Paraná

Testemunha que trouxe à tona ‘Caso Daniel’ diz que ouviu gritos de ‘socorro’ de Cristiana Brittes

Testemunha que trouxe à tona ‘Caso Daniel’ diz que ouviu gritos de ‘socorro’ de Cristiana Brittes

“Socorro, Socorro, vai acontecer uma tragédia”. Teriam sido essas as palavras gritadas por Cristiana Brittes, de dentro do seu quarto, enquanto o jogador Daniel Corrêa Freitas, de 24 anos, era agredido. Quem revelou isso durante a audiência na 1ª Vara Criminal de São José dos Pinhais, nesta segunda-feira, foi Lucas Mineiro, principal testemunha do caso. Mineiro foi quem trouxe à tona o que havia acontecido na casa dos Brittes ao procurar à Justiça.

 

O advogado criminalista, Jacob Filho, que representa Lucas Mineiro, afirmou que o jovem excluiu Cristiana e Allana de qualquer participação as agressões ao jogador. “Ele revela ainda que as duas estavam apavoradas, em pânico, muito nervosas. Como não viu a cena no quarto, Lucas relata que o pedido de socorro seria para evitar uma tragédia”, revelou o advogado.

 

Para o advogado Cláudio Dalledone Júnior, que faz a defesa de Cristiana, Allana e Édison Brittes, o primeiro dia de audiência foi esclarecedor sobre a conduta e a participação de Cristiana no crime. “Ficou claro, consignado, registrado e esclarecido que Cristiana a todo momento pediu, implorou para que aquelas agressões parassem. Todas as testemunhas ouvidas hoje disseram isso. Dentro das suas limitações de momento, após tudo que havia ocorrido, ela ainda pediu ajuda, pediu socorro pelo rapaz. Ao contrário do que quer fazer acreditar o Ministério Público, a principal testemunha do caso revela que Cristiana pediu ajuda para Daniel”, disse Dalledone.

 

Primeiro dia de audiência


Com uma hora e meia de atraso, o primeiro dia de três previstos para as audiências começou com o depoimento de Lucas Mineiro. Ele falou por duas horas. Em seguida foi a vez de duas testemunhas sigilosas, jovens que estavam na festa, e que trouxeram detalhes dos fatos.

 

Para esta terça dia 19, estão previstos mais 11 depoimentos de testemunhas e informantes da acusação. Depois disso, pelo menos 66 testemunhas de defesa precisam ser ouvidas e ,por fim, os sete réus no processo.

 

Sete pessoas foram denunciadas pelo assassinato de Daniel, que aconteceu na Colônia Mergulhão, em São José dos Pinhais, no fim de outubro do ano passado. São elas: Edison Luiz Brittes Júnior, Cristiana Rodrigues Brittes, Allana Emilly Brittes, Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, Ygor King, David Willian Vollero Silva e Evellyn Brisola Perusso. (Com Banda B)

 

 

 

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