Tio é preso por estupro após sobrinha buscar ajuda em IA
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Um homem de 23 anos, suspeito de abusar sexualmente de uma menina de 12 anos em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, voltou a ser preso nesta sexta-feira (01), de acordo com a Polícia Civil do Paraná (PC-PR). Ele já havia sido detido em flagrante no domingo (26), mas foi solto horas depois.
O caso veio à tona no último sábado (25), quando a família da vítima encontrou perguntas feitas pela menina a um aplicativo de inteligência artificial (IA). Em uma das mensagens, ela questionou se "não estaria atrapalhando o casamento da tia". O aplicativo respondeu que a culpa não era dela e que a responsabilidade era do adulto. A família também localizou uma mensagem de teor sexual enviada pelo suspeito à vítima.
Segundo as investigações, o homem era noivo da tia da menina. Os abusos teriam começado em dezembro de 2025, quando a vítima tinha 11 anos.
Após ser descoberto, o suspeito foi agredido por populares e a Guarda Municipal foi acionada. Ele confessou aos agentes que "manteve relação sexual" com a menina.
No domingo (26), ele foi preso em flagrante, mas o Ministério Público do Paraná (MP-PR) se manifestou a favor da liberdade provisória. O juiz Moacir Antônio Dalla Costa concedeu o benefício, justificando que o homem não apresentava risco. No entanto, na quinta-feira (30), o MP voltou atrás, denunciou o suspeito por estupro de vulnerável e pediu a prisão preventiva. A juíza Gabriela Scabello Milazzo, do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de São José dos Pinhais, expediu o mandado de prisão.
A delegada Anielen Magalhães informou que o homem foi indiciado por estupro de vulnerável (de forma continuada) e ameaça, por tentar intimidar a vítima. A família relata que a menina está com medo de sair de casa. "Como ele confessa o ato e não é um perigo para a sociedade?", questionou a mãe.
A defesa do suspeito afirmou que ainda não teve acesso integral aos autos e que adotou medidas para garantir a integridade física do cliente, incluindo o acionamento das autoridades para apurar ameaças contra ele e familiares.


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