O presidente do Sebrae, Carlos Melles, disse nesta sexta-feira (25) que a redução de medidas restritivas não é suficiente para a retomada do faturamento de pequenos negócios, já que a queda de receitas se mantém estável desde fevereiro. Observou, no entanto, que até 9,5 milhões de pequenos negócios podem ter retomado o nível equivalente ao registrado antes da pandemia da covid-19 até 1 de setembro de 2019, o que representa cerca de 54% do universo de microempreendedores individuais e micro e pequenas empresas brasileiras.
"Vacina é sinal de retomada, sinal de desenvolvimento", disse, ao destacar os resultados da 11ª edição da pesquisa “O Impacto da pandemia do coronavírus nos Pequenos Negócios”, realizada pelo Sebrae com a Fundação Getulio Vargas (FGV), a partir de dados da Fiocruz e do Ministério da Saúde.
A pesquisa apontou que as empresas que retomaram o faturamento são de setores relativamente menos impactados pela pandemia, caso do comércio de alimentos, logística, negócios pet, oficinas e peças, construção, indústria de base tecnológica, educação, saúde e bem-estar e serviços empresariais.
Pesquisa
Segundo o presidente do Sebrae, apesar do novo movimento de reabertura da economia e da diminuição das restrições promovidas pelos governos estaduais e municipais, em função da crise causada pela covid-19, o percentual de empresas que continua registrando perdas no faturamento, de 79%, continua inalterado desde fevereiro. O índice é o pior desde julho de 2020, quando 81% dos pequenos negócios revelavam perda de receitas.
O levantamento também revelou que, na média, as pequenas empresas estão faturando 43% menos do que o registrado antes da pandemia, o pior resultado desde julho do ano passado (45%).
Carlos Melles revelou ainda que, em maio, pelo segundo mês consecutivo as micro e pequenas empresas demonstraram um sinal de recuperação, após uma forte queda de confiança em março. Assim, o Índice de Confiança de Micro e Pequenas Empresas (IC-MPE) subiu 5,4 pontos em maio, atingindo o patamar de 935 pontos, o maior desde dezembro de 2020. Já o Índice de Confiança subiu 11 pontos no acumulado de abril e maio. No mesmo período, as MPE do Comércio melhoraram 22 pontos.
De acordo com o estudo, o número de empresas que atuam em locais com restrição caiu de 54%, em fevereiro (2020), para 32%, em maio, e a quantidade de pequenos negócios operando (com ou sem mudança) se manteve estável em 80%, nesse mesmo período.
“A pesquisa nos permite perceber que apenas a autorização para reabertura das empresas não é fator suficiente para influenciar de forma positiva o faturamento desses negócios. Por isso é fundamental que a vacinação seja acelerada e que sejam criadas novas políticas que amparem os empreendedores, ampliem o acesso ao crédito e reduzam o custo desses empréstimos de forma rápida”, disse o presidente do Sebrae, Carlos Melles.
A queda no movimento de recuperação também tem deixado os donos de pequenos negócios cada vez mais aflitos e apreensivos, mostra a pesquisa. Eles acreditam que o retorno à normalidade ocorrerá apenas em outubro de 2021, ou seja, daqui a 18 meses. Esse índice tem crescido desde novembro do ano passado, quando o tempo de retorno estimado estava em 14 meses.
“Todo esse cenário tem feito com que 56% dos entrevistados estejam aflitos e preocupados com o futuro das suas empresas, já que para 75% deles a empresa é a principal fonte de renda da família”, observa o presidente do Sebrae.
Metodologia
A pesquisa quantitativa entrevistou 7.820 microempreendedores individuais (MEI) e donos de pequenos negócios entre os dias 25 de maio e 1º de junho, em todos os estados e no Distrito Federal, por meio de formulário online. O erro amostral é de 1% para mais ou para menos para os resultados nacionais. O intervalo de confiança é de 95%.
Prêmio
Carlos Melles anunciou que o Prêmio Sebrae de Jornalismo está de volta com inscrições abertas a partir do dia 1º de julho. O objetivo principal da iniciativa é reconhecer o trabalho de profissionais da imprensa na cobertura da atuação dos temas relacionados ao universo dos micro e pequenos negócios do país, por meio das diversas mídias existentes atualmente.
A premiação será dividida em etapas estaduais, regionais e nacional, com previsão do resultado final ser divulgado em janeiro de 2022. O prêmio para o grande finalista é um notebook e um smartphone de última geração, com configurações de alto desempenho e capacidade de edição de vídeos e fotos.
O presidente Carlos Melles lembrou que, em 2022, o Sebrae vai comemorar 50 anos de sua constituição. (Com Agência Brsail)
Três milhões de doses de vacinas da Janssen contra a covid-19, doadas pelo governo norte-americano, desembarcaram no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), na manhã desta sexta-feira (25). O lote é avaliado em R$ 145 milhões.
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, acompanhou a chegada dos imunizantes, ao lado do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Todd Chapman. Queiroga agradeceu a colaboração do governo americano.
"Nesse momento recebemos essa doação, mas, no futuro, Brasil e Estados Unidos farão, juntos, muito mais pelos países da América Latina e pelos países mais pobres que também enfrentam essa doença", afirmou o ministro.
O embaixador Todd Chapman disse que "esses 3 milhões de doses representam a maior doação que nós já fizemos para qualquer nação".
O imunizante, de dose única, está aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso emergencial e é produzido pela farmacêutica Johnson & Johnson. (Com Agência Brasil)
O caseiro preso suspeito de ajudar na fuga de Lázaro Barbosa disse em depoimento à polícia que o suspeito de matar uma família em Ceilândia dormia na fazenda onde ele trabalhava há cinco dias. A força-tarefa que tenta prender fugitivo foi proibida de entrar na fazenda pelo dono, segundo o boletim de ocorrências registrado. Os dois seguem presos até as 12h desta sexta dia (25).
Os suspeitos respondem por favorecimento pessoal e posse de arma de fogo. A polícia encontrou espingardas e munições na propriedade.
De acordo com o boletim de ocorrências, equipes receberam uma denúncia de que Lázaro poderia estar em uma fazenda na região. Ao chegarem ao local na quarta-feira (23), o dono da propriedade disse que não queria que os agentes entrassem no local para fazer as buscas.
No dia seguinte, equipes voltaram ao local e conseguiram entrar. Em depoimento, o caseiro disse que o dono da propriedade ajudava Lázaro, dando alimentos e deixando que ele dormisse na casa. Já o fazendeiro não deu nenhuma declaração durante o depoimento.
O advogado Ilvan Silva Barbosa negou que os presos tenham qualquer ligação com Lázaro Barbosa. "O caseiro fala que, provavelmente, pode ter visto uma pessoa parecida com o Lázaro. Já o proprietário disse que nunca o viu e não tem contato nenhum com Lázaro", disse.
Durante o depoimento, o caseiro disse que trabalha no local há 21 dias e que na sexta-feira (18) recebeu ordens de não deixar policiais entrar na fazenda. A partir de então, passou a ouvir o fazendeiro chamar por Lázaro na hora do almoço.
O funcionário disse ainda que na noite do mesmo dia, viu Lázaro na área da churrasqueira, mancando e, logo depois, foi para uma área de mata. Ao questionar o patrão, o homem disse que ele estava imaginando coisas.
Ainda à polícia, o caseiro disse que não trabalho durante o fim de semana mas, na segunda-feira (21), percebeu que Lázaro teria voltado, pois estava faltando leite e pão. Na quarta-feira (23), ele teria sido ameaçado pelo fugitivo caso contasse algo para a polícia.
Já na quinta-feira (24), o caseiro teria visto Lázaro entrar correndo e se esconder em um cômodo da casa. O fugitivo, segundo ele, teria mandado que ele saísse. O funcionário, então, viu equipes da polícia se aproximando e disse ter ordens para não os deixar entra.
“O interrogado afirma que não avisou aos policiais que Lázaro estava escondido no quarto da sede da fazenda por ter sido ameaçado de morte”, diz o registro.
Em outro momento, novas equipes da força-tarefa foram à fazenda e perceberam um vulto entrando em uma mata, momento em que o funcionário disse se tratar de Lázaro.
Prisão
Em coletiva após a prisão dos suspeitos, o secretário de Segurança Pública, Rodney Miranda, disse que os dois chegaram a confessar aos policiais a ajuda ao procurado.
“Prendemos duas pessoas que estavam auxiliando ele nas fugas, principalmente a se esconder da ação policial. Eles estão sendo autuados agora por porte ilegal de arma de fogo e por facilitação da fuga. [...] Uma pessoa, testemunha, o viu [Lázaro] e depois, na entrevista que nós fizemos com os dois que estão sendo autuados, os dois confirmaram que ele estava realmente lá e que ele passou as últimas noites lá”, disse.
A polícia apreendeu armas e munições. Uma delas pode ter sido usada por Lázaro. "Uma das armas inclusive é a arma que foi vista, que ele furtou possivelmente em uma das residências, uma garrucha calibre 22, com 50 munições. Ele foi visto em algumas propriedades com essa garrucha na mão, com essa arma, uma espingardinha", disse o secretário.
Os dois suspeitos de ajudar Lázaro Barbosa foram encontrados durante um cerco da polícia, que já dura quase 18 horas. Estradas foram bloqueadas por volta de 15h de quinta-feira. Uma fila de carros foi formada. Chacareiros contam que precisam passar para alimentar os animais e ter informações de parentes, mas alguns não conseguiram ter seguir o caminho.
Cronologia da fuga
9 de junho: Lázaro invadiu uma chácara no Incra 9, em Ceilândia (DF), onde matou a tiros e a facadas um casal e dois filhos. Roubou a chácara após o assassinato da família. Ele teria rendido o caseiro, o dono da propriedade e a filha dele;
11 de junho: Lázaro fugiu para Cocalzinho de Goiás logo em seguida.
12 de junho: Ele atirou em quatro pessoas, invadiu fazendas e colocou fogo em uma casa ao fugir da polícia. Os feridos foram levados a hospitais da região, sendo que dois estavam em estado grave até sábado (19).
13 de junho: Furtou um carro e o abandonou na BR-070 após avistar uma barreira policial, dando sequência à fuga para uma mata.
14 de junho: Caseiro de Cocalzinho de Goiás disse à polícia que atirou em Lázaro Barbosa após ele falar que ia entrar na casa, mas não sabe se ele foi atingido.
15 de junho: Dois policiais militares de Goiás foram baleados durante buscas do suspeito. Delegado diz que Lázaro fez casal e adolescente reféns em Edilândia.
17 de junho: Houve nova troca de tiros entre o suspeito e a polícia. Secretário de segurança pública acredita que ele esteja ferido;
24 de junho: Dois homens são presos suspeitos de ajudar Lázaro Barbosa na fuga. (Fonte G1).
A família de Lázaro Barbosa de Sousa, suspeito de assassinar quatro pessoas em Ceilândia Norte, entre 9 e 12 de junho, ainda tem esperança que ele se entregue. Abalada, a mãe do fugitivo disse que não tem condições de contratar um advogado para o filho.
Os parentes de Lázaro gostariam de auxiliar em possíveis negociações entre ele e a polícia. Por enquanto, as autoridades não destacaram qualquer conhecido do acusado para atuar nessa tarefa.
Para Eva Maria, a prisão do filho seria a melhor solução neste momento. Desde o assassinato dos membros da família Marques Vidal, ela só conversou com Lázaro em uma oportunidade. "Ele entrou em contato uma vez, por telefone. Eu estava muito nervosa e perguntei para ele: 'Cadê a mulher [Cleonice, que estava desaparecida, à época]?'. Ele disse 'Não sei. Não está comigo'. Depois, não falou mais nada e desligou, quando falei para ele que meu telefone estava rastreado", contou.
A ligação feita à mãe pelo fugitivo ocorreu de um número desconhecido, segundo ela. Mesmo assim, ela tentou retornar as ligações, mas o filho não a atendeu mais.
Esse foi o último contato entre Lázaro e os familiares desde o início das buscas, em 9 de junho. A mãe conta que, por conta da perseguição de pessoas querendo fazer justiça com as próprias mãos, a família tem trocado de telefone e endereço com frequência. "Está muito difícil. Não tenho cabeça para nada. Não consigo viver mais. Para mim, a vida acabou", desabafou.
Eva Maria e o marido, com quem está casada há 13 anos, moravam em Águas Lindas (GO) e trabalhavam como caseiros em uma chácara. Eles se mudaram para o interior da Bahia depois da chacina contra a família Marques Vidal. "Tivemos de sair do nosso emprego e da cidade. Estamos recebendo muitas ameaças. Não estamos nada bem", afirmou Eva Maria. "As forças de segurança não entraram em contato conosco para ajudarmos a convencê-lo (a se entregar)", completou.
Sobrevivendo de doações:
A família de Lázaro sobrevive atualmente à base de doações. Muitos conhecidos se afastaram depois que descobriram a ligação familiar entre Eva Maria e o foragido.
"Estamos em um lugar onde não há emprego. Mas, por medo, não estou procurando agora. Recebemos ajuda de algumas pessoas, só que é difícil, porque, aqui (onde a família está), todo mundo é muito pobre", contou.
Casado, pai de duas crianças, de 2 e 4 anos, Lázaro não possuía residência fixa. Ele passava alguns dias na casa da companheira - com quem teve um dos filhos - e, de vez em quando, morava por um tempo com uma tia, que era para ele como uma segunda mãe. Por vezes, ele simplesmente desaparecia.

(Foto: Reprodução G1).
Eva Maria conta que o marido e o filho se davam bem e que ele está abalado com a situação. "Ele gosta muito do Lázaro, pareciam irmãos. E quer que ele se entregue, pois será melhor para todo mundo", ressaltou Eva Maria. (Com UOL Notícias).
O saldo do crédito concedido pelos bancos deve crescer 11,1% este ano, de acordo com o Relatório de Inflação, publicação trimestral do Banco Central (BC), divulgado hoje (24), em Brasília. A estimativa é maior do que a observada no relatório anterior: 8%.
“O aumento decorre da mencionada surpresa referente à evolução do saldo nos últimos três meses e da reavaliação na trajetória esperada para o crédito, em contexto de maior atividade econômica, reedição do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) e desta vez como linha de crédito permanente,e novas medidas de postergação de pagamentos”, assegura o BC.
Em 2020, o saldo do crédito cresceu 15,6%, com alta de 11,2% para famílias e 21,8% para empresas. Para 2021, essa projeção de 11,1% vem do crescimento de 13,5% no crédito para famílias e de 8% para pessoas jurídicas.
“Em resumo, a revisão na projeção de crescimento do estoque total de crédito para 2021 não trouxe mudanças qualitativas relevantes em relação ao cenário esperado no relatório anterior. Ainda se espera a volta do protagonismo do crédito às famílias no SFN [Sistema Financeiro Nacional] em ambos os segmentos. Porém, a incorporação no cenário de novos estímulos creditícios para as pequenas e médias empresas diminuiu a intensidade da desaceleração esperada no segmento de pessoa jurídica (PJ) direcionado”, afirma o relatório.
Para o crédito livre, a projeção de expansão é 13,5%, com aumentos de 14% e 13% para os saldos de empréstimos a pessoas físicas e jurídicas, respectivamente. A expectativa para o crédito direcionado é de aumento de 7,7% em 2021, com alta de 13% para as pessoas físicas e estabilidade para as empresas.
O crédito livre é aquele em que os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. Já o crédito direcionado tem regras definidas pelo governo, e é destinado, basicamente, aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito.
Análise
De acordo com o Banco Central, os dados do mercado de crédito divulgados desde o último relatório mostraram desempenho acima do esperado em todos os segmentos, com destaque para a trajetória do crédito direcionado, que surpreendeu nas operações com pessoas físicas e jurídicas. No crédito livre, houve destaque para o aumento nas contratações de pessoas jurídicas em março, principalmente nas linhas de desconto de recebíveis e financiamento às exportações.
Nos financiamentos às empresas com recursos livres, a projeção passou de 10% para 13%, considerando o maior crescimento econômico e perspectivas favoráveis para o setor exportador. Em relação ao crédito direcionado para as empresas, a projeção passou a contemplar novo aporte ao Fundo de Garantia de Operações (FGO), responsável por oferecer garantias às operações do Pronampe, assim como medidas pontuais de prorrogação de pagamentos. Com isso, a expectativa do BC é que o saldo de crédito registre estabilidade nesse segmento, em comparação com a projeção de queda de 7% no relatório anterior.
No segmento de pessoas físicas, a projeção subiu de 12% para 14% no saldo dos empréstimos com recursos livres, com maior contribuição das operações de cartão de crédito à vista e financiamento de veículos.
“A despeito do recrudescimento da pandemia, a resiliência desse segmento se mostrou uma surpresa, com efeitos bem menos intensos do que os vistos no ano passado”, explica o relatório. No crédito direcionado, a projeção de crescimento foi revista de 11% para 13%, influenciada pelo volume de concessões crescente nos financiamentos imobiliários no contexto de taxas de juros ainda baixas e pelo aumento nas contratações do crédito rural, em linha com o bom desempenho do setor agrário. (Com Agência Brasil)
O Índice de Confiança do Consumidor, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 4,7 pontos de maio para junho deste ano. Com a alta, o indicador atingiu 80,9 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos, o maior valor desde novembro de 2020 (81,7 pontos).
O Índice de Situação Atual, que mede a confiança no presente, subiu 2,9 pontos e chegou a 71,6 pontos. O componente que mede a percepção dos consumidores em relação à situação econômica geral foi o que mais contribuiu para a alta.
Já o Índice de Expectativas, que mede a percepção dos consumidores sobre o futuro, cresceu 5,9 pontos e atingiu 88,3 pontos, com destaque para a alta do componente que registra o ímpeto de compras para os próximos meses.
“A confiança dos consumidores segue trajetória de recuperação pelo terceiro mês consecutivo. Pela primeira vez desde julho do ano passado, a intenção de compras de bens duráveis avança de forma mais expressiva, o que parece relacionado a um maior otimismo em relação ao mercado de trabalho nos próximos meses, ainda que existam diferenças entre as faixas de renda”, disse a pesquisadora da FGV Viviane Seda Bittencourt. (Com


















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