Chefes de esquema que usava Foz do Iguaçu para fabricar falsos anabolizantes e emagrecedores são presos no Paraguai

Roberto Carlos Pereira de Carvalho, conhecido como Jiraiya, e Jeferson Oliveira dos Santos, apontados pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) como integrantes da cúpula de um esquema de fabricação e distribuição clandestina de anabolizantes e falsos emagrecedores, foram presos no Paraguai nesta quarta-feira (12).
Segundo a investigação, o grupo usava Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, como rota para trazer de forma clandestina insumos do país vizinho e distribuir os produtos para outros estados.
Em Foz do Iguaçu, cinco pessoas foram presas por determinação judicial durante a operação. Outras duas foram presas em flagrante por posse de armas e munições. A identidade deles não foi divulgada.
Segundo a investigação, a cidade também abrigava um núcleo responsável pela lavagem do dinheiro obtido com a venda dos produtos. O grupo atuava com doleiros no Paraguai e na fronteira para ocultar a origem dos valores e reinseri-los no esquema.
Os insumos trazidos do Paraguai eram levados para outros pontos do país, onde os suspeitos fabricavam os anabolizantes e medicamentos de forma clandestina. Depois, os produtos eram distribuídos para diferentes estados.
De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), os anabolizantes eram produzidos de forma caseira e precária, com substâncias hormonais, diuréticas e estimulantes.
💡 Os esteroides anabolizantes são drogas, administradas principalmente por via oral ou injetável, que se assemelham à testosterona ou outros andrógenos (hormônios masculinos produzidos nos testículos). Conforme a legislação brasileira, esses produtos estão sob controle especial e só podem ser vendidos em farmácias e drogarias mediante receita médica.
Os agentes cumpriram 43 mandados de prisão e 64 de busca e apreensão, além do bloqueio de R$ 32 milhões dos investigados – 25 veículos de luxo foram apreendidos. Até a última atualização desta reportagem, cerca de 30 pessoas foram presas em vários estados.
Além disso, 13 estabelecimentos foram fechados e 22 perfis em redes sociais foram derrubados.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/Z/n/fOjZTIT4iRWDftuze8Xw/g1-1-.jpg)
Suspeitos de fabricar e distribuir anabolizantes são alvos da polícia do DF — Foto: PCDF/Reprodução
Como funcionava o esquema
Segundo a investigação, o grupo tinha uma estrutura dividida em núcleos no Distrito Federal, Goiás, Paraíba e Paraná. Os suspeitos são investigados por fabricar, falsificar, armazenar e vender anabolizantes, medicamentos, substâncias controladas e termogênicos adulterados.
Em Foz do Iguaçu, segundo a PCPR, uma fornecedora e o marido coordenavam o abastecimento dos produtos para outros estados.
A investigação também aponta que médicos veterinários ligados ao grupo emitiriam receitas falsas para permitir a compra de medicamentos de uso controlado em estabelecimentos agropecuários.
Para tentar dar aparência de legitimidade aos produtos, os suspeitos usavam rótulos em línguas estrangeiras e bandeiras de outros países, segundo a Polícia Civil. Nutricionistas e treinadores também são investigados por supostamente recomendar as substâncias.
Por - G1


















