fim de greve?
Questionado sobre o que falta para o encerramento do movimento, o presidente do Sindicato dos Caminhoneiros de São José dos Pinhais e secretário geral da Federação Nacional dos Transportadores (Fenacam), Plínio Dias, disse que a proposta do presidente Michel Temer não foi suficiente. “A tabela de frete por km rodado pode ser vantajosa para viagens longas, mas não é para os motoristas em portos. Pegamos, então, a opinião dos trabalhadores e, se a gente aceitar a proposta, não estaremos alcançando nosso objetivo”, afirmou.
Dias também confirmou que a categoria agora pede a redução de todos os combustíveis. “Pedimos redução de 30% dos combustíveis em geral. Se táxis, ubers e motociclistas nos apoiaram, é hora da gente apoiar as demais categorias também. Não é que mudamos a pauta, queremos R$ 0,30 de redução na bomba”, concluiu.
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Aguardada de longa data aqui no estado, a nova ferrovia entre o porto de Paranaguá e o município de Dourados, em Mato Grosso do Sul, foi tema de reunião envolvendo representantes do G7 e os consórcios que vão elaborar os estudos para que o projeto, enfim, saia do papel.
Há pelo menos quarenta anos fala-se na construção de uma estrada de ferro para ligar o extremo oeste paranaense ao litoral e segundo o integrante do Conselho de Infraestrutura da Fiep, João Arthur Mohr, ela nunca esteve tão perto de se concretizar.
De acordo com a Fiep, o trecho a ser atendido é justamente o principal gargalo da malha ferroviária do estado e, quando estiver concluído, vai proporcionar ganho logístico, com redução dos custos e aumento da capacidade transportadora.
O integrante do Conselho de Infraestrutura da Federação destaca que essas perspectivas estão diretamente ligadas a uma redução da atual dependência do setor com relação ao transporte rodoviário – dependência que fica clara com o nó provocado pelas manifestações de caminhoneiros nas estradas. Segundo João Arthur Mohr, hoje 80% da produção paranaense destinada ao Porto de Paranaguá é transportada por caminhões, contra 20% de escoamento ferroviário. Com a implantação da estrada de ferro Paranaguá-Dourados, a meta é por igualar os lados da balança, já levando em conta as projeções para 2030.
O resultado esperado é de barateamento do transporte, que para longas distâncias é entre 20 e 30% mais barato do que o rodoviário; de redução nos impactos ambientais, com quatro vezes menos emissão de carbono; além da diminuição de riscos sociais, com estradas menos movimentadas e perigosas. Apesar disso, João Arthur Morh ressalva que os caminhões permanecerão com papel importante no escoamento da produção.
Os principais produtos exportados via Porto de Paranaguá devem ganhar com a ampliação da rede ferroviária, caso dos granéis sólidos como soja, milho, açúcar e farelo, além das aves e suínos e da madeira e celulose.
Na reunião envolvendo o setor produtivo, as empresas interessadas em fazer o projeto da ferrovia receberam informações sobre a demanda projetada por parte do G7.
Com mais esses dados disponíveis, os quatro grupos de engenharia que responderam ao chamamento feito pelo governo têm até o final do ano para concluir os estudos de viabilidade. Em 2019, a expectativa é pela preparação para a licitação, depois dois anos para a realização de projetos mais aprofundados e concessão de licenças e quatro anos de obras.
Por Assessoria
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