A IA usada nos novos radares inteligentes foi treinada para identificar uma série de padrões de infrações cometidas por motoristas e passageiros, como a falta do uso do cinto de segurança (inclusive no banco traseiro), o uso do celular ao volante, braço ou qualquer outra parte do corpo para fora do veículo e o transporte de crianças de forma incorreta, como no banco dianteiro ou no banco traseiro sem a cadeirinha adequada.
Atualmente, um trecho da Rodovia Anhanguera, em Ribeirão Preto (SP), e uma parte da Rodovia Governador Adhemar Pereira de Barros, em Mogi Mirim (SP), conhecida popularmente como Campinas-Mogi, contam com os radares inteligentes que foram instalados pelas concessionárias Arteris e Renovias, responsáveis pela administração das rodovias, respectivamente.
Em reportagem divulgada pelo programa Fantástico, da Globo, no começo de janeiro, o volume de infrações registradas apenas por uma câmera que monitora todas as faixas da Anhanguera chamou a atenção: foram mais de 20 mil. Não usar o cinto de segurança apareceu em primeiro lugar, com 17 mil registros, seguida pelo uso de celular ao volante, com 3 mil. Os dados levantados consideram apenas o período de julho a novembro do ano passado.
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Na rodovia Campinas-Mogi, administrada pela Renovias, a tecnologia está presente desde 2023 e foi aprimorada ao longo dos anos. Em 2025, o radar com IA identificou mais de 6 mil motoristas ou passageiros rodando sem cinto de segurança, e mais de 1,5 mil condutores usando o celular enquanto dirigem.
Os números registrados são altos, mas, de acordo com Ana Caetano, gerente de operações da Arteris, que participou da reportagem do Fantástico, desde a instalação do radar com IA na Anhanguera, houve uma redução de 30% nos acidentes onde o trecho é monitorado. A representante da concessionária analisa que esse recuo é reflexo da tecnologia, pois as pessoas sabem que podem ser multadas e, com isso, ficam mais atentas.
Uso de celular ao volante foi a segunda infração mais flagrada pelo novo radar com IA — Foto: Getty Images
Em Minas Gerais, algumas rodovias também contam com radares equipados com IA desde o ano passado. É o caso de um trecho da BR-365, entre Uberlândia e Patrocínio, com as mesmas funções dos equipamentos instalados nas estradas paulistas. A tecnologia avançou no começo de 2026 para outras regiões do Estado, como o Sul de Minas, com monitoramento nas rodovias MG-290, BR-459 e LMG-877.
Esse tipo de tecnologia deve se tornar cada vez mais presente nas rodovias brasileiras, já que o sistema se mostrou eficiente, reduzindo o número de acidentes e educando os motoristas, ainda que o método de prevenção seja aplicado diretamente na conta bancária.
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Atualmente, diversos estados possuem câmeras e radares inteligentes em suas rodovias, seja em fase de testes ou já em operação, com maior presença no Sul e Sudeste, mas o sistema já avançou para outras regiões como Centro-Oeste, Norte e Nordeste, identificando também veículos roubados e com documentação atrasada.
Vale lembrar que a tecnologia usada é capaz de monitorar veículos em velocidades de até 300 km/h e funcionam tanto de dia quanto de noite, sem interferência por reflexos do Sol nos veículos ou por falta de iluminação.
Radar Inteligente dentro das cidades
Grandes cidades do país também contam com radares inteligentes, como São Paulo, com monitoramento que vai além da velocidade dos veículos. Nesse caso, infrações como trafegar em faixa e corredor exclusivo de ônibus, usar o celular ao volante e não usar o cinto de segurança são algumas das infrações passíveis de monitoramento.
Por - G1
As mortes do secretário de Governo da Prefeitura de Itumbiara, no sul de Goiás, Thales Naves Alves Machado, de 40 anos, e do filho mais velho, Miguel Araújo Machado, de 12 anos, não tiveram participação de outras pessoas. De acordo com a Polícia Civil, não há, até agora, elementos que indiquem envolvimento de terceiros.
As mortes aconteceram na noite de quarta-feira (11), na casa da família. Segundo as investigações, Thales atirou contra os dois filhos e, em seguida, em si mesmo. O filho caçula, de 8 anos, foi socorrido e está em estado gravíssimo no Hospital Estadual de Itumbiara São Marcos. Parentes descobriram o crime após verem uma publicação em tom de despedida na rede social do secretário. A postagem foi apagada momentos depois.
Thales era genro do prefeito Dione Araújo. Ele e a mãe das crianças, que estava viajando para São Paulo no momento do crime, eram casados há 15 anos.
Em nota divulgada à imprensa, a polícia informou que o caso é tratado como homicídio consumado e homicídio tentado, "seguidos de autoextermínio por parte do autor". As investigações estão sendo feitas pelo Grupo de Investigação de Homicídios de Itumbiara (GIH).
A polícia disse que o GIH acompanhou os trabalhos da perícia técnico-científica até a remoção do corpo e continua realizando levantamentos, colhendo testemunhos e solicitando perícias, "preservando o sigilo do inquérito e respeitando a dor dos familiares".
Luto de 3 dias
A Prefeitura de Itumbiara decretou luto oficial de três dias, a partir desta quinta-feira (12), pelo falecimento do secretário. Durante o período, os atendimentos ao público ficam suspensos nos órgãos da administração direta e indireta. A rede municipal de ensino encerrou as aulas às 9h30 e tem retorno previsto para sexta-feira (13).
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Thales Alves Machado atirou nos dois filhos e depois se matou, em Itumbiara — Foto: Reprodução/ TV Anhanguera
O governador Ronaldo Caiado e a primeira-dama Gracinha se manifestaram sobre a morte do secretário e do filho e disseram estar profundamente consternados com a tragédia. O texto informou ainda que a notícia de violência dentro de um lar, especialmente quando crianças são vítimas, atinge em cheio a família e lança toda a sociedade em um estado de luto e indignação (leia a íntegra do texto no final da matéria).
O corpo do filho mais velho está sendo velado na casa de Dione Araújo, avô do menino e prefeito de Itumbiara.
Nota do Governador Ronaldo Caiado:
"Gracinha e eu ficamos profundamente consternados com a tragédia ocorrida em Itumbiara nesta noite. A notícia de violência dentro de um lar, especialmente quando crianças são vítimas, atinge em cheio a família e lança toda a sociedade em um estado de luto e indignação. Diante do ocorrido, suspendemos nossas agendas e seguimos para Itumbiara ainda nesta manhã, com o objetivo de manifestar pessoalmente nossa solidariedade. Neste momento de extrema dor, nos solidarizamos com os familiares, amigos e com toda a comunidade itumbiarense. De forma especial, deixo um abraço fraterno ao meu amigo, o prefeito Dione Araújo. Peço a Deus que conceda força a todos que enfrentam perdas tão dolorosas. Que a fé e a união ajudem a atravessar este momento tão difícil".
Por - G1
A divulgação de conteúdos falsos criados com inteligência artificial (IA) mais do que triplicaram entre 2024 e 2025 no Brasil, apresentando um crescimento de 308%.

O dado é do primeiro Panorama da Desinformação no Brasil, estudo inédito do Observatório Lupa, que mapeia tendências, alvos e as principais táticas de desinformação. O estudo foi divulgado nesta quinta-feira (5).
O estudo analisou qualitativa e quantitativamente os 617 conteúdos verificados pela agência em 2025, comparando-os aos 839 conteúdos de 2024.
O panorama mostra que deepfakes e outras peças de desinformação geradas com IA passaram de 39 casos em 2024, número que representa 4,6% do total de checagens feita pela Agência Lupa naquele ano, para 159 em 2025, 25% das verificações. Isso representa um aumento de 120 casos.
Deepfakes são tecnologias que permite que rostos e vozes sejam alteradas em vídeos, por exemplo, o que pode gerar um conteúdo com informações falsas.
Segundo a edição de estreia do estudo, que será anual, há uma mudança estrutural no ecossistema desinformativo.
A pesquisa mostra que em 2024 a IA era usada majoritariamente para criação de golpes digitais, como deepfakes de famosos fazendo propagandas de sites fraudulentos, por exemplo. Já em 2025 a tecnologia passou a ser empregada de forma estratégica como arma política: quase 45% dos conteúdos com IA tinha viés ideológico, ante 33% no ano anterior.
O estudo do Observatório Lupa identificou que mais de três quartos dos conteúdos com IA que circularam em 2025 exploraram a imagem ou a voz de pessoas conhecidas, principalmente de lideranças políticas. O levantamento aponta 36 ocorrências de conteúdo falso que tinham como alvo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva; 33, o ex-presidente Jair Bolsonaro; e 30, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
De acordo com o panorama, o uso do WhatsApp para difusão de desinformação caiu de quase 90%, em 2024, para 46%, em 2025. Na análise do Observatório Lupa, isso não significa que as fakes diminuíram por lá, mas sim que, agora, há maior dispersão de plataformas.
Para além do Facebook, Instagram, Threads, WhatsApp e X, que já eram populares, também passaram a ter mais relevância na disseminação de fakes o Kwai, e o Tiktok, ambas redes sociais de vídeos curtos.
Por - Agência Brasil
A empresária Amanda Vasconcelos Tavares Reis, de 28 anos, mulher do cantor Henrique (da dupla Henrique & Juliano), foi detida na segunda-feira (2) em Orlando, Flórida, após tentar fugir de uma viatura policial com luzes e sirenes ligadas.
Ela também foi autuada por dirigir sem carteira de motorista válida – mostrou apenas a CNH brasileira digital, mas como mora na Flórida com visto americano, precisava de habilitação local.
Amanda é filha do comandante-geral da Polícia Militar do Tocantins, coronel Márcio Barbosa, e sócia de empresas de roupas em Palmas. Vive com o marido e os filhos Helena (6 anos) e Miguel (4 anos) em uma fazenda em Porto Nacional, base dos negócios agropecuários da dupla, mas viaja muito para os EUA.
Ela passou a noite na cadeia e espera audiência na Justiça americana; não há confirmação de fiança ou soltura até agora. A assessoria do cantor e familiares não comentaram sobre. O Consulado do Brasil em Orlando disse estar pronto para ajudar, sem dar detalhes por questões de privacidade.
Um homem ateou fogo a uma estátua de Cristiano Ronaldo localizada em frente ao museu do jogador em Funchal, capital da ilha da Madeira (Portugal), na terça-feira (20). O suspeito filmou a ação e compartilhou o vídeo em suas redes sociais, sendo posteriormente identificado e interceptado pela polícia local.
ASSISTA AO VIDEO AQUI
Nas imagens, é possível ver o indivíduo jogando um líquido inflamável na estátua e ateando fogo com um isqueiro. Em seguida, ele toca música em uma caixa de som, dança e faz gestos ofensivos. O fogo consumiu-se em poucos segundos e, aparentemente, não causou danos estruturais à escultura.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) da Madeira agiu rapidamente após receber informações do público e conseguiu localizar o suspeito ainda no mesmo dia. Em comunicado, a corporação informou que, “em articulação com a Autoridade de Saúde”, expediu um “mandado de encaminhamento para a emergência psiquiátrica”, que foi cumprido imediatamente.
Segundo fontes policiais citadas pela imprensa portuguesa, o homem “é conhecido no Funchal por situações semelhantes” de descontrole emocional. Em suas redes sociais, ele se identificou como morador da Madeira e afirmou que a ação seria “o último aviso de Deus” para Cristiano Ronaldo, fazendo diversas menções religiosas e demonstrando claro desequilíbrio psicológico.
A polícia não informou se o indivíduo foi formalmente detido ou fichado, destacando que a intervenção priorizou a integridade física dele e de terceiros. Até o momento, Cristiano Ronaldo não se manifestou publicamente sobre o ocorrido.
A estátua atacada fica próxima ao Museu CR7, espaço idealizado e mantido pelo jogador em sua cidade natal. Apesar do incidente, o museu segue funcionando normalmente.
O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo alerta para o aumento de casos de esporotricose animal na cidade. A doença causada por fungos do gênero Sporothrix é considerada preocupante e "já representa um impacto significativo na saúde animal e humana". 

Os fungos afetam principalmente os gatos, pois são bem adaptados à temperatura corporal da espécie, considerada chave para a cadeia de transmissão. A esporotricose é um risco para animais soltos, sendo considerada como "um dos principais desafios sanitários urbanos relacionados a zoonoses no Brasil", informa o conselho, que editou norma técnica para os profissionais paulistas.
“Os gatos contraem a doença por inoculação traumática, seja pelo contato com solo – ao cavar – com espinhos, lascas de madeira ou matéria orgânica contaminados, seja pelo contato direto com outros animais doentes, principalmente durante brigas, arranhões e mordeduras, ou, ainda, pelo contato com secreções de lesões cutâneas, considerada a principal via de contaminação”, informa a coordenadora técnica médica-veterinária do conselho, Carla Maria Figueiredo de Carvalho.
A doença é observada em todas as regiões do país, com maior incidência nos estados do Sul e Sudeste. Há transmissão entre animais domésticos e selvagens e com transmissão de cerca de mil casos por ano para humanos, e tem avançado continuamente desde 2011 em território paulista, se espalhando por municípios da Região Metropolitana e do litoral.
Entre 2022 e 2023, o número de casos confirmados de esporotricose animal no estado aumentou de 2.417 para 3.309.
"Apesar desse crescimento, a notificação da doença em animais ainda não é obrigatória na maior parte do território paulista, o que dificulta a mensuração real do problema e o planejamento de estratégias eficazes de controle", explica a nota do conselho.
Com o aumento de casos a variante humana da doença passou a ter notificação compulsória desde o primeiro semestre de 2025, mas suas variantes zoonóticas não o tem. O Projeto de Lei n˚ 707/2025, que tramita na Assembléia Legislativa do estado, propõe tornar obrigatória a notificação de todos os casos suspeitos e confirmados de esporotricose em humanos e animais aos serviços de vigilância epidemiológica estadual. Hoje há orientação para que casos em animais sejam notificados.
O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo alerta que os sintomas da esporotricose em humanos podem surgir entre poucos dias e até três meses após a infecção.
"Geralmente, a doença se manifesta inicialmente como um pequeno nódulo indolor que, com o tempo, pode aumentar de tamanho e evoluir para uma ferida aberta. As formas clínicas da esporotricose humana dependem do estado imunológico do paciente e da profundidade das lesões, podendo se apresentar de forma cutânea, atingindo a pele, o tecido subcutâneo e o sistema linfático, ou de forma extracutânea, com disseminação para órgãos como pulmões, ossos e articulações”, explica Carla Maria.
O atendimento médico deve ser procurado logo que surjam os primeiros sintomas. Quando não tratada adequadamente, a esporotricose pode evoluir para feridas extensas e formação de nódulos, e pode se disseminar para além da pele em pessoas com imunossupressão, atingindo pulomões, ossos e articulações.
O conselho também alerta para a importância de tratar animais doentes e evitar seu abandono, quebrando a cadeia de infecções. Gatos com sinais suspeitos devem ser avaliados por médico-veterinário e, sempre que possível, submetidos a exames laboratoriais para confirmar o diagnóstico.
Por - Agência Brasil





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