O número de mulheres no mercado de trabalho formal do Paraná mais que triplicou nos últimos 30 anos. Em 1986, de acordo com dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho, 384.223 mulheres trabalhavam com carteira assinada no Estado. Em 2016, esse número estava em 1.364.106 - 255% maior.
Há 30 anos, o sexo feminino detinha 31,7% das vagas no mercado de trabalho no Estado. Em 2016, essa participação chegou a 45,3%.
Os dados da RAIS foram compilados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes) e mostram que as mulheres do Paraná trabalham, em sua maioria, no setor de serviços, em que respondem por 60% da mão de obra. O segundo setor que mais emprega mulheres é o comércio, com 21,7%, seguido pela indústria (15,6%) e pela agropecuária (1,4%). A construção civil tem apenas 0,7% da força de trabalho formada por mulheres.
Municípios
Apesar da preponderância masculina no mercado de trabalho no Estado, há municípios paranaenses em que a mão de obra feminina é destaque. Entre as 399 cidades do Estado, 79 registram maioria de mulheres no mercado de trabalho.
Em Guaporema, na região Noroeste, eram 249 mulheres para 142 homens no mercado de trabalho em 2016. Em Salgado Filho, no Sudoeste, eram 408 mulheres para 247 homens. Em Matinhos, no Litoral, 6.002 mulheres para 3.759.
“O aumento das mulheres no mercado de trabalho não deriva da questão demográfica, já que elas são a maioria da população. Trata-se de uma mudança estrutural, com um número maior de mulheres se tornando chefes de família e com maior nível de instrução”, diz Julio Suzuki, diretor-presidente do Ipardes.
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Em 2016, 28% das mulheres no mercado de trabalho no Paraná tinham ensino superior, contra uma média de 14% dos homens. Em média, as mulheres brasileiras com 25 anos ou mais têm 8,2 anos de estudo, contra 7,8 anos dos homens.
Salários
O aumento da presença da mulher no mercado de trabalho também reduziu a diferença salarial em relação aos homens no Paraná. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que em 2016 as mulheres ganhavam, em média, 26,5% menos do que os homens. Em 2012, essa diferença era de 32,1%.
Pelo menos três fatores ajudam a explicar essa diferença, de acordo com Suzuki Júnior. “O primeiro é a incidência maior da jornada parcial entre as mulheres, o segundo é que há a preponderância feminina no emprego doméstico, que infelizmente tem baixa remuneração, e em terceiro a existência, ainda, da discriminação, que faz com que em alguns cargos de igual posição e carga horária, os homens ainda ganhem mais”, diz.
Suzuki Júnior lembra também que, por outro lado, os homens têm presença maior em setores como construção civil e indústria, que pagam melhores remunerações. A tendência, de acordo com ele, é que essa diferença diminua cada vez mais nos próximos anos. (Com AEN)
Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos na manhã desta sexta-feira, 9 de março, na sede do Instituto Ambiental do Paraná em Cornélio Procópio, no interior do Paraná, e na residência de uma servidora do órgão.
A ação faz parte de investigação da 2a e 3a Promotorias de Justiça da comarca, que apuram denúncias relacionadas a emissões irregulares de licenças ambientais.
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Há suspeitas de que a funcionária (chefe do escritório do IAP na cidade), que não está habilitada para emitir pareceres técnicos, tenha concedido licenças ambientais para diversos empreendimentos. (Com MP-PR)
Um homem de 43 anos, identificado como Jordeli Aparecido Souza, morreu no início da noite desta quinta dia 08, em um acidente envolvendo uma carreta e um carro no quilômetro 644 da BR-277, em Céu Azul.
Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), os dois veículos bateram de frente. O motorista da carreta não ficou ferido, mas o condutor do VW/Gol acabou morrendo no local.
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O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Cascavel. (Com Catve)
Das 27 unidades da federação, o Paraná foi o Estado que mais aumentou investimentos em segurança no País entre 2010 e 2017. Os recursos direcionados para a área passaram de R$ 1,26 bilhão para R$ 4 bilhões no período, alta de 217,5%.
Em termos reais - já descontada a inflação medida pelo IPCA no período - o Estado mais que dobrou os gastos em segurança, com alta de 104% e também lidera o índice de crescimento neste comparativo. O Paraná ficou à frente do Distrito Federal, que teve crescimento real de 86%, e do Piauí (72,4%).
Os números são de um levantamento inédito do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes), com base nos dados do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público (Siconfi) da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). O sistema utiliza dados dos próprios governos estaduais. Os valores incluem despesas com investimentos e folha de pagamento.
O governador Beto Richa afirma que a área de segurança sempre foi uma prioridade da gestão. Ele destaca a criação do programa Paraná Seguro, que estruturou diversas ações de combate à criminalidade e permitiu investimentos como a contratação de 11 mil novos policiais, a compra de 3 mil viaturas, além da modernização da estrutura de inteligência e de equipamentos.
"O planejamento foi fundamental. A partir dali balizamos as políticas do setor de acordo com as estratégias desenvolvidas pelo sistema estadual de segurança. Isso permitiu não apenas investir mais, mas também gastar melhor, nas áreas prioritárias", ressalta o governador Beto Richa.
Segundo o Ipardes, o Paraná aumentou investimentos em segurança mesmo durante a recessão econômica que atingiu o País. "No Paraná, o que fez a diferença foi o ajuste fiscal, que possibilitou o equilíbrio das contas públicas e a retomada dos investimentos" diz Julio Suzuki Júnior, diretor-presidente do instituto.
COMPARATIVO - São Paulo, por exemplo, aumentou em termos reais em apenas 3,9% os recursos aplicados entre 2010 e 2017. O Rio de Janeiro, onde a escalada de violência levou à intervenção federal na área, ampliou em 41,5% os recursos. Na região Sul, Santa Catarina teve alta de 6,7% e o Rio Grande do Sul ampliou as receitas em 32,8%.
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Em números absolutos, o Paraná fica o quinto lugar em gastos com segurança no País, praticamente empatado com a Bahia (R$ 4,06 bilhões). As maiores economias nacionais também destinam mais recursos para a segurança. Nos três primeiros lugares estão Minas Gerais (R$ 14,06 bilhões), São Paulo (R$ 11,47 bilhões) e Rio de Janeiro (8,56 bilhões).
DESTINO - No Paraná, do total de recursos aplicados em 2017, R$ 3,02 bilhões foram destinados exclusivamente para melhorar o policiamento. O Estado gastou, em média, R$ 353,84 per capita em segurança em 2017, 192% mais do que em 2010 (R$ 120,78).
"Os investimentos feitos pelo governo estadual, aumentando o orçamento da Segurança Pública, contribuíram para a redução da criminalidade. Destacadamente nos crimes contra a vida, nos quais, em 2017, apresentamos os menores números de homicídio dos últimos dez anos", diz o secretário da Segurança Pública e Administração Penitenciária, Julio Reis.
No comparativo com 2010, houve uma queda de 33% no número de homicídios no Estado. O número de ocorrências caiu de 3.276 registros para 2.184. Na capital do Estado, a redução foi de quase 50%. Em 2010 foram registrados 750 casos em Curitiba, contra 379 em 2017.
Houve ainda, segundo o secretário, um aumento na repressão ao tráfico de drogas. "Atingimos índices cada vez maiores nas apreensões de entorpecentes, tanto na fronteira e como pelas rodovias do Estado. Então, com toda a certeza, esses investimentos ajudaram a dar a resposta que a população tanto espera", acrescenta. (Com AEN)
Se ‘por uma vida, todo sacrifício é dever’ é o lema do Corpo de Bombeiros, as equipes do 2º Grupamento de Ponta Grossa deram mais uma amostra de que esse lema não refere-se apenas a seres humanos.
Uma situação ocorrida no fim da tarde desta quarta dia 07, na Vila Cipa exigiu muito esforço nos bombeiros, que foram recompensados com três vidas salvas: três filhotes de cachorro que estavam presos em um buraco.
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O trabalho não foi fácil e levou horas para ser concluído. Tudo aconteceu na rua Florestópolis, em Vila Oficinas. Os animais caíram num buraco no lote de uma residência e não conseguiram sair sozinhos. Os moradores da região também tentaram retirar os animais do local, sem sucesso. Foi necessário, então, pedir pela intervenção dos bombeiros.
Depois de algumas horas, eles conseguiram abrir uma vala perto do local onde estavam os filhotes e resgataram os três animais, que passam bem apesar do susto de ficarem presos num buraco durante muito tempo. (Com A Rede)
Em luta para que o governador Beto Richa (PSDB) pague o que deve aos(às) servidores(as) paranaenses, dirigentes e representantes da APP-Sindicato estiveram na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), nesta segunda dia 05, para protestar durante audiência pública de apresentação do relatório fiscal do 3.º quadrimestre de 2017.
Mesmo registrando um excelente desempenho na arrecadação, o Governo do Estado mantém o calote e nega o reajuste previsto em Lei. O secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, apresentou os números e se esquivou das questões levantadas pelos deputados que apoiam a educação.
O Governo anunciou um superávit orçamentário de R$ 2 bilhões em 2017, somado a uma disponibilidade de caixa existente totalizando R$ 2,729 bilhões. Mesmo assim continua devendo os reajustes de 2017 que somam 1,7 bilhão; a hora-atividade (R$ 500 milhões), e cortou o salário PSS (outros R$ 74 milhões). Além disso não foi feita a complementação do auxílio transporte, alimentação e ao Piso regional aos(às) funcionários(as) de escola.
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Antes da audiência pública, a APP realizou entrega de documento aos(às) deputados(as) denunciando as ilegalidades do governo Beto Richa, comprovando que o Sindicato já vem debatendo desde 2016. “Há sim margem fiscal e financeira para negociar o reajuste salarial e o gasto com pessoal está abaixo do limite prudencial, o que falta mesmo é vontade do governo”, apontou Hermes Leão, presidente da APP.
Como tentativa de maquiar o calote foi realizado no dia 28 de fevereiro evento pomposo para distribuição de recursos insuficientes às escolas, dinheiro levantado às custas de um “ajuste fiscal” punitivo, com retirada de direitos e prejuízos à qualidade de ensino. “Em essência, o interior das escolas está desmontado com a redução do salário dos PSS e da jornada em hora-atividade, dois anos de congelamento de salário e da inflação. O governo faz uma forte propaganda, mas, desconsidera a pauta da educação, além de perseguir e atacar os trabalhadores que fazem o dia a dia das escolas. Temos um número de funcionários insuficientes e professores cada vez mais adoecidos”, enfatizou o professor Hermes. (Com APP)


























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