Alta da Cesta Básica: Capitais Brasileiras Enfrentam Aumento de Preços, Famílias Lutam para Sobreviver
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O custo da cesta básica de alimentos subiu em 13 das 17 capitais brasileiras no primeiro mês de 2025, segundo dados do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). As maiores altas foram registradas em Salvador (6,22%), Belém (4,80%) e Fortaleza (3,96%).
São Paulo continua sendo a capital com a cesta básica mais cara, custando R$ 851,82, seguida por Florianópolis (R$ 808,75), Rio de Janeiro (R$ 802,88) e Porto Alegre (R$ 770,63). Nas regiões Norte e Nordeste, os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 571,43), Recife (R$ 598,72) e João Pessoa (R$ 618,64).
Comparando os preços de janeiro de 2024 a janeiro de 2025, 15 capitais tiveram aumento, com destaque para Fortaleza (13,28%), João Pessoa (10,52%) e Natal (10,14%).
O DIEESE também estima que, para uma família de quatro pessoas, o salário mínimo necessário para cobrir todas as despesas, incluindo alimentação, moradia e saúde, deveria ser de R$ 7.156,15 em janeiro de 2025. Isso representa 4,71 vezes o salário mínimo atual de R$ 1.518,00.
Em relação ao tempo de trabalho necessário para adquirir a cesta básica, o trabalhador precisou dedicar, em média, 103 horas e 34 minutos em janeiro de 2025, uma leve redução em comparação com dezembro de 2024, quando eram necessárias 109 horas e 23 minutos.
Os preços de diversos produtos da cesta básica também apresentaram variações significativas. O café em pó, por exemplo, teve alta em todas as capitais, com aumentos que chegaram a 23% em Goiânia. O tomate subiu em 15 das 17 capitais, com aumentos expressivos em Salvador (50,47%) e Belo Horizonte (50,10%).
Essas informações refletem a realidade econômica enfrentada por muitas famílias brasileiras, que continuam a lidar com o aumento dos preços dos alimentos e a necessidade de ajustar seus orçamentos para garantir a alimentação básica.