Morar na França: salários, custo de vida e as regras de imigração no país, que atrai estudantes com bolsas de até R$ 10 mil

Com um dos melhores sistemas de saúde do mundo, qualidade de vida reconhecida globalmente e bolsas de estudo voltadas a estrangeiros, a França reúne atrativos que a mantêm entre os destinos europeus mais desejados. O custo de vida em Paris, porém, está entre os mais altos do continente e o francês é essencial para a integração, dentro e fora do mercado.

Apesar do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de 0,92, considerado muito alto, o país figura na 99ª posição no Global Peace Index 2026, uma das piores entre os europeus, devido a riscos de manifestações civis e ameaças de terrorismo.

O sistema de saúde funciona em um modelo de reembolso. Paga-se a consulta integralmente no momento do atendimento e depois é reembolsado. A Assurance Maladie (seguro público) cobre 70% do valor de referência de uma consulta com o médico de família (Médecin Traitant). Os 30% restantes ficam por conta do paciente ou da Mutuelle, o seguro complementar privado que a maioria dos franceses contrata para cobrir essa diferença e outros gastos com saúde.

 

 

Ensino de excelência e bolsas

A França atrai o mundo inteiro pelo seu ensino de excelência e fortemente subsidiado pelo Estado. O Ministério das Relações Exteriores, por exemplo, administra a Eiffel Excellence Scholarship, que oferece € 1.181 (R$ 7.000) mensais para estudantes de mestrado e de € 1.700 (R$ 10.250) mensais para doutorado. O mestrado na França, no entanto, não funciona como no Brasil. Existe o Master Professionnel, voltado para a especialização profissional, e o Master Recherche, dedicado a pesquisa acadêmica e mais próximo de um mestrado brasileiro. 

Sem os incentivos, no entanto, os estudantes internacionais de fora da União Europeia estão sujeitos a tarifas mais altas nas universidades públicas. A anuidade para estrangeiros não europeus está estipulada entre € 2.770 e € 2.895 por ano.

O engenheiro carioca Rafael Siqueira emigrou para a França com apoio da universidade em 2022. Beneficiado pela bolsa Eiffel Excellence Scholarship, concluiu os estudos e hoje atua no país em sua área de formação.

— Foi conforme as minhas notas na UFRJ que eu consegui a bolsa. Fui indicado pela faculdade e ela me permitiu vir pra cá com tudo pago, com bolsa, passagem, seguro de saúde. Foi realmente muito bom e me deu uma boa base financeira — disse o engenheiro em entrevista ao GLOBO.

Custo vida varia por cidade, sendo mais alto na capital

O custo de vida varia significativamente entre Paris e o interior. Estima-se que uma pessoa sozinha precise de 1.300 € a 1.500 € (cerca de R$ 8 mil) para viver, chegando a 2.000 € (quase R$ 12 mil) na capital. Lá, o aluguel de um estúdio pequeno pode custar entre 700 € e 1.200 € (entre R$ 4 mil e R$ 7.300), com o metro quadrado médio em torno de 30 € (R$ 180). Outras Cidades, como Lyon, Bordeaux e Toulouse, o valor do m² cai para cerca de 12 € a 16 € (de R$ 70 a R$ 100). 

O salário mínimo é de aproximadamente 1.823 € (mais de R$ 11 mil). Já o salário médio anual, segundo dados ajustados pela Paridade de Poder de Compra (PPC), é de $ 52 mil, e o mensal é de $ 4.300. Os órgãos internacionais (Banco Mundial, FMI, OIT e OCDE) que calculam o salário médio utilizam a PPC para garantir uma comparação justa do custo de vida. Em vez de usar o câmbio comercial flutuante, a PPC ajusta o salário à realidade local de cada país. Na prática, o número revela o seu verdadeiro padrão de consumo, mostrando o equivalente ao que essa renda conseguiria comprar nos Estados Unidos.

A França possui um sistema de transporte público eficiente e integrado. O passe mensal, conhecido como Navigo (todas as zonas de Paris), custa cerca de 90,80 € (aproximadamente R$ 540), enquanto o passe semanal gira em torno de 31,60 € (R$ 190). 

— O transporte público é seguro e muito eficiente, as linhas de metrô e os ônibus cumprem horários tabelados e são abrangentes. As pessoas de maior poder econômico raramente têm um carro e vão trabalhar usando o transporte público, porque sabem que é eficiente, prático e mais ecológico — acrescentou o brasileiro. 

No mercado, uma pessoa gasta, em média, entre € 200 e € 320 mensais (cerca de € 50 a € 80 semanais).

País exige conhecimento de francês para residência permanente e naturalização

Para estadias acima de 90 dias, o país exige um visto de longa duração, solicitado pelo portal France-Visas antes da viagem e validado junto ao OFII, o serviço de imigração, nos três meses após a chegada. A rota principal para quem tem contrato é o visto de trabalho, em que muitas vezes o empregador precisa obter uma autorização de trabalho antes da contratação.

Para profissionais qualificados, pesquisadores, artistas e empreendedores, o caminho mais direto é o Passeport Talent, cuja Carte Talent já embute a permissão de trabalho, dispensando essa etapa extra, mas que exige contrato acima de 12 meses e salário anual superior a € 59.373. 

Há vias específicas por perfil. Jovens brasileiros de 18 a 30 anos têm o Programme Vacances-Travail (PVT), que permite morar, viajar e trabalhar por até 12 meses, mas é bastante concorrido, com apenas 500 vagas anuais, e não é renovável. Os estudantes entram com matrícula confirmada em instituição reconhecida e, ao se formar, podem permanecer um ano para buscar emprego ou abrir empresa sem voltar ao Brasil.

O francês não é exigido para o visto, mas passa a ser cobrado nas etapas de fixação: nível A2 para a residência permanente (Carte de Résident), obtida após cinco anos, e B1 para a naturalização.

— Eu recomendo muito a França para imigrar. Eu acho que é um país muito estável, tem oportunidade de emprego para muitas áreas. É um país muito moderno, que não cansa de se desenvolver e que é relativamente muito aberto aos estrangeiros. Eu sinto que tem gente vindo pra cá de muitos lugares e eu indico principalmente pra quem é estudante, porque aqui tem muitos benefícios, muitas oportunidades de estudos e de continuar a vida aqui — completou o engenheiro.

 

 

 

 

 

Por - O Globo

Quarenta anos após Chernobyl, animais vivem com mutações e alterações provocadas pela radiação; entenda

Quarenta anos depois do acidente nuclear de Chernobyl, a região ao redor da usina continua marcada pela radiação, mas também pela presença de uma fauna que voltou a ocupar áreas abandonadas pelos seres humanos.

Lobos, ursos, bisões, linces, cavalos-de-Przewalski e cerca de 200 variedades de aves estão entre os animais registrados na zona de exclusão criada após a tragédia de 1986.

A coexistência entre a biodiversidade e a contaminação radioativa, porém, ainda levanta uma questão central entre os pesquisadores: os animais estão prosperando principalmente porque a presença humana desapareceu ou continuam sofrendo efeitos provocados pela radiação? Os estudos apontam para as duas situações, com diferenças de acordo com a espécie e o nível de exposição.

 

A região que ficou sem moradores

A explosão na usina Vladimir Ilich Lenin ocorreu em 26 de abril de 1986, no norte da Ucrânia. O acidente provocou diretamente a morte de 31 pessoas e levou à realocação de cerca de 116 mil moradores.

Entre eles estavam os 48 mil habitantes de Pripyat, cidade localizada a apenas três quilômetros da usina e hoje deserta. A retirada da população criou uma área de 2.590 quilômetros, que passou a ser conhecida como zona de exclusão.

A evacuação também teve consequências para os animais domésticos. Muitos moradores deixaram cães e gatos para trás porque acreditavam que retornariam depois. Integrantes do Exército soviético receberam a ordem de matar os animais que permanecessem na região, considerados possíveis vetores de contaminação.

Apesar disso, atualmente estima-se que entre 600 e 800 cães e gatos abandonados ainda circulem pela zona de exclusão, segundo as organizações Clean Futures Fund (CFF) e SPCA International.

 

Menos pessoas, mais espaço para a vida selvagem

Com a ausência de cidades, agricultura e grande parte da atividade humana, diferentes espécies passaram a ocupar a área. Germán Orizaola, doutor em Biologia e pesquisador da região, registrou a presença de grandes mamíferos e de centenas de espécies de aves.

A aparente recuperação da fauna, no entanto, não significa que a radiação deixou de representar um problema. Segundo os estudos citados, alguns animais apresentam alterações relacionadas à exposição, enquanto outros parecem ter desenvolvido respostas adaptativas.

O debate entre os cientistas se concentra justamente nessa combinação. A ausência de seres humanos reduz ameaças como caça, pesca e poluição urbana, mas a contaminação radioativa permanece no ambiente.

 

Rãs mais escuras e insetos afetados

Entre as respostas adaptativas observadas estão mudanças na coloração das rãs. Orizaola afirmou ter identificado rãs da zona de exclusão mais escuras.

— Também encontramos algum indício de respostas adaptativas à radiação, como mudanças na coloração das rãs. As rãs da zona de exclusão são mais escuras, o que poderia protegê-las da radiação.

Ao mesmo tempo, alguns insetos apresentam menor expectativa de vida ou maior vulnerabilidade a parasitas, especialmente nas áreas de maior radioatividade. O estudo também menciona alterações na aparência de determinadas espécies.

As aves apresentam efeitos adversos como falhas no sistema imunológico, aumento do albinismo e variações genéticas. Essas alterações, porém, não impedem o ciclo reprodutivo dos grupos citados.

 

Teias de aranha e alterações de comportamento

Uma produção da National Geographic, apresentada pelo ator Will Smith, registrou aranhas construindo teias irregulares e assimétricas próximas a algumas casas das aldeias.

— Muitas das teias que foram construídas próximas a algumas das casas das aldeias eram extremamente incomuns.

As imagens mostraram estruturas com aberturas e sem a simetria normalmente associada às teias. A produção concluiu:

— As aranhas tinham problemas para tecer uma teia normal.

O comportamento das aranhas foi apresentado como outro possível efeito da exposição à radiação.

 

Vacas que passaram a viver como animais selvagens

Pesquisadores da Reserva de Radiação e Biosfera Ecológica de Chernobyl acompanharam vacas da região durante três anos. Em relatórios divulgados em 2021, observaram que os animais haviam formado manadas e já apresentavam um comportamento diferente daquele esperado de animais domésticos ou de criação.

As vacas passaram a agir de maneira semelhante à de animais em estado selvagem.

Os estudos apontam que espécies menores, como roedores e aves, estão entre as mais afetadas. Foram registradas sequelas de saúde associadas à radiação, incluindo tumores e cataratas.

A adaptação gradual e as mutações observadas em algumas espécies não significam que a contaminação tenha desaparecido. Ainda existem altas concentrações de césio na região, incluindo césio-137 presente nos organismos.

A presença desses materiais também não impede que alguns animais morram em consequência da exposição à radiação.

 

Radiação ou ausência de humanos?

Os dados alimentam uma discussão mais ampla sobre o impacto real da radiação sobre a fauna. Alguns pesquisadores questionam se determinados efeitos foram superestimados quando comparados às consequências da atividade humana.

Caça, pesca e poluição urbana podem representar ameaças maiores para determinados grupos, especialmente mamíferos, no médio prazo. Sem essas pressões, a região se tornou um espaço ocupado por animais que, em condições normais, disputariam território com cidades, estradas e atividades agrícolas.

Isso ajuda a explicar o paradoxo de Chernobyl: uma das áreas mais conhecidas por sua contaminação nuclear também se tornou um dos lugares onde a presença humana foi drasticamente reduzida.

 

O que mudou em 40 anos

Quatro décadas depois da explosão, a zona de exclusão reúne uma fauna diversificada, mas não é um ambiente livre das consequências do desastre. Pesquisas registram animais que vivem, se reproduzem e ocupam a região, ao mesmo tempo em que identificam alterações na saúde, na aparência e no comportamento de algumas espécies.

A paisagem de Chernobyl, portanto, combina duas marcas da tragédia: a contaminação que permanece no ambiente e o retorno de uma vida selvagem que encontrou, na ausência das pessoas, espaço para ocupar uma região transformada pelo maior desastre nuclear de sua história.

 

 

 

 

 

 

Por - O Globo

Personalidade muda mais ao longo da vida do que as pessoas imaginam, aponta estudo

Diferentemente do que boa parte das pessoas imagina, a personalidade não está completamente definida na vida adulta e pode mudar ao longo dos anos.

Isso é o que mostra um estudo publicado na revista científica "Communications Psychology", uma das publicações da Nature, que comparou a percepção de quase 900 adultos com dados de cerca de 167 mil pessoas.

A conclusão é que as mudanças nos traços de personalidade durante a vida são mais comuns do que se pensava e acompanham fatores como satisfação com a vida, saúde, renda e autoestima.

Amanda J. Wright, professora assistente no Departamento de Ciências Psicológicas e do Cérebro na Texas A&M University e uma das autoras do estudo, explica que a pesquisa foi desenvolvida para comparar a magnitude das mudanças ao longo da vida, algo que varia de acordo com características da personalidade e também com a idade.

Por mais que algumas das grandes transformações aconteçam mais cedo na vida, ao longo da adolescência, elas seguem ocorrendo durante toda a vida.

 "A mensagem importante da pesquisa é que a vida adulta também é um período de desenvolvimento, e não uma fase em que a personalidade fica 'fixada como gesso'", afirma Wright, em entrevista ao g1

O trabalho, realizado por pesquisadores das universidades de Zurique e Texas A&M e de instituições da Alemanha, analisou os chamados "big five", modelo que reúne cinco grandes dimensões da personalidade:

  • Extroversão
  • Amabilidade
  • Conscienciosidade
  • Neuroticismo
  • Abertura à experiência

De acordo com os autores, embora exista uma percepção generalizada de que a personalidade é estável, os dado mostram que os cincos grandes traços continuam a se desenvolver ao longo da vida e apresentam mudanças comparáveis, e até maiores, às observadas em outras características pessoais. 

 

O que os dados mostram

A pesquisa foi dividida em dois estudos. No primeiro, os pesquisadores queriam saber como as pessoas imaginavam que diferentes características mudavam dos 15 aos 90 anos.

Participaram 887 adultos considerados representativos da população dos Estados Unidos em sexo, idade e raça. Eles avaliaram os cinco grandes traços de personalidade e outras 20 variáveis de diferentes áreas da vida.

No segundo estudo, os pesquisadores analisaram oito grandes bases de dados longitudinais dos Estados Unidos, Alemanha, Austrália e Holanda. Ao todo, foram considerados dados de 166.971 pessoas.

A partir dessas informações, os cientistas estimaram como os cinco traços de personalidade mudavam ao longo da vida e compararam essas alterações com as de quase 30 outras variáveis.

 

Os resultados indicaram que as mudanças médias anuais e ao longo da vida nos cinco traços foram comparáveis e, em muitos casos, maiores do que as observadas em características como satisfação com a vida, saúde subjetiva, renda e autoestima.

Os pesquisadores também observaram que a diferença entre a percepção das pessoas e os dados foi particularmente consistente quando considerados os cinco traços em conjunto. Em diferentes modelos analisados, as mudanças acumuladas nos cinco traços foram subestimadas pela percepção dos participantes.

Isso não significa que a personalidade mude completamente ou que uma pessoa se transforme em outra ao longo da vida.

 "A personalidade deve ser compreendida de maneira semelhante ao peso corporal. Ela tem continuidade, mas também se desenvolve", comenta Amanda.

O estudo analisou principalmente mudanças médias nos níveis dos traços, e os próprios autores ressaltam que essa é apenas uma das formas possíveis de estudar o desenvolvimento da personalidade.

 

Por que existe a impressão de que a personalidade não muda?

Segundo os autores, a crença na estabilidade da personalidade é antiga. Durante boa parte do século 20, tanto pesquisadores quanto o público consideravam os traços de personalidade altamente estáveis e, em grande medida, imutáveis depois das primeiras fases da vida.

O estudo aponta que essa percepção pode ser reforçada por fatores cognitivos, sociais e culturais. As pessoas tendem, por exemplo, a formar rapidamente categorias sobre outras pessoas e depois interpretar comportamentos de acordo com essas expectativas.

 "Se esperamos que alguém se comporte de determinada maneira, tendemos a prestar mais atenção quando essa pessoa age dessa forma e, às vezes, até criamos circunstâncias que tornam esses comportamentos esperados mais prováveis", exemplifica Wright.

Isso pode contribuir para a impressão de que determinadas características permanecem constantes mesmo quando há mudanças.

Segundo o estudo, acreditar que a personalidade é estável pode diminuir a motivação para buscar mudanças, fazer com que esforços de transformação pareçam pouco realistas e reduzir o apoio a intervenções voltadas ao desenvolvimento pessoal.

 "Se as pessoas acreditam que sua personalidade é fixa, elas podem subestimar sua própria capacidade – e a capacidade dos outros – de crescer e se desenvolver", analisa a pesquisadora.

 

Limitações do estudo

Ainda que os resultados ajudem a compreender melhor as mudanças na personalidade humana, os autores destacam algumas limitações do trabalho.

Os dados analisados são provenientes de países ocidentais e democráticos, portanto os resultados podem não ser generalizados para outras populações. Fatores históricos, culturais e sociais podem influenciar as crenças sobre a estabilidade da personalidade.

Além disso, o estudo analisou principalmente mudanças médias ao longo da vida. Esse tipo de medida não captura todas as diferenças individuais: algumas pessoas podem mudar mais, enquanto outras podem apresentar mudanças menores.

Os autores afirmam que pesquisas futuras podem incorporar outras formas de medir a estabilidade e a mudança da personalidade.

 
 
 
 
 
 
 
Por - G1
Brasileiros poderão ver eclipse solar por transmissão na internet

Um eclipse solar total vai ocorrer nesta quarta-feira (12) e poderá ser visto no Hemisfério Norte, principalmente em países como Espanha e Portugal. 

O fenômeno não será visível no Brasil, nem mesmo de forma parcial, mas o Observatório Nacional (ON) anunciou uma transmissão ao vivo do eclipse através das suas redes sociais, com início a partir das 12h de amanhã. 

O pico do eclipse está previsto para às 14h, e deve ser visto também em países como Rússia, Islândia e Groenlândia. Em outras regiões do Hemisfério Norte e no norte do continente africano, o eclipse solar vai ser apenas parcial. 

A astrônoma do Observatório Nacional Josina Nascimento explica que o eclipse solar, mesmo total, ocupa uma área reduzida. O que exige o deslocamento a um local específico para aqueles que quiserem acompanhar o fenômeno presencialmente. 

“Tem Sol, Lua e Terra, e a sombra da Lua vai fazer um caminho pela Terra. Só quem está neste caminho é que vê o eclipse do Sol. Esse caminho é de 300 quilômetros de largura”, explica. 

“Por isso que a gente acha que o eclipse solar é raro. Não é que ele seja raro, acontece em geral um eclipse total do Sol por ano. Mas quem vai estar naquela sombrinha são poucas pessoas”. 

Eclipse Solar 

Um eclipse solar acontece sempre na Lua Nova, bloqueando pelo menos parte da luz e criando a projeção de uma sombra. Fora do ponto que ele abrange, mesmo sendo total, ele se torna um eclipse anular, o que significa que a Lua não cobre o Sol por completo criando um anel de luz em volta.  

A pesquisadora do Observatório Nacional alerta que, para observar um eclipse solar, são necessárias precauções de segurança. Só é possível fazer a observação com óculos especiais certificados com a norma ISO 12312-2 ou máscaras com vidro de soldador número 14. Olhar diretamente sem proteção traz riscos sérios à visão e pode causar cegueira.  

Onde assistir

O Observatório Nacional vai transmitir o eclipse solar através do seu canal no YouTube. Também fará a transmissão do eclipse lunar que acontece no Brasil, na madrugada dos dias 27 e 28 de agosto. 

Josina Nascimento conta que, quando o eclipse solar é visível no Brasil, o ON consegue distribuir gratuitamente os óculos de segurança em eventos de observação, além de realizar oficinas que ensinam truques com material reciclável para ver o eclipse solar. 

“Tem outras observações indiretas que também são muito legais, que é você pegar, por exemplo, uma tampa de caixa de pizza, fazer um furinho e colocar um papel embaixo para projetar. Se o sol está bem alto na hora do eclipse, projeta no chão. Se está mais baixo, projeta em uma parede”, explica. 

 

 

 

 

 

Por -Agência Brasil

Como saber se um comprovante Pix é falso? Veja como evitar cair em golpes

Nem todo comprovante de Pix enviado após uma compra significa que o pagamento foi concluído.

Em alguns casos, o documento pode ter sido adulterado; em outros, a transferência foi apenas agendada e ainda pode ser cancelada. O aumento das buscas por termos como "editar comprovante pix nubank falso", "simulador de comprovante pix nubank" e "app gerador de comprovante pix", somado a crimes relacionados ao comprovante adulterado, coloca esse tipo de golpe em evidência. A seguir, veja como saber se um comprovante Pix é falso e como evitar cair em golpes. 

 
 

O que é o comprovante de Pix falso?

O comprovante de Pix falso é uma imagem ou arquivo criado — ou alterado — para simular uma transferência que nunca foi realizada. Em alguns casos, ele é produzido a partir da edição de um comprovante verdadeiro. Em outros, é gerado por páginas e aplicativos que reproduzem a aparência dos bancos e permitem preencher informações como valor, data, horário e nome do destinatário.

A intenção é convencer a vítima de que o pagamento foi feito para que ela entregue um produto, conclua um serviço ou finalize uma negociação sem conferir se o dinheiro entrou na conta. Em compras realizadas pela internet, por exemplo, esse arquivo pode ser enviado por WhatsApp logo após o pedido.

Nem toda fraude, porém, depende de uma imagem adulterada. Em alguns casos, o comprovante é verdadeiro, mas registra apenas um Pix agendado, e não uma transferência concluída. Como a operação ainda está programada para uma data futura, o pagamento pode ser cancelado antes que o dinheiro seja enviado.

  
 

Como funciona o golpe do comprovante Pix?

O golpe pode ser aplicado de diferentes maneiras, mas quase sempre segue o mesmo roteiro. O comprador envia um comprovante e tenta convencer o vendedor a concluir a negociação antes da conferência do pagamento.

Uma das modalidades mais conhecidas envolve a edição de um comprovante verdadeiro. O criminoso altera informações como valor, data, horário ou destinatário e encaminha o arquivo à vítima. Dependendo da qualidade da montagem, a fraude pode passar despercebida, principalmente em estabelecimentos com grande movimento ou em horários de maior fluxo de clientes.

Outra estratégia utiliza páginas e apps que reproduzem a interface de bancos conhecidos. Nessas ferramentas, basta preencher os dados da suposta transferência para gerar um documento visualmente semelhante ao emitido após um Pix. Apesar da aparência, nenhuma operação foi registrada no sistema de pagamentos.

Também há casos em que o golpe acontece sem qualquer edição de imagem. O comprador agenda um Pix, envia o comprovante emitido pelo próprio banco, recebe a mercadoria antes da data prevista para a transferência e, depois, cancela o agendamento. Como o documento é autêntico, essa modalidade pode ser mais difícil de identificar à primeira vista. 

 

Como identificar um comprovante Pix falso?

Um comprovante bem elaborado pode enganar até quem recebe pagamentos por Pix com frequência. Por isso, a análise não deve se limitar à aparência da imagem. Também é importante verificar se as informações da transação fazem sentido e correspondem ao momento da negociação.

Comece pelos dados exibidos. Confira se o nome do pagador e do recebedor estão corretos, se o valor corresponde ao combinado e se a data e o horário batem com o momento da compra. Se alguém afirma ter acabado de fazer a transferência, mas o documento mostra outro horário ou outra data, interrompa a negociação e confirme o pagamento antes de prosseguir.

Em seguida, observe a qualidade da imagem. Logotipos desfocados, fontes diferentes das utilizadas pelo banco, espaçamentos irregulares, textos desalinhados e erros de ortografia podem indicar edição. Capturas de tela com baixa resolução, partes cortadas ou elementos ocultos também merecem atenção, pois podem esconder informações importantes da transação.

O comportamento do comprador também ajuda a identificar tentativas de fraude. Em negociações pela internet, por exemplo, é comum receber o comprovante por WhatsApp acompanhado de mensagens pedindo urgência na entrega da mercadoria ou na liberação do serviço. Antes de atender ao pedido, confirme se o pagamento aparece no extrato da conta.

   
 

Como verificar se o dinheiro realmente caiu?

A maneira mais segura de confirmar um Pix é consultar o extrato ou o histórico de movimentações da conta que receberia a transferência. Se o pagamento foi concluído, ele aparecerá entre as operações registradas pela instituição financeira, acompanhado do valor recebido e das demais informações da transação.

Essa conferência deve ser feita no aplicativo, internet banking ou outro canal oficial do banco. O histórico da conta do recebedor é o que confirma se a transferência foi efetivamente concluída, independentemente da imagem enviada pelo pagador.

Como o Pix é um meio de pagamento instantâneo, a liquidação normalmente ocorre em poucos segundos. Se o valor não aparecer no extrato nesse intervalo, verifique se a operação foi registrada como Pix Agendado ou aguarde a confirmação da instituição financeira antes de entregar um produto ou concluir um serviço.

Também vale manter as notificações do app bancário ativadas. Assim, sempre que um Pix for recebido, você será avisado imediatamente e poderá confirmar o crédito sem depender apenas do comprovante enviado pelo comprador. 

 

Alerta: é preciso cautela com Pix Agendado

O Pix Agendado permite programar uma transferência para uma data futura. Nessa modalidade, o banco emite um comprovante informando que a operação foi agendada, mas isso não significa que o dinheiro já foi enviado ao destinatário.

Golpistas exploram essa característica para enganar vendedores. Eles agendam o pagamento, enviam o comprovante, recebem a mercadoria ou o serviço e, antes da data prevista para a transferência, cancelam a operação. Como o Pix não é concluído, nenhum valor chega à conta do destinatário.

Antes de finalizar qualquer negociação, confira se o documento traz indicações como "Pix Agendado", "Agendamento" ou uma data futura para a transferência. Se houver qualquer referência ao agendamento, aguarde a liquidação do pagamento antes de liberar a compra.

 

Recebi um comprovante de Pix falso, o que fazer?

Se o pagamento não aparecer no extrato da conta ou houver suspeita de fraude, interrompa a negociação até esclarecer a situação. Caso a venda ainda não tenha sido concluída, não entregue a mercadoria nem finalize o serviço antes da confirmação da transferência.

Guarde conversas, imagens recebidas, dados do comprador e todos os registros da negociação. Esse material pode ser solicitado pela instituição financeira e também será importante caso seja necessário registrar um boletim de ocorrência.

Se o comprador informar que houve algum problema durante a transferência, peça que ele entre em contato com o banco para verificar o status da operação. A instituição financeira consegue informar se o Pix foi concluído, rejeitado, cancelado ou apenas agendado.

 
 

O que fazer se você caiu no golpe?

Entre em contato com sua instituição financeira assim que identificar a fraude. Dependendo do caso, o banco poderá avaliar o acionamento do Mecanismo Especial de Devolução (MED), mecanismo do Banco Central do Brasil criado para tentar recuperar valores enviados em situações de golpe ou fraude.

Depois, registre um boletim de ocorrência e reúna todas as provas disponíveis, como conversas, comprovantes, notas fiscais e demais registros da negociação. Esses documentos ajudam na análise da instituição financeira e podem ser utilizados durante a investigação.

Se a compra ou a venda ocorreu por um marketplace, aplicativo de mensagens ou rede social, comunique também a plataforma sobre o ocorrido. A denúncia pode contribuir para identificar a conta utilizada pelo golpista e impedir que ela seja usada para aplicar novas fraudes.

 

 

 

 

 

Por - TechTudo

feed-image
SICREDI 02