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Mãe de Rafael Miguel foi morta ao abraçar ator para tentar protegê-lo

Mãe de Rafael Miguel foi morta ao abraçar ator para tentar protegê-lo

O ator Rafael Miguel, 22 anos, foi morto com um tiro na face, domingo dia 09, no bairro Pedreira (zona sul). A mãe tentou o proteger, abraçando o filho caído no chão, e foi assassinada sobre o corpo dele. Em seguida, o acusado, um comerciante, matou a tiros o pai do jovem e fugiu. A informação foi confirmada por um policial que investiga o caso.

 

Uma policial militar que atendeu a ocorrência afirmou, informalmente, que projéteis de pistola foram achados perto dos corpos.

 

Paulo Cupertino Matias, 48, pai da namorada do ator, é acusado de matar a tiros o jovem e seus pais, Miriam Selma Miguel, 50, e João Alcisio Miguel, 52, no momento em que eles chegaram em frente à casa da família dela. O motivo do crime seria ciúmes da filha.

 

Em depoimento na segunda-feira (10), Isabela Tibcherani Matias, 18, afirmou que o pai mantinha uma arma de fogo em casa há anos. Ela também afirmou que o pai descobriu o namoro, em 2018, após ler mensagens trocadas entre o jovem casal. Isabela disse ainda que o pai proibiu o relacionamento, alegando que o ator não era “uma pessoa de bem” apesar de “nunca ter conhecido ele pessoalmente”.

 

Por conta da proibição, o casal teria rompido o namoro por cerca de oito meses. Eles reataram o relacionamento, segundo a polícia, um dia antes do crime. Isabela e Miguel se encontraram, instantes antes do triplo homicídio, em uma praça, perto da casa da namorada, de acordo com o depoimento.

 

Os pais do ator foram os buscar dois e os levar à residência de Isabel, ainda segundo o relato dela. Ao chegarem na residência, o acusado se aproximou e, quando os pais de Miguel tentaram conversar, ele matou os três e fugiu.

 

Investigações A polícia encontrou, por volta das 16h desta terça-feira (11) na rua Batista Maciel (zona sul da capital paulista), o carro que teria sido usado na fuga pelo comerciante acusado de matar o ator de 22 anos e os pais do jovem.

 

O caso é investigado pelo 98º DP (Jardim Miriam).

 

O Volkswagen Up! vermelho é um veículo clonado, segundo a polícia e foi localizado a cerca de 21 quilômetros de distância do local onde ocorreu o triplo assassinato.

 

Imagens de uma câmera de monitoramento mostram Paulo Cupertino Matias retornando ao local do crime, na madrugada desta terça, em um Chevrolet Corsa bege. Ele, segundo as imagens, deixa o veículo no local e, em seguida, tira uma picape Chevrolet Montana, de cor escura, de uma garagem, e foge em seguida. Não foi confirmado em qual residência estava a caminhonete.

 

Policiais civis e militares realizaram buscas na zona sul da capital paulista, além de em Embu Guaçu (Grande SP).

 

A reportagem apurou que Matias conta com uma extensa ficha criminal. Ele foi indiciado por nove crimes, ocorridos entre 1990 e 1999.

 

Segundo a SAP (Secretaria de Administração Penitenciária), gestão João Doria (PSDB), Matias cumpriu pena, por assalto a um carro forte, na Penitenciária de São Vicente (93 km de SP), no litoral, entre setembro de 1993 e dezembro de 1994.

 

Na segunda-feira, Vanessa Tibcherani de Camargo, 39, mulher do comerciante, afirmou, segundo um policial que acompanhou o depoimento, que o marido era violento com a família e que teria a agredido várias vezes, assim como a filha, Isabela Tibcherani Matias, namorada do ator assassinado. A esposa de Constantino não conversou com jornalistas. (Com FolhaPress)

 

 

 

 

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