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Mulheres têm mais chance de ter AVC


Publicado por: - 28/03/2017

Apesar de desenvolverem doenças cardiovasculares em uma fase mais tardia que os homens e viverem seis anos a mais que eles, as mulheres têm 50% a mais de chances de morrer por alguma doença cardíaca do que os homens, segundo dados do Ministério da Saúde.

 

São cerca de 200 mil mortes femininas decorrentes de problemas cardíacos todos os anos.

 

"As doenças cardiovasculares, como o infarto agudo do miocárdio (IAM) e o acidente vascular cerebral (AVC), ainda lideram as causas de morte nas mulheres", explica o diretor da Quanta Diagnóstico e Terapia e cardiologista, João Vitola. 

 

O médico salienta que um dos desafios é a identificação precoce do problema, pois a doença, geralmente, evolui sem sintomas e quando eles aparecem, são atípicos.

 

"Há uma tendência das mulheres terem ‘equivalentes anginosos’ na apresentação da doença coronariana que não os sintomas típicos, como a dor no peito anginosa", comenta. 

 

De acordo com ele, é frequente o aparecimento de fadiga, falta de ar, dificuldade de exercitar e, por vezes, os sintomas lembram apenas uma indigestão.

 

"Quando não reconhecida precocemente, existe dificuldade no tratamento e, muitas vezes, quando as pacientes enfartam, observa-se tardiamente uma doença mais difusa e com pior prognóstico, tanto durante o enfarte quanto como no resultado de revascularizações, que podem acarretar um risco maior, exatamente pela idade mais avançada e por apresentar uma doença mais difusa", ressalta Vítola.

 

Uma das formas de diagnosticar as doenças cardiovasculares em mulheres é uma avaliação da paciente, baseando-se na "estimativa de risco clínico": características pregressas do indivíduo, como a existência ou não de hipertensão arterial, dislipidemia, tabagismo, diabetes e o histórico familiar.

 

"Esses detalhes são muito importantes na definição de como investigaremos a paciente, assim como a existência ou não de sintomas.

 

Dessa forma, o cardiologista dispõe de excelentes ferramentas para avaliação e consegue, com grande precisão, estimar o risco daquela mulher, tanto o de morte quanto o de infarto", salienta e complementa: "Assim, podemos ser mais conservadores em pacientes que tem menor risco e mais agressivos na paciente de mais alto risco." 

 

Vítola explica que testes mais simples, como eletrocardiograma de repouso e testes de esforço são importantes para o diagnóstico, assim como a cintilografia do miocárdio e a angiocoronariografia contrastada, métodos não invasivos de imagem.

 

Ele explica que caso o especialista precise também pode ser solicitados exames que envolvem maior tecnologia. 

 

O importante, segundo o cardiologista, é fazer uma prevenção adequada contra as doenças cardiovasculares e identificar os fatores de risco. "É necessário ficar atento aos fatores de riscos como a hipertensão arterial, dislipidemias, tabagismo, diabetes.

 

Também é preciso controlar os fatores coadjuvantes, como ter uma dieta adequada, combater a obesidade, fazer exercícios físicos e diminuir o estresse", ensina João Vítola. (Com O Bonde)

 

 

 

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