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Picanha sobe mais de 10% no ano, cortes de carne bovina registram alta

Picanha sobe mais de 10% no ano, cortes de carne bovina registram alta

Todos os cortes de carne bovina ficaram mais caros no primeiro semestre de 2026, segundo a prévia da inflação de junho divulgada pelo IBGE. A picanha acumulou alta de 10,66%, enquanto o peito bovino liderou as variações com 10,90%. O filé-mignon também registrou forte aumento, de 10,22%.

Outros cortes também tiveram altas expressivas: a alcatra avançou 9,48%, o acém 9,33% e a costela 9,20%. As menores variações foram registradas no patinho (6,61%) e no cupim (5,75%).

O aumento dos preços é atribuído principalmente à corrida dos frigoríficos para exportar carne à China antes do fim das cotas, o que reduziu a oferta interna. Em janeiro, a China impôs uma sobretaxa de 55% sobre as exportações brasileiras que ultrapassarem 1,1 milhão de toneladas em 2026. Com isso, os embarques ao país asiático cresceram 24% entre janeiro e maio.

Segundo consultorias do setor, o consumidor brasileiro pode ter algum alívio nos próximos meses com a redução temporária do ritmo de compras da China, mas a tendência é de nova alta de preços até o fim do ano, impulsionada pelo El Niño, pelo aumento da demanda nos EUA e pela retomada da demanda chinesa.

A suspensão das compras de carne bovina brasileira pela União Europeia, que entra em vigor em setembro, deve ter pouco impacto sobre os preços, já que o bloco representa apenas 3,5% das exportações brasileiras do produto.

 

SICREDI 02