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Justiça interdita maior hotel de Bombinhas por despejo de esgoto no mar

Justiça interdita maior hotel de Bombinhas por despejo de esgoto no mar

A Justiça mandou interditar e desocupar um hotel com 203 apartamentos em Bombinhas, no Litoral Norte catarinense, por despejo irregular de esgoto no mar. A decisão é desta quarta dia 06 e, até o início da tarde, o estabelecimento não havia sido notificado.

 

 

De acordo com o advogado Cidamar Almeida, que defende o Bombinhas Summer Beach, nesta quarta-feira foi feita uma ação conjunta entre técnicos da prefeitura e engenheiros contratados pelo hotel para avaliar as medidas a serem adotadas com relação ao saneamento.

 

Da tutela antecipada concedida nesta quarta, consta que o local deve ser desocupado e interditado em 48 horas a partir do recebimento da notificação. Caso não seja cumprida a determinação de forma voluntária, deverá ser feita por força policial, sob pena de R$ 100 mil por dia de descumprimento.

 

O hotel está com 90% dos leitos ocupados, segundo Almeida, e cumprindo uma decisão judicial anterior, de segunda dia 04, de retirar os efluentes por meio de caminhão. O advogado diz que analisa providências a serem adotadas judicialmente para que não seja necessária a desocupação.

 

 

Ao todo, 118 apartamentos são alugados pela administração do empreendimento. As outras unidades são compradas, com moradores fixos, e alugadas por proprietários.

 

Despejo irregular

 

A prefeitura de Bombinhas entrou na Justiça contra o hotel há um ano. Na terça-feira, fez uma nova denúncia após identificar ligações irregulares e despejo de efluentes na rede pluvial, acabando em poluição no mar da praia de Bombas.

 

Ainda de acordo com a prefeitura, o hotel informou em 2018 à Justiça sobre as medidas para suportar a carga de efluentes e o projeto de instalação de um sistema próprio de tratamento, mas não cumpriu o prometido.

 

“O empreendimento era fiscalizado regularmente e apesar de receberem constantemente lacres, autos de infração, multas e até a determinação da interdição administrativa do local, o problema nunca foi resolvido”, afirma a prefeitura. (Com G1)

 

 

 

SICREDI 02