Paraná

Policial Militar do 16ºBPM é afastado após operação do Gaeco e da Polícia Civil

Policial Militar do 16ºBPM é afastado após operação do Gaeco e da Polícia Civil

A operação desencadeada na manhã desta quinta dia 19, em Guarapuava, que investiga um esquema de ocultação de carros roubados no município, resultou, também, no afastamento de um policial militar que integra o 16º Batalhão de Polícia Militar (BPM).

 

O comando do batalhão não informou, ainda, a qual destacamento o policial pertence. Pela manhã, quando o caso veio à tona, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) só havia informado que um policial havia sido afastado por suspeita de participação no esquema, porém, não havia confirmado a qual batalhão do Paraná o policial pertencia. A operação envolve, também, os municípios de Londrina e Curitiba.

 

O procurador de justiça e coordenador estadual do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Leonir Batisti, relatou que o policial militar afastado de suas funções é do batalhão, que está sediado em Guarapuava. Ele é suspeito de usar o banco de dados do Estado no esquema, repassando informações confidenciais aos criminosos. De acordo com Batisti, ele ainda não foi preso por falta de provas. O nome do policial, assim como dos demais envolvidos, segue em sigilo pela investigação do Gaeco e da Polícia Civil.

 

A OPERAÇÃO

 

Pela manhã, agentes do núcleo operacional de Guarapuava cumpriram 14 mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão entre os três municípios. De acordo com o MP-PR, os mandados de prisão preventiva são dirigidos a oito homens e seis mulheres, dentre os quais sete têm envolvimento com crimes já apurados em inquérito ou ação penal. Foram 14 buscas em Guarapuava e duas em Londrina, realizadas em dez residências e seis locais comerciais.

 

Investigações paralelas em Curitiba e Guarapuava apuraram que a organização criminosa comprava veículos roubados, principalmente em Curitiba e Região Metropolitana, e ocultava-os em Guarapuava, adulterando os sinais e obtendo documentos falsos de automóveis com as mesmas especificações. Em seguida, os carros eram anunciados em sites de venda na internet. Em Guarapuava, 11 carros foram apreendidos até o momento, alguns deles considerados de luxo.

 

Entre os crimes da organização criminosa, estão receptação, adulteração de sinais de veículos, falsificação de documentos e estelionato. Ainda não foram identificados os autores dos roubos, mas a investigação desconfia que eles eram encomendados pelos receptadores.