Polícia Rodoviária Federal (PRF), ao atender um acidente do tipo colisão frontal, na altura do quilômetro 473,9, deparou-se com um início de saque de carga em um dos veículos envolvidos, um caminhão baú.
Por volta das 16 horas desta quarta (11), em decorrência do acidente em área de aldeamento indígena, a pista foi interditada nos dois sentidos. Mesmo com a chegada dos policiais no local, um grupo grande de indígenas tentava arrombar a porta do compartimento de carga do caminhão, apesar das ordens policiais. Em determinado momento, as tentativas se cessaram, mas logo depois, ainda mais pessoas se aglomeraram no local com o objetivo de saquear a carga, composta por diversos itens automotivos (pneus de motocicletas e óleo), chegando até mesmo a pisotear o corpo do motorista da van envolvida na colisão frontal, que estava às margens da rodovia, aguardando a chegada do IML.
Foi acionado o reforço de mais policiais rodoviários federais, mas em razão da quantidade superior do bando, não foi possível conter o saque. Um dos policiais foi atingido por uma pedrada na cabeça, foi atendido pelo serviço médico da concessionária e passa bem.
Houve relatos de que indígenas tentaram realizar um arrastão nos veículos que estavam parados nos dois sentidos da rodovia bloqueada, mas não houve registro de roubos.
Logo depois, quatro indígenas foram identificados e presos pelo saque ao caminhão, sendo que foram conduzidos para a Polícia Civil em Laranjeiras do Sul, para o registro do saque à carga.(Com PRF).
A Ecocataratas atende nesta tarde de quarta dia 11, um acidente no Km 474 da BR 277 em Nova Laranjeiras, onde houve uma colisão entre um caminhão furgão e uma Van.

Conforme as primeiras informações o condutor da Van entrou em óbito no local.
O motorista do furgão teve ferimentos moderados e está sendo atendido pela ambulância da concessionária.
Atenção Motoristas: Ambas as pistas estão interditadas e o tráfego de veículos pequenos está fluindo alternado pelo acostamento.
A identificação da vítima está sendo apurada.
Nas últimas horas houve o furto de uma bicicleta, modelo Oggi 7.3. cor laranja, aro 29, tamanho M. A bicicleta foi furtada da garagem de uma residência no bairro São Cristóvão.
O segundo furto ocorreu no bairro Invernadinha, onde uma residência foi arrombada e foram furtados: 01 botijão de gás, 01 aparelho celular, 02 ferramentas (01 foice e 01 facão), mantimentos alimentares e roupas da família.
E o terceiro furto foi em uma residência, onde foi levado 01 rádio portátil de dentro do alojamento do canteiro de uma empresa.
Informações de suspeitos ligue 190.
A Usina Governador Bento Munhoz da Rocha Netto (Usina Foz do Areia) passa por amplo processo de modernização. A quarta e última unidade geradora a ser modernizada, a unidade 3, está pouco a pouco sendo desmontada para passar por uma renovação total. Esta semana, foi retirado o rotor da turbina, que será substituído após 40 anos de operação.
O novo rotor e as demais peças que serão trocadas da unidade 3 já chegaram na Usina e devem ser instalados somente no início do ano que vem, já que o trabalho de desmontagem completa da máquina deve durar mais quatro meses. Depois, serão mais cinco a seis meses de trabalho intenso para montagem da unidade reformada e testes antes e retomar a operação.
A Usina está localizada no rio Iguaçu, no município de Pinhão, e possui quatro unidades geradoras com 1.676 megawatts de potência total instalada, podendo produzir energia suficiente para atender às necessidades de até 4,7 milhões de pessoas.
Ela está passando por um processo de modernização desde 2011, iniciado com a reforma dos equipamentos de levantamento de carga. Na sequência, três grupos de turbinas e geradores começaram, um a um, a passar pela renovação, iniciando pela unidade geradora 2, seguida pelas unidades 1, 4 e agora a 3.
QUALIDADE E EFICIÊNCIA - O orçamento da modernização das 4 unidades geradoras é de R$ 150 milhões e o trabalho será concluído em 2021. Além de ampliar a vida útil do empreendimento, esses investimentos proporcionam ganhos no desempenho da Usina. Com a modernização, as unidades geradoras passam a ter melhor rendimento, ou seja, conseguem produzir energia com menor consumo de água, garantindo melhor aproveitamento do potencial hidráulico em especial quando o nível do reservatório está baixo.
A segurança e a confiabilidade da operação de GBM também aumentou. Ensaios mostram que os níveis de vibração e pulsação da turbina diminuíram, já que o novo rotor ganhou um novo design hidráulico.
EXEMPLAR – São melhorias significativas em uma usina que já é exemplar. Foz do Areia, assim como as demais hidrelétricas, é avaliada periodicamente pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e, mesmo durante o processo de modernização, vem obtendo conceito geral ‘Excelente’.
A fiscalização do órgão regulador inclui análise das práticas relacionadas à proteção do meio ambiente, gestão, operação e manutenção dos equipamentos e sistemas, segurança humana, empresarial e das estruturas civis e indicadores de desempenho de resultados e de esforços
Essa excelência na administração de todos os aspectos envolvidos no dia a dia de funcionamento da planta também rendeu à Foz do Areia as certificações nas normas ISO 9001 – Sistema de Gestão da Qualidade; ISO 14001 – Sistema de Gestão Ambiental, e OHSAS 18001 – Sistema de Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho.
MAIS DO QUE ENERGIA - Além da relevante contribuição de Foz do Areia para o abastecimento elétrico do país - é a segunda maior geradora da região Sul e está na 12ª colocação no ranking brasileiro – a usina já repassou mais de R$ 533,5 milhões aos cofres públicos desde abril de 1993.
O pagamento refere-se à compensação financeira por uso de recursos hídricos para fins de geração de energia e, por lei, o recurso deve ser usado para ações voltadas à promoção social e melhoria da qualidade de vida das populações em municípios que tiveram parte do seu território ocupada por reservatórios de hidrelétricas.
Segundo as regras atuais definidas pela Aneel, o montante da compensação é composto por 7% do valor da energia produzida pela usina multiplicado pela Tarifa Atualizada de Referência. Esse total é separado em duas parcelas, uma de 6,25% e outra de 0,75%.
Da parcela de 6,25%, 65% são destinados aos municípios abrangidos pelos reservatórios das usinas e 25% repassados ao Estado. No caso da usina Foz do Areia, os municípios que vêm sendo beneficiados ao longo desse período são Cruz Machado, Porto Vitória, União da Vitória, Bituruna, Pinhão e Porto União (este em Santa Catarina).
Os 10% restantes são direcionados a órgãos da administração direta da União: os ministérios de Minas e Energia e do Meio Ambiente recebem 3% cada, e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, do Ministério da Ciência e Tecnologia, recebe 4%. Por fim, a parcela de 0,75% da compensação é destinada para implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos e do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. (Com AEN).
O Governo do Estado deu mais um passo para encerrar de maneira definitiva o capítulo de presos sob responsabilidade de policiais civis em delegacias. O governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou nesta quarta, o decreto que autoriza a transferência de gestão de 41 carceragens temporárias das delegacias para o Departamento Penitenciário (Depen) e o fechamento definitivo das carceragens de 15 municípios.
“Herdamos o maior número de presos em delegacias do País, mas aos poucos estamos solucionando essa questão. Temos quatro cadeias públicas em obras avançadas e aos poucos vamos liberando as carceragens de maneira definitiva. Enquanto isso a gestão dos presos, inclusive financeira, passa para o Depen, sem prejuízo das atividades da Polícia Civil junto à população”, afirmou Ratinho Junior. “É mais um passo na modernização da gestão da segurança pública”.
Essas transferências envolvem cerca de 3,3 mil detentos em todas as regiões do Estado. Eles ficarão sob responsabilidade plena do Departamento Penitenciário e os policiais civis lotados nessas unidades poderão se dedicar integralmente ao trabalho de investigação e atendimento à população.
O Depen já havia assumido 37 unidades no final de 2018. Com esse decreto, 78 carceragens e 9,4 mil presos que estavam sob custódia da Polícia Civil agora estão sob gestão do sistema penitenciário. Segundo balanço da Secretaria da Segurança Pública, outros 1,5 mil presos ainda permanecerão sob a alçada da polícia judiciária.
“Isso é fruto do trabalho feito no ano passado. Fizemos um diagnóstico das instituições e montamos um planejamento estratégico para resolver essa situação. Agora vamos intensificar os trabalhos e até março do ano que vem já estaremos com esse fluxo consolidado”, acrescentou o secretário estadual da Segurança Pública, Romulo Marinho Soares. Segundo ele, os novos servidores que serão contratados para o Depen vão reforçar as atividades de custódia nesses locais.
MODELO – De acordo com o decreto, acompanharão as transferências os bens móveis e imóveis, informática, despesas de custeio e os contratos de alimentação, com a respectiva dotação orçamentária da Polícia Civil para o Depen. As funções de escolta e transporte dos presos permanecem sob a alçada dos agentes penitenciários.
Nas localidades em que não haja possibilidade de transferência imediata dos imóveis, ambas (Polícia Civil e Depen) permanecerão no mesmo prédio, mas ele deverá ter entradas distintas e estruturas físicas independentes.
A Secretaria da Segurança Pública vai disciplinar a destinação dos presos que forem autuados em flagrante delito, bem como os que forem capturados em cumprimento de ordem judicial, sendo vedada a manutenção de pessoas em celas temporárias por prazo superior ao necessário para a conclusão dos procedimentos das autoridades policiais.
Segundo o diretor do Departamento Penitenciário do Paraná, Francisco Caricati, as transferências atendem dois benefícios: tratamento mais adequado aos detentos, na mesma rotina das unidades penais, e liberação definitiva dos policiais civis para seu serviço constitucional. “Esse modelo permitirá que o Depen possa fazer uma gestão mais ampla em relação a presos provisórios, o que envolve classificação e separação de perfis de presos, o que representa um grande avanço dentro da realidade do sistema penitenciário no Brasil”, explicou.
Para o delegado-geral da Polícia Civil, Silvio Jacob Rockembach, a medida ajudará a instituição a melhorar os resultados das investigações para a população, com mais tempo para solucionar crimes e investigar organizações criminosas. “Os policiais civis que cuidavam de presos agora ficarão totalmente liberados para executar a sua atividade-fim, que é conduzir investigações policiais e solucionar crimes”, ressaltou. “É uma vitória da sociedade”.
TRANSFERÊNCIAS – Foram transferidas as gestões das carceragens de Alto Paraná, Altônia, Araucária, Assis Chateaubriand, Astorga, Bandeirantes, Cambé, Campo Mourão, Carlópolis, Cidade Gaúcha, Colombo, Colorado, Corbélia, Dois Vizinhos, Engenheiro Beltrão, Faxinal, Francisco Beltrão, Goioerê, Guaratuba, Ibiporã, Iporã, Irati, Ivaiporã, Jaguapitã, Jandaia do Sul, Loanda, Mandaguari, Marialva, Nova Esperança, Nova Londrina, Ortigueira, Palotina, Pitanga, Prudentópolis, Quedas do Iguaçu, Reserva, Ribeirão do Pinhal, Santo Antônio do Sudoeste, São Mateus do Sul, Sertanópolis e Wenceslau Braz.
Cadeia Pública de Catanduvas é fechada e confira o fechamento de cadeias de outras cidades:
FECHAMENTOS – De acordo com o decreto, serão fechadas as carceragens das unidades de Catanduvas, Cruzeiro do Oeste, Curiúva, Formosa do Oeste, Terra Rica, Imbituva, Iretama, Piraí do Sul, Ribeirão Claro, Santa Fé, São Jerônimo da Serra, São Miguel do Iguaçu, Ubiratã, Santa Helena e Matelândia.
Os presos das quatro últimas localidades serão transferidos para a Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu, na região Oeste, assim que a obra estiver finalizada. De acordo com a Paraná Edificações, a nova ala está 99% concluída. Restam apenas a vistoria final do Corpo de Bombeiros, conexão com a rede elétrica e finalização da parte documental.
A unidade vai dobrar de capacidade, passando das atuais 468 vagas para 969, acréscimo de 501 lugares. Esse novo espaço engloba três módulos para 167 pessoas cada. O investimento foi de R$ 11,55 milhões. O pavilhão fica do outro lado da Avenida Mercúrio e é tratado internamente como uma unidade nova, pelo tamanho e características.
Paraná tem quatro cadeias públicas em obras
Quatro cadeias públicas estão em obras no Estado, em Guaíra, Foz do Iguaçu, Londrina e Ponta Grossa. O investimento é de R$ 70 milhões, a maior parte dos recursos de um convênio com o governo federal, com contrapartida do Tesouro Estadual. Elas têm mais ou menos a mesma planta e ficarão prontas no primeiro semestre de 2021. São mais de 3 mil vagas com essas estruturas.
As novas unidades são parte de um programa de construções e ampliações no sistema prisional estadual. Quando concluídas, nos próximos anos, serão em torno de 7 mil novas vagas. O Depen será responsável pela gestão. As novas unidades vão receber presos provisórios e condenados.
O Governo do Paraná, a União e a Caixa Econômica Federal firmaram em 2017 um convênio para ampliação e construção de penitenciárias. O investimento total é de cerca de R$ 135 milhões, sendo R$ 34 milhões como contrapartida da administração estadual. Apenas no ano passado todos os imbróglios burocráticos e de projeto foram vencidos para dar prosseguimento às obras.
Há em construção, ainda, o Centro de Integração Social Piraquara e a Casa de Custódia de Umuarama, e novas estruturas na Casa de Custódia de Piraquara, na Penitenciária Estadual de Piraquara I, na Penitenciária Estadual de Piraquara II e na Penitenciária Industrial de Cascavel.
“O Paraná avançou muito no combate à criminalidade nos últimos meses. Batemos recordes de apreensões de drogas, prisões e casos solucionados. Com isso, o grande desafio passa a ser a questão carcerária. Ao longo de muitos anos o Paraná deixou esse problema de lado. Agora estamos encaminhando as obras para resolver o problema”, arrematou o governador Ratinho Junior.
Novas Delegacias Cidadãs humanizam atendimento no Estado
De olho da modernização da gestão da Polícia Civil e do atendimento à população, também estão em obras bem avançadas as delegacias cidadãs de Colombo e Almirante Tamandaré, e em estágios anteriores as unidades de São José dos Pinhais e Araucária.
Uma Delegacia Cidadã possui infraestrutura de atendimento com espaços mais humanizados para o público em geral e para as vítimas de crimes. Entre as diferenças para as estruturas comuns estão acessibilidade para pessoas com dificuldades motoras e banheiros adaptados, além de salas para atendimentos seletivos, com espaços separados para o recebimento de vítimas e de agressores ou suspeitos, e ambientes isolados para crianças, adolescentes, mulheres e idosos.
Ela reúne diversas especialidades em um único local, com serviços centralizados para a população, o que diminui custos diários da Polícia Civil. O projeto foi pensado para um novo fluxo de parlatórios (momento em que a vítima identifica o agressor) e terá salas para advogados e para a Polícia Militar. Outro espaço exclusivo é o do Instituto de Identificação, responsável pela emissão do RG, o que vai agilizar ainda mais a confecção de documentos dos moradores.
Além das que estão em obras, serão licitadas neste ano as delegacias cidadãs de Londrina, Cascavel e Guaíra, e em 2021 a de Maringá. As construções serão custeadas com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). (Com Polícia Civil -PR).














