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Flávio Bolsonaro reúne apoiadores e aliados em ato de 7 de Setembro

Flávio Bolsonaro reúne apoiadores e aliados em ato de 7 de Setembro

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) reuniu apoiadores e aliados políticos na tarde desta segunda-feira (07) na Avenida Paulista, na região central de São Paulo.

O ato de campanha teve como mote as frases "Fora Lula, Fora Moraes". Durante seu discurso, Flávio ressaltou que o ato de 8 de janeiro foi uma farsa, criticou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e ressaltou propostas para a segurança pública e saúde pública. 

Flávio começou seu discurso relembrando que seu pai, Jair, foi esfaqueado em 6 de setembro de 2018 há oito anos. "7 de setembro seguinte eu estava com ele, lutando pela sua vida na Santa Casa de Juiz de Fora enquanto cada um de vocês estava já nas ruas lutando pelo Brasil. Ontem, completaram 8 anos e ele está mais vivo do que nunca."

Para Flávio, Jair Bolsonaro recebeu uma segunda facada, que são os atos golpistas de 8 de janeiro. "Deram uma segunda facada em Bolsonaro. Essa farsa que foi 8 de janeiro. Essa farsa que condenaram um homem correto, um homem honesto, um homem que tem Deus no coração, por crimes que ele não cometeu. Foi a segunda facada", afirmou.

" Por providência divina, a missão que Bolsonaro passou para o filho primogênito, eu estou encarando mesmo que a minha vida esteja em risco e fazendo campanha com colete à prova de bala porque sei do que a esquerda é capaz. Eu faço campanha com colete à prova de bala porque sei que o povo brasileiro é o colete do Brasil, que defende nossa democracia. Vão tentar uma terceira facada, não só em mim, mas nos meus aliados, eu estou avisando."

Em relação à crise no Supremo Tribunal Federal, o candidato fez críticas ao ministro Alexandre de Moraes.

"Nós temos que proteger o STF de Alexandre de Moraes, aquela laranja podre. O Supremo não é Alexandre de Moraes. A magistratura não é Alexandre de Moraes".

Em seguida, falou sobre suas propostas para segurança pública e saúde. "A partir de janeiro do ano que vem, vou declarar guerra aos narcoterroristas. PCC e Comando Vermelho vão ser declarados terroristas. Eles estarão presos ou neutralizados pela polícia. Eu vou trabalhar para reduzir a maioridade penal, cortar impostos, ter castração química de abusador de mulher, e ladrão de celular vai ficar preso no mínimo 8 anos".

Por volta das 13h30, grupos com bandeiras do Brasil e vestidos de camisetas amarelas começaram a se concentrar pela avenida. Apoiadores também chegaram com faixas contra o Supremo Tribunal Federal (STF), principalmente contra o ministro Alexandre de Moraes.

"A saúde pública vai ser padrão Einsten. O nosso SUS vai ser padrão Einsten com nosso ministro. Vai ser um Brasil que não depende de político para levar comida para dentro de casa. A minha candidatura é de protesto, para configurar que o Brasil tem jeito, tem futuro. Eu vou cuidar do Brasil", ressaltou.

 

Outros presentes

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também participou da manifestação. Mais cedo, ele não foi ao desfile cívico-militar de 7 de Setembro realizado no Sambódromo do Anhembi. O governador foi representado no evento pelo vice Felicio Ramuth (MDB).

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), foi um dos primeiros que discursou pedindo votos para Flávio, Tarcísio, além de Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) para o Senado.

Derrite também participou do ato, ao lado de André do Prado, Sergio Moro (PL), candidato ao governo do Paraná, e de Valdemar Costa Neto, presidente do PL.

"Quero declarar a independência do Brasil a partir de 2027 contra o crime organizado no Brasil. Ou os criminosos mudam de país, ou serão presos ou neutralizados no Brasil. Ninguém aguenta mais", disse Derrite.

O governador Tarcísio pediu voto para Flávio e para senadores da direita e disse que "absolutamente ninguém está acima da Constituição. Senador nenhum está acima da Constituição. Magistrado nenhum está acima da Constituição. Ministro nenhum está acima da Constituição. Governador nenhum está acima da Constituição. O presidente da República não está acima da Constituição. Ninguém está acima da lei".

Nikolas Ferreira também discursou e afirmou: “Fora, Moraes. Escute, Alexandre de Moraes, vamos tirar seu sorriso debochado. Ano que vem não vai ser Lula que vai indicar quatro ministros do STF, vai ser Flávio Bolsonaro. Flávio é o único candidato capaz de tirar o PT.”

 

Protesto

O ato ocorreu após a repercussão de mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes que apontam uma relação de proximidade entre o magistrado e o ex-controlador do Banco Master à época dos fatos investigados.

A manifestação também retoma uma pauta já presente em atos anteriores da direita. Em 2024, um protesto foi convocado com pedidos de impeachment de Moraes. No ano passado, manifestantes voltaram a defender a saída do ministro no ato da Paulista.

 

 

 

 

 

Por G1

 

 

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