Passarela das Cataratas do Iguaçu é interditada após vazão aumentar
A passarela das Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, foi interditada temporariamente na manhã deste domingo (11), após a vazão do Rio Iguaçu atingir cerca de 10,6 milhões de litros de água por segundo, sete vezes a média histórica de 1,5 milhão de litros por segundo.
A vazão é a quantidade de água que escoa por um canal em um intervalo de tempo específico. Ela pode ser definida como uma relação entre volume e tempo.
A interdição começou às 8h, quando a vazão estava em 8,8 milhões, e foi adotada de forma preventiva, por segurança dos visitantes, devido ao aumento do volume de água nas quedas.
Apesar da suspensão do acesso à passarela, o Parque Nacional do Iguaçu continua aberto para visitação. A Trilha das Cataratas e os mirantes permanecem acessíveis ao público, permitindo observar as quedas d'água.
Os caminhos das Bananeiras e do Poço Preto também foram fechados temporariamente. Segundo a administração do parque, os locais podem apresentar pontos de alagamento com a elevação do nível do rio.
O aumento da vazão está relacionado às chuvas registradas na bacia do Rio Iguaçu, que atravessa o Paraná.
Ainda não há previsão para a reabertura da passarela. Segundo a concessionária Urbia+Cataratas, o acesso será liberado quando o volume de água diminuir para níveis considerados seguros e não houver previsão de nova elevação da vazão.
Equipes da concessionária, responsável pela visitação turística, e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão gestor do parque, seguem monitorando as condições do rio.
Passarela foi interditada outras vezes neste ano
Esta não é a primeira vez que a passarela das Cataratas do Iguaçu é fechada por causa do aumento da vazão do rio em 2026.
Em setembro, o acesso pelo lado brasileiro ficou interditado durante quatro dias. Na ocasião, o volume de água ultrapassou 10 milhões de litros por segundo, quase sete vezes a média histórica de 1,5 milhão.
Em julho, a passarela também foi fechada preventivamente após a vazão ultrapassar 9 milhões de litros por segundo, cerca de seis vezes o volume considerado normal para as quedas.
Por G1


















