Começam nesta sexta dia 18, as inscrições para o processo de credenciamento para escolha dos 32 novos chefes dos NREs (Núcleos Regionais de Educação) do Paraná. As inscrições para participar vão até o dia 3 de fevereiro.
De acordo com o secretário de Estado da Educação, Renato Feder, o credenciamento técnico possibilitará a identificação dos melhores profissionais para as chefias de núcleo. O processo valorizará um conjunto de competências profissionais, que vão desde a experiência em gestão até os resultados obtidos pelos professores enquanto ocuparam cargos de liderança.
Podem participar todos os servidores ativos efetivos da rede de educação do Estado que já tenham exercido qualquer um dos cargos de diretor de escola, diretor auxiliar, chefe de núcleo regional ou assistente de núcleo.
Etapas
O processo de credenciamento acontecerá em cinco etapas: análise de currículo, estudo de caso, teste online de raciocínio lógico e gestão, entrevista e apresentação de Plano de Gestão para uma banca multidisciplinar. A última etapa acontecerá em Curitiba. O transporte dos finalistas classificados será providenciado pela Secretaria. (Com AEN)
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A cada três horas e dez minutos, alguma pessoa sofre uma morte violenta no Paraná. É o que revelam os dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, os quais apontam que em 2017, último ano com dados disponíveis, foram registrados 2.752 homicídios no estado.
Num primeiro momento, o número assusta. Mas o resultado é um dos melhores para o Paraná nas últimas décadas. É que desde 2003, quando foram registradas 2.555 mortes violentas, o estado não tinha um número tão baixo de homicídios. Na comparação com 2016, por exemplo, houve redução de 10,65% no número de ocorrências – que passaram de 3.080 para o valor citado acima.
Entre os estados da região Sul, apenas o Paraná verificou queda na estatística. Em Santa Catarina, por exemplo, houve alta de 7,42% nos registros (que passaram de 984 para 1.057). Já no Rio Grande do Sul, o crescimento foi de 1,46% (com o número de mortes passando de 3.225 para 3.272).
Se considerados todos os estados e o Distrito Federal, temos que 17 das 27 unidades da federação registraram queda nas mortes violentas. Rondônia teve a redução mais expressiva, de 23,04%, com 541 mortes em 2017. Por outro lado, o Ceará e o Acre tiveram os aumentos mais importantes, de 48,82% e 42,15%, com 5.420 e 516 homicídios em 2017, respectivamente.
Mas nem mesmo o fato de a maior parte dos estados ter conseguido reduzir as estatísticas foi capaz de conter a crescente do problema no Brasil como um todo. No último ano foram 63.743 mortes violentas, recorde da série histórica do SIM, iniciada em 1979. Na comparação com 2016, quando o país registrou 62.517 assassinatos, houve crescimento de 1,96%.
Questão carcerária também preocupa, aponta ONG
Os dados compilados pelo Bem Paraná junto ao Sistema de Informações sobre Mortalidades (SIM) são os mesmos que embasaram a 29ª edição do Relatório Mundial de Direitos Humanos, divulgado ontem pela organização não governamental Human Rights Watch (HRW), que analisa a situação de mais de 90 países.
Além dos casos de mortes violentas, o estudo da HRW também analisou a situação carcerária do país, que no final do ano passado tinha 842 mil presos, segundo estimativa do governo federal. “A superlotação e a falta de pessoal tornam impossível que as autoridades prisionais mantenham o controle de muitas prisões, deixando os presos vulneráveis à violência e ao recrutamento por facções”, analisa o documento.
A situação carcerária no País é um dos principais desafios do novo governo, que ainda deve divulgar as primerias ações neste sentido.
Por outro lado, a instituição destacou em seu relatório a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou que mulheres grávidas, mães de crianças de até 12 anos ou de crianças e adultos com deficiência, presas preventivamente por crimes não violentos, deveriam aguardar julgamento sob prisão domiciliar, exceto em “situações excepcionalíssimas”.
59.237 pessoas sofreram mortes violentas no Paraná nos últimos 21 anos (1996-2017). Isso dá uma média superior a 7 registros por dia, sendo que chama a atenção o fato de o número de homicídios crescer num ritmo mais acelerado que o crescimento populacional. Em 1996, por exemplo, o IBGE estimava a população paranaense em 9 milhões de pessoas. Em 2017 já eram 11,3 milhões (crescimento de 25,9%). Já o número de mortes violentas saltou de 1.379 para 2.752 no período (alta de 99,6%).
Polícia paranaense mata um a cada 27 horas
Se as estatísticas de homicídios estão em queda no Paraná, isso não é graças às polícias. De acordo com informações divulgadas ontem pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), unidade do Ministério Público do Paraná que tem entre suas funções o controle externo da atividade policial, o número de mortes decorrentes de intervenção policial tiveram crescimento de 18,9% no estado em 2018.
Ao longo de todo o ano passado, foram 327 civis mortos pelas forças policiais (Polícia Civil e Militar) nas mais diversas situações. Isso dá uma média de uma pessoa morta por policiais a cada 27 horas e aponta ainda para 52 mortes a mais do que em 2017, quando foram registradas 275 mortes decorrentes de intervenção policial.
No ano todo, foram 312 mortes em confrontos com policiais militares, 12 em confrontos com policiais civis e três com guardas municipais. Entre os municípios paranaenses, Curitiba aparece como a cidade com o maior número de mortes: 76.
De acordo com Leonir Batisti, que é procurador de Justiça e coordenador estadual do Gaeco, todos os casos de intervenção policial que resultam em morte são acompanhados pelo MPPR. Ele ainda aponta que na maioria dos casos as mortes resultam de confrontos. “Houve um aumento bastante significativo no número de mortes, um crescimento de praticamente 19%”, comenta Batisti.
RMC
Na Região Metropolitana de Curitiba (que inclui a Capital e os municípios vizinhos), o número de mortes em confronto com as forças policiais teve crescimento de 121% em 2018 na comparação com 2017. No ano passado foram 157 mortes decorrentes de intervenção policial na RMC, enquanto no ano anterior haviam sido 71 casos.
Letalidade
No mesmo dia em que o Gaeco divulgou os dados sobre mortes provocadas por policiais, a ONG Human Rights Watch (HRW) publicou a 29ª edição do Relatório Mundial de Direitos Humanos. No capítulo sobre o Brasil, a organização chama atenção para o aumento da letalidade policial, citando expressamente o caso da intervenção federal no Rio de janeiro. De março a outubro de 2018 a letalidade violenta aumentou 2% no estado, enquanto as mortes cometidas pela polícia cresceram 44%. (Com Bem Paraná)
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Um ciclone atingiu o litoral do Paraná no fim da tarde desta quarta-feira (16). A confirmação foi feita pelo o Simepar, que informou que o temporal durou 40 minutos e as rajadas de vento ultrapassaram 80km/hora. De acordo com a Defesa Civil, as cidades mais afetadas foram Guaratuba e Matinhos.
Na baía de Guaratuba o ferry-boat que fazia a travessia de Guaratuba para Caiobá no momento da tempestade encalhou em um banco de areia. A Capitania dos Portos do Paraná foi acionada para prestar atendimento à situação. Os militares realizaram o resgate da balsa, que estava com passageiros. Não houve feridos na situação.
Dois barcos afundaram. Aproximadamente 40 casas foram danificadas, entre elas cinco foram totalmente destelhadas. Praticamente toda a cidade de Guaratuba ficou sem energia elétrica. Uma pessoa ficou ferida durante o temporal. A vítima é um homem que caiu do telhado ao tentar cobrir uma residência com lona. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital Regional de Guaratuba.
A prefeitura da cidade disponibilizou a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil para atendimento aos moradores que tiveram prejuízos durante o temporal. O telefone para contato é o 193.
Em Matinhos, três escolas e um centro municipal foram danificados, de acordo com a Defesa Civil do Paraná.
Guaratuba
Parte da estrutura da Guarafest, que começou no dia 10 de janeiro, também foi afetada pelos ventos fortes. Parte da tenda foi ao chão. Uma balsa que fazia a travessia da baía de Guaratuba também ficou desgovernada e acabou encalhando num banco de areia.
Duas árvores caíram na Av. 29 de Abril (em cima de dois veículos) e na Av. Nicolau Abagge e foram retiradas pela Prefeitura com auxílio da Copel.
Com o trabalho de macrodrenagem dos canais realizado desde dezembro de 2018 pela Prefeitura de Guaratuba, não houve pontos de alagamentos, informou a Secretaria Municipal da Infraestrutura e Obras que realizou vistoria nos bairros durante a noite e pela manhã desta quarta dia 16.
A Prefeitura informa que está contratando mais quatro máquinas para a realização de macrodrenagem dos canais do município. O serviço de macrodrenagem colabora para evitar a ocorrência de alagamentos por causa das fortes chuvas de verão. (Com Bem Paraná)
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O atual presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Ademar Traiano (PSDB) mandou exonerar 1.503 profissionais lotados nos gabinetes dos 54 deputados. O desligamento será a partir de 1º de fevereiro deste ano, quando começa a nova legislatura.
Essa é uma iniciativa que se repete a cada novo mandato no Legislativo Estadual.
De acordo com o site Bem Paraná, para custear as despesas de gabinete, cada deputado tem direito a verba mensal de R$ 96,5 mil, que poderá ser investida na contratação de até 23 funcionários comissionados, cujos vencimentos podem ser de até R$ 5.211,00 por mês, conforme a decisão de cada deputado. (Com Bem Paraná)
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Uma notícia que alegrou concessionárias e proprietários de veículos. O Governo do Estado anunciou, na tarde desta quarta dia 16, redução dos valores cobrados para vistorias e registros de financiamento.
Segundo o governador do Paraná, Ratinho Junior, as medidas, que tem impacto direto no bolso do cidadão, revogam duas portarias aprovadas em 2018. A primeira, que elevaria o valor do credenciamento de empresas e sistema para vistoria veicular em mais de 100%.
Já a outra determinação do governo, referente ao Registro Eletrônico de Contratos de Financiamento de Veículos, prevê diminuir o valor do serviço, que hoje é de R$350, para R$150. Para se adequar à determinação, o DETRAN-PR vai realizar um novo processo de credenciamento de empresas. A expectativa é que até o fim do mês o novo valor entre em vigor. (Com Catve)
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O Detran-PR (Departamento de Trânsito do Paraná) publicou, na quarta dia 16, uma portaria que cria um sistema logístico mais eficiente para atender a demanda de emplacamento das placas do Mercosul em veículos registrados no estado.
A nova determinação autoriza o estampador a vincular a placa nos veículos em pátios de empresas, concessionárias e revendedores ou fabricantes e montadoras de veículos, após o devido registro e licenciamento.
O governador Ratinho Junior, que esteve na sede do órgão para anunciar redução nos valores de algumas taxas do Detran, afirmou que a medida diminui a burocracia do emplacamento. "Ela vai dar oportunidade para que o despachante vá até o local onde a pessoa compra o seu carro. Até então, o cidadão tinha que se deslocar para fazer esse emplacamento", explicou. "Agora haverá uma flexibilização deste processo", disse.
O novo sistema de placa de identificação no padrão Mercosul é uma determinação do Governo Federal e já foi adotado no Paraná. As fabricantes e estampadoras de placas precisam se credenciar junto ao Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) e fazerem um recadastramento no Detran-PR para serem autorizadas a fabricar e estampar as placas. Até então, as fabricantes só precisavam ser cadastradas no Detran-PR.
FACILITADOR
Por ser um sistema novo e com mais especificações, o número de empresas que realizam esse serviço ainda é reduzido. Dessa forma, alguns municípios do Estado ainda não possuem empresas estampadoras credenciadas, o que será facilitado pelo deslocamento dos funcionários.
"É uma medida que vai facilitar a vida do usuário. O estampador estará autorizado a sair da sua empresa e ir até a concessionária ou agência onde o motorista comprou o seu carro", afirmou o diretor-geral do Detran, coronel Cesar Kogut. "O modelo ainda está lento, até por falta de estampador credenciado no Paraná, o que está causando alguns transtornos. Estamos tentando solucionar isso para minimizar os efeitos junto ao usuário do sistema", destacou.
No modelo anterior, as placas possuíam um lacre, que foi substituído pelo QR Code, além de outros itens de segurança. Com a extinção do lacre, somente as empresas estampadoras de placas têm autorização para realizar a vinculação da placa nos veículos. (Com AEN)
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