Paraná confirma dois casos de hantavírus em 2026
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A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) confirmou dois casos de hantavírus no Paraná em 2026, um em fevereiro e outro em maio, mas a divulgação ocorreu apenas neste mês. Segundo o órgão, o alerta só foi emitido após a Organização Mundial da Saúde (OMS) notificar casos e mortes em um navio de cruzeiro que viajava da Argentina para Cabo Verde.
Os pacientes paranaenses não têm relação com os casos do cruzeiro. Ambos foram contaminados pela cepa silvestre do vírus, transmitida por roedores. Não há registro da circulação do vírus Andes no estado, que permite transmissão de pessoa para pessoa.
Em fevereiro, foi confirmada uma mulher de 28 anos, moradora de Ponta Grossa. Em maio, um homem de 34 anos, residente em Pérola d'Oeste, município próximo à fronteira com a Argentina — país que registrou 101 infecções desde junho de 2025. O Paraná ainda investiga 11 casos suspeitos e descartou 21. A Sesa afirma que a doença está sob controle na rede pública de saúde.
O hantavírus é uma zoonose transmitida principalmente pela inalação de partículas da urina, fezes ou saliva de roedores silvestres. Ambientes fechados e pouco ventilados elevam o risco. Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo, dor de cabeça e mal-estar. Em quadros graves, podem ocorrer falta de ar, tosse seca e insuficiência respiratória. Não há tratamento específico, apenas suporte médico.
A prevenção envolve manter terrenos limpos, armazenar alimentos em recipientes fechados, evitar varrer locais empoeirados e fazer limpeza úmida em galpões, silos e paióis.



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