Paraná

Para preservar testemunhas, MP-PR é contra liberdade de Edison Brittes

Para preservar testemunhas, MP-PR é contra liberdade de Edison Brittes

Com objetivo de preservar as testemunhas do caso Daniel Corrêa Freitas, o MP-PR (Ministério Público do Paraná) se posicionou contra a liberdade de Edison Brittes Junior. No posicionamento, protocolado na quinta-feira (5), o promotor Marco Aurélio Oliveira São Leão diz que é necessário garantir que as testemunhas continuem colaborando com a Justiça.

 

Na segunda-feira (2), a defesa afirmou que o momento é "oportuno" para a conversão da prisão de Edison, réu confesso pela morte do jogador. Ele responde por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de adolescente e coação de testemunhas.

 

É justamente com relação às coações no curso do processo que o MP-PR se posiciona. "Recorde-se que a vulnerabilidade das testemunhas e ora vítimas, facilmente identificáveis e localizáveis pelo requerente é acentuada, devendo ser assegurada as condições necessárias para que aquelas possam novamente colaborar com a Justiça ao comparecerem no Tribunal do Júri para declinarem a versão real dos fatos", alega o promotor São Leão.

 

Para o advogado Claudio Dalledone, porém, Brittes já preenche os requisitos para responder ao processo em liberdade. "Pode ser o monitoramento eletrônico dele, pode ser a restrição total de saída de casa, uma vez que o processo está maduro para isso. Ele preenche requisitos objetivos e subjetivos para responder em liberdade e enxergamos que esse é o momento", explicou.

 

Caso o pedido seja negado pela juíza Luciani Regina Martins de Paula, Dalledone promete recorrer ao TJ-PR (Tribunal de Justiça do Paraná) para que Brittes ganhe o direito de responder ao processo em liberdade, assim como os demais réus do caso.

 

DENÚNCIA

 

Segundo a denúncia do MP-PR, Daniel participava das comemorações de aniversário da filha de Edison, Allana Brittes, que havia completado 18 anos. Após passar a noite em uma casa noturna do Bairro Batel, em Curitiba, Daniel foi convidado para um "after"na casa da família Brittes, onde o crime aconteceu.

 

Edison Brittes confessa a morte de Daniel e afirma que tomou a medida extrema após encontrar Daniel na cama com Cristiana. O jogador então foi brutalmente espancado e levado no porta-malas de um Veloster até a Colônia Mergulhão, onde foi morto com um corte no pescoço e o pênis decepado.

 

Edison, Cristiana Brittes e Allana foram apontados como principais responsáveis pelo crime, com David William Vollero Silva, Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, Ygor King e Evellyn Perusso sendo posteriormente indiciados e denunciados por envolvimento na morte. Atualmente, o processo aguarda a decisão de pronúncia, que pode levar os sete réus a júri popular, mas por diferentes crimes. (Com Banda B)

 

 

 

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