A Nasa divulgou um mapa tridimensional do campo gravitacional da Terra baseado em observações de satélite. A representação chamou atenção por sua forma, menos simétrica do que normalmente se imagina.
O gráfico representa o geoide, uma superfície equipotencial que descreve a forma que o nível médio do mar teria se as águas permanecessem completamente paradas, sem a influência das marés, ventos ou correntes marítimas. Em vez disso, leva em conta a massa de rochas, magma e água acumuladas profundamente sob a superfície.
Nesse sentido, os especialistas esclareceram que o gráfico não constitui uma fotografia da aparência externa do planeta, mas sim uma ilustração que amplifica a escala vertical entre 7.000 e 10.000 vezes para tornar visíveis as pequenas diferenças na força de atração.
— Como a distribuição dos materiais nas profundezas da Terra varia, seu campo gravitacional tem colinas e vales — explicou Michael Watkins, cientista do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa, em uma pesquisa de 2020 sobre as propriedades do geoide.
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Em áreas com maior concentração de massa, como a cordilheira dos Andes ou o Himalaia, a atração é maior e se reflete em tons vermelhos, enquanto setores de menor densidade, como o Oceano Índico ou a bacia do Rio Congo, são observados em azul.
Para produzir essa imagem, as equipes técnicas processaram mais de 1 bilhão de observações obtidas ao longo de 15 anos por 19 satélites. O modelo global do GOCO06 combinou dados coletados pela missão GOCE da Agência Espacial Europeia (ESA) e o programa GRACE, promovido pela agência dos EUA em conjunto com o Centro Aeroespacial Alemão.
— O campo gravitacional da Terra muda de mês para mês, principalmente devido à massa da água se movendo sobre a superfície — explicou Watkins, cientista do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa na época.
A missão GRACE usou duas espaçonaves idênticas que voaram em sequência a 220 quilômetros de distância para medir flutuações micrômicas e registrar o deslocamento da água nos oceanos, chuvas e geleiras.
Além disso, o mapa mostrou que a altura do geoide registra variações que vão de um máximo de 85 metros na Islândia até um mínimo de 106 metros abaixo do nível médio no sul da Índia.
— É muito difícil medir quanta água está profundamente no solo e quanto muda de ano para ano — disse Watkins. A ferramenta ajuda a analisar o ciclo hidrológico, a disponibilidade de água subterrânea para irrigação agrícola e o aumento marítimo de longo prazo.
Por - O Globo
A carteira de estudante garante mais do que a meia-entrada em cinemas, shows e eventos culturais.
Além desse direito previsto em lei, estudantes podem acessar descontos em serviços de assinatura, softwares, eletrônicos e cursos, além de iniciativas oferecidas por instituições de ensino e programas públicos. As vantagens variam conforme o perfil do aluno, a instituição e a empresa participante. Conhecer essas oportunidades pode ajudar a reduzir gastos e garantir o acesso a produtos, serviços e recursos voltados à educação.
A seguir, confira dez benefícios pouco conhecidos, veja quem pode utilizá-los, como funcionam e quais exigem comprovação de vínculo estudantil.
Índice
- Meia-entrada em eventos culturais e esportivos
- Passe estudantil ou desconto no transporte público
- Descontos em softwares e ferramentas profissionais
- Assinaturas com preço reduzido para estudantes
- Descontos para compra de notebooks, celulares e eletrônicos
- Cursos gratuitos e certificações
- Biblioteca digital e acesso gratuito a conteúdos acadêmicos
- Benefícios oferecidos pela própria universidade
- Programas públicos para estudantes de baixa renda
- Descontos exclusivos oferecidos pela carteira de estudante
1. Meia-entrada em eventos culturais e esportivos
A meia-entrada para estudantes é um benefício garantido por lei que permite pagar metade do valor do ingresso em eventos culturais, esportivos e de entretenimento. O desconto de 50% vale para cinemas, teatros, shows, espetáculos circenses, atividades educativas e outras atrações de lazer.
O direito é assegurado pela Lei nº 12.933/2013 e vale em todo o território nacional. Podem utilizar o benefício estudantes regularmente matriculados na educação básica, no ensino técnico, na graduação e na pós-graduação. Para comprovar esse direito, é necessário apresentar a Carteira de Identificação Estudantil (CIE), válida em todo o Brasil e emitida por entidades autorizadas pela legislação federal. O documento deve estar dentro do prazo de validade, renovado anualmente.
Entre as entidades autorizadas estão a UNE, a Ubes, a ANPG, os Diretórios Centrais dos Estudantes (DCEs), os Centros e Diretórios Acadêmicos e entidades estudantis filiadas, desde que emitam a carteira conforme o modelo nacional.
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2. Passe estudantil ou desconto no transporte público
O passe estudantil é um benefício que reduz ou elimina o custo das passagens para estudantes no transporte público. Dependendo das regras locais, ele pode garantir gratuidade total, desconto de 50% na tarifa ou uma quantidade limitada de viagens mensais.
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O benefício atende estudantes regularmente matriculados no ensino fundamental, médio, técnico, superior e em cursos profissionalizantes reconhecidos. Em muitas cidades, alunos da rede pública ou de baixa renda têm direito ao passe livre. Já estudantes da rede privada ou do ensino superior costumam receber desconto parcial nas passagens, conforme a legislação local.
Para solicitar o benefício, o estudante geralmente precisa fazer um cadastro no órgão responsável pelo transporte e apresentar documentos como RG, CPF, comprovante de residência e declaração de matrícula. Após a aprovação, o estudante recebe um cartão de transporte para usar nas viagens.
Como não existe uma lei federal que padronize o passe estudantil em todo o país, cada estado e município define as próprias regras. Por isso, consulte o programa disponível na cidade onde mora ou estuda para verificar os critérios, a documentação exigida e o tipo de benefício oferecido.
3. Descontos em softwares e ferramentas profissionais
Os descontos em softwares e ferramentas profissionais permitem que estudantes utilizem programas pagos por preços reduzidos ou até gratuitamente durante o período de estudos. Em geral, as empresas exigem um e-mail institucional ou um comprovante de matrícula para liberar o benefício.
Entre as principais opções, estão:
- Microsoft 365 Education: oferece acesso gratuito a aplicativos como Word, Excel, PowerPoint e OneNote para estudantes e educadores de instituições de ensino participantes. O acesso costuma exigir um e-mail institucional. Caso o domínio não seja reconhecido, a Microsoft pode solicitar um comprovante de matrícula.
- Canva para Educação: disponibiliza recursos do plano Pro para alunos da educação básica. O acesso depende de uma escola ou professor já verificado na plataforma. Em alguns casos, estudantes também podem utilizar um e-mail escolar compatível.
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- Autodesk Education: libera gratuitamente softwares como AutoCAD, Revit e Fusion para estudantes com 13 anos ou mais matriculados em instituições credenciadas. A plataforma pode solicitar documentos que comprovem a matrícula.
- GitHub Student Developer Pack: reúne ferramentas de desenvolvimento, hospedagem e serviços gratuitos para estudantes de cursos formais. A validação ocorre por e-mail institucional ou pelo envio de documentos, como declaração ou carteirinha de estudante.
- JetBrains Student: oferece acesso sem custo a IDEs como IntelliJ IDEA, PyCharm e WebStorm para estudantes matriculados em cursos com duração superior a um ano. A comprovação pode ocorrer por e-mail institucional, documentos de matrícula ou uma conta já aprovada no GitHub Student Developer Pack.
Antes de solicitar qualquer benefício, vale conferir os critérios de elegibilidade da plataforma. Cada empresa define as próprias regras e pode alterar os requisitos de acesso ao longo do tempo.
4. Assinaturas com preço reduzido para estudantes
As assinaturas com preço reduzido para estudantes oferecem descontos em serviços de música, vídeos e outras plataformas digitais. Em geral, o benefício atende alunos do ensino superior e exige a comprovação da matrícula por meio de um e-mail institucional ou de plataformas de verificação.
Os serviços mais conhecidos são:
- Spotify Premium Universitário: custa R$ 12,90 por mês no Brasil. O plano atende estudantes maiores de 18 anos matriculados em instituições de ensino superior credenciadas. A validação ocorre pela plataforma SheerID e pode exigir login no portal da faculdade ou envio de um comprovante de matrícula.
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- Apple Music para Estudantes: oferece assinatura por R$ 12,90 mensais para alunos do ensino superior. O benefício pode ser utilizado por até 48 meses e exige validação pela plataforma UNiDAYS, com e-mail institucional ou documentos acadêmicos.
- YouTube Premium Student: tem mensalidade de R$ 16,90 no Brasil e inclui um mês de teste gratuito para novos assinantes. A plataforma utiliza a SheerID para confirmar o vínculo acadêmico e solicita uma nova validação a cada 12 meses.
- Amazon Prime Student: o programa existe em alguns países, como Estados Unidos e Reino Unido, mas não está disponível no Brasil. Nos locais onde é oferecido, a empresa costuma solicitar e-mail institucional ou documentos que comprovem a matrícula.
- Outros serviços: o Deezer Student custa R$ 10,90 por mês para estudantes elegíveis. Já o Mubi oferece assinatura estudantil por R$ 21,90 mensais. Além disso, plataformas como o Qobuz também disponibilizam descontos em alguns mercados.
Antes de contratar qualquer assinatura, consulte as regras da plataforma. A disponibilidade dos planos estudantis, os valores e os requisitos de comprovação podem variar conforme o país e sofrer alterações ao longo do tempo.
5. Descontos para compra de notebooks, celulares e eletrônicos
Descontos para compra de notebooks, celulares e eletrônicos permitem que estudantes e profissionais da educação adquiram produtos com preços reduzidos em programas educacionais de fabricantes. Em geral, o benefício exige a comprovação do vínculo com uma instituição de ensino e permanece disponível durante todo o ano, embora algumas marcas realizem campanhas especiais.
Algumas fabricantes mantêm programas educacionais, como:
- Apple Education Store: oferece descontos permanentes em Macs e iPads para estudantes universitários, aprovados no vestibular, professores e funcionários de instituições de ensino. O preço reduzido aparece automaticamente na loja educacional. No entanto, a Apple pode solicitar documentos, como comprovante de matrícula ou carteirinha de estudante, em auditorias posteriores. Além disso, a empresa costuma reforçar as ofertas durante a campanha de Volta às Aulas, que pode incluir brindes ou descontos em acessórios.
- Samsung Programa Estudantes: disponibiliza preços reduzidos em smartphones, notebooks, tablets e outros eletrônicos para estudantes e professores elegíveis. O acesso exige login no portal do programa com e-mail institucional ou validação pela plataforma UNiDAYS. Após a aprovação, os descontos, que podem chegar a 30%, aparecem automaticamente nas páginas dos produtos e no carrinho.
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- Outras fabricantes: empresas como Dell, Lenovo e Positivo também promovem campanhas educacionais. Em geral, elas exigem cadastro com e-mail acadêmico, validação por plataforma parceira ou envio de documentos que comprovem o vínculo com uma instituição de ensino. Os descontos podem variar conforme o produto, o período da promoção e as regras definidas por cada fabricante.
6. Cursos gratuitos e certificações
Muitas plataformas oferecem capacitações online e permitem estudar no próprio ritmo. Em diversos casos, o certificado digital fica disponível após a conclusão das atividades e da avaliação final.
Algumas das plataformas com esses benefícios são:
- Google: disponibiliza cursos em áreas como marketing digital, análise de dados e inteligência artificial. Parte das formações ocorre em parceria com plataformas como o Coursera. Os conteúdos básicos costumam ser gratuitos. Já alguns certificados profissionais podem exigir auxílio financeiro ou emissão por programas parceiros.
- Microsoft: reúne cursos gratuitos no Microsoft Learn sobre Azure, inteligência artificial e ferramentas corporativas. O acesso ao conteúdo não tem custo. No entanto, os exames para certificações oficiais geralmente são pagos, embora a empresa ofereça vouchers gratuitos em eventos específicos.
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- Cisco Networking Academy: oferece cursos sobre redes, infraestrutura e cibersegurança, com simuladores próprios para atividades práticas. Além disso, os cursos introdutórios concedem certificados de conclusão e emblemas digitais sem cobrança. As certificações profissionais da Cisco, por outro lado, exigem a realização de um exame pago.
- Fundação Bradesco: a Escola Virtual disponibiliza cursos gratuitos em tecnologia, administração, finanças e outras áreas. Após alcançar a nota mínima na avaliação final, o aluno recebe um certificado digital emitido pela própria plataforma.
- Escola Virtual GOV (EV.G): mantida pela ENAP, reúne cursos gratuitos para servidores públicos e cidadãos. As capacitações incluem temas de gestão, inovação e tecnologia. Ao concluir a carga horária e obter aprovação na avaliação, o participante recebe certificado emitido pela plataforma ou pela instituição parceira responsável pelo curso.
7. Biblioteca digital e acesso gratuito a conteúdos acadêmicos
As bibliotecas digitais e o acesso gratuito a conteúdos acadêmicos permitem que estudantes consultem livros, artigos científicos e materiais especializados sem custo adicional. Muitas universidades oferecem esse benefício por meio de assinaturas institucionais e parcerias com editoras e órgãos públicos. Assim, o aluno pode acessar periódicos científicos, e-books, bases de pesquisa e bibliotecas digitais durante toda a graduação.
Em geral, o acesso funciona de forma automática quando o estudante utiliza a rede da universidade. Fora do campus, basta fazer login com as credenciais acadêmicas em sistemas como a Rede CAFe, VPN ou plataformas da própria instituição. Além disso, bibliotecas virtuais como Minha Biblioteca e Biblioteca Virtual Pearson costumam integrar o acervo de diversas universidades e permitem consultar livros pelo computador ou celular.
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Apesar da facilidade, muitos estudantes deixam de aproveitar esses recursos por desconhecerem que a instituição já oferece esse acesso. Por isso, vale consultar o portal da biblioteca da universidade para verificar quais bases de dados e coleções digitais estão disponíveis.
8. Benefícios oferecidos pela própria universidade
Os benefícios oferecidos pelas universidades ajudam estudantes a permanecer na graduação e participar de atividades acadêmicas. Muitas instituições mantêm programas de assistência estudantil e bolsas de apoio. No entanto, as regras, os valores e a disponibilidade variam conforme cada instituição.
Os auxílios mais comuns incluem:
- Auxílio permanência: oferece um valor mensal para ajudar estudantes de baixa renda a custear despesas do dia a dia, como material didático e outras necessidades básicas. O benefício costuma ser concedido após análise socioeconômica realizada em editais da própria instituição.
- Auxílio alimentação: garante refeições gratuitas ou com desconto nos restaurantes universitários, ou um benefício financeiro destinado à alimentação. Em geral, o estudante precisa atender aos critérios definidos pela política de assistência estudantil.
- Auxílio transporte: reduz os gastos com deslocamento entre a residência e o campus. O benefício pode ser pago em dinheiro ou concedido por meio de passes de transporte, conforme as regras da universidade.
- Moradia estudantil: oferece vagas em residências universitárias ou auxílio para pagamento de aluguel a estudantes que precisaram mudar de cidade para estudar. A seleção normalmente considera renda familiar e distância da residência.
- Bolsas de monitoria: remuneram estudantes para auxiliar professores em atividades de ensino e atendimento aos colegas. A participação depende de processo seletivo interno, que pode considerar provas e desempenho acadêmico.
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- Bolsas de iniciação científica: permitem que alunos participem de projetos de pesquisa orientados por professores. O ingresso ocorre por editais específicos e exige o cumprimento das atividades e a entrega de relatórios durante a bolsa.
- Apoio psicológico: oferece atendimento gratuito com psicólogos da instituição para auxiliar estudantes em questões como ansiedade, estresse e adaptação à vida acadêmica. O acesso costuma ocorrer por triagem ou agendamento realizado pela própria universidade.
Antes de solicitar qualquer benefício, vale consultar os editais da instituição. Cada universidade define os requisitos, os prazos e a documentação exigida.
9. Programas públicos para estudantes de baixa renda
Os programas públicos para estudantes de baixa renda oferecem apoio financeiro e acesso ao ensino para reduzir a evasão escolar. As iniciativas atendem diferentes etapas da educação, desde o ensino médio até a graduação. Além disso, cada programa possui regras próprias de renda, escolaridade e participação:
- Pé-de-Meia: funciona como uma poupança do governo federal para incentivar a conclusão do ensino médio público. O estudante recebe depósitos em uma conta digital da Caixa conforme mantém frequência mínima, realiza a matrícula, conclui cada ano letivo e participa do Enem. O programa atende jovens de famílias inscritas no CadÚnico que cumprem os critérios estabelecidos.
- Bolsa Permanência: oferece um auxílio financeiro mensal para ajudar estudantes de graduação em universidades federais a permanecerem no curso. O benefício prioriza alunos indígenas, quilombolas e outros estudantes em situação de vulnerabilidade, conforme as regras do programa e da instituição.
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- Prouni: concede bolsas integrais ou parciais em faculdades particulares. A seleção utiliza a nota do Enem e considera critérios de renda e de escolaridade definidos pelo Ministério da Educação.
- Fies: financia cursos superiores em instituições privadas. O estudante realiza a graduação e inicia o pagamento do financiamento após a conclusão do curso, conforme as regras do programa. O acesso também depende da nota do Enem e da renda familiar.
- Auxílios estaduais: governos estaduais e universidades públicas estaduais também oferecem benefícios, como auxílio-alimentação, passe estudantil, bolsas e apoio financeiro. As regras de participação variam conforme a legislação e os editais de cada estado.
10. Descontos exclusivos oferecidos pela carteira de estudante
A carteira de estudante também pode dar acesso a clubes de vantagens com descontos em produtos e serviços. Diferentemente da meia-entrada, porém, esses benefícios não são garantidos por lei. Eles dependem dos convênios firmados pela entidade emissora e podem variar conforme a região e o período.
Algumas entidades, como UNE, UBES e emissoras do Documento Nacional do Estudante (DNE), mantêm parcerias com empresas de diferentes segmentos. Assim, o estudante pode encontrar descontos em cursos, farmácias, restaurantes, academias, lojas e até serviços relacionados a viagens, como hospedagens e passagens. Em alguns casos, as vantagens também incluem cashback e ofertas exclusivas em plataformas parceiras.
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O funcionamento varia conforme o clube de benefícios. Em geral, basta apresentar a carteira válida ou acessar a plataforma da entidade emissora para consultar os parceiros e resgatar os descontos disponíveis. Antes de utilizar esse benefício, vale conferir quais convênios estão ativos no site da entidade responsável pela emissão da carteira. Como essas vantagens resultam de acordos comerciais, elas podem ser alteradas ou encerradas a qualquer momento.
Por - TechTudo
Pesquisadores analisaram panelas usadas há mais de 100 anos e, a partir de moléculas de gordura preservadas na cerâmica, reconstituíram o cardápio que revela o abismo social do Brasil no século 19.
De acordo com o estudo, colonos europeus se alimentavam de carne, laticínios e plantas cultivadas em terra própria, enquanto indígenas e comunidades escravizadas e afrodescendentes dependiam sobretudo da pesca e de outros recursos de subsistência.
De acordo com a pesquisa, foram analisados 182 fragmentos de cerâmica de quatro sítios arqueológicos na Baía da Babitonga, em Santa Catarina, região que hoje abrange Joinville e São Francisco do Sul. As panelas foram usadas entre o fim do século 19 e o início do século 20 por famílias indígenas, africanas, luso-brasileiras e por colonos alemães recém-chegados à região.
O Brasil daquele período já era reconhecido pela variedade de terras agricultáveis e pela riqueza natural da costa. Ainda assim, o acesso a essa fartura não era igual para todos. Segundo os pesquisadores, esse histórico desenhou a forma como a desigualdade alimentar se desenha até hoje.
"Os resíduos preservados nessas cerâmicas mostram que a dieta cotidiana refletia as profundas diferenças sociais e culturais que caracterizavam o Brasil no final do século XIX. A arqueologia molecular nos permite recuperar parte dessa história que dificilmente constaria em documentos escritos", explica André Colonese, pesquisador do ICTA-UAB e coautor do estudo.
Como a comida sobrevive quase 100 anos numa panela?
Toda vez que um alimento é cozido, uma parte da gordura penetra nos poros da cerâmica e fica ali retida — mesmo depois que a panela para de ser usada. Foi esse resíduo que os pesquisadores foram buscar.
Em laboratório, eles trituraram uma pequena quantidade de pó de cada fragmento de cerâmica e extraíram as moléculas de gordura preservadas.
Depois, usaram técnicas de química analítica — como cromatografia gasosa e análise de isótopos de carbono — para identificar que tipo de alimento gerou aquele resíduo: se veio de plantas, de animais terrestres ou de peixes e frutos do mar, por exemplo.
Cada fonte de alimento deixa uma espécie de "assinatura molecular" diferente. Alimentos aquáticos, como peixe, e óleos vegetais tendem a deixar uma proporção específica entre dois ácidos graxos (palmítico e esteárico), enquanto gorduras de animais terrestres, como boi, apresentam outra proporção.
Além da gordura, os cientistas tentaram extrair proteínas de parte das amostras — uma tarefa mais difícil, já que proteínas se degradam com mais facilidade ao longo do tempo. Ainda assim, conseguiram identificar vestígios de peixe da família dos corvinídeos e de gema de ovo em algumas panelas.
O que as panelas contam
De acordo com os pesquisadores, a diferença social começa na própria panela onde o alimento era feito. As panelas feitas à mão — sem torno de oleiro, com decorações associadas a tradições indígenas, africanas e europeias — vieram de três sítios arqueológicos nas regiões de São Francisco do Sul e Joinville.
As moléculas encontradas nos alimentos mostram que, ainda que o país fosse vasto em natureza e estivesse expandindo o mercado de produção agrícola, o acesso a essa fartura dependia da posse de terra. Comunidades indígenas, africanas e afrodescendentes tinham a dieta mais concentrada em peixe e frutos do mar — recursos que não exigiam propriedade nem dinheiro.
Segundo o estudo, essa diferença reflete menos uma escolha de paladar e mais uma questão de acesso: famílias com posse de terra ou inseridas na economia de mercado formal tinham acesso ao gado e à lavoura; já famílias sem esse acesso recorriam à pesca e à coleta na costa — recursos mais livres, que não exigiam propriedade nem dinheiro.
O que era mais comum na dieta dos colonos alemães:
- Carne e gordura animal
- Laticínios
- Poucos sinais de plantas cultivadas
O que era mais comum na dieta de luso-brasileiros, indígenas e afrodescendentes:
- Peixe e frutos do mar
- Milho, mandioca e, em menor grau, feijão e frutas
- Galinha e, em alguns locais, gado usado para carne
A análise molecular permitiu ir um passo além e identificar alimentos específicos preparados há mais de um século. Entre eles, peixes, ovos de galinha e biomarcadores compatíveis com o processamento de milho, arroz, mandioca, feijão, frutas e verduras, além de gorduras animais. Segundo os pesquisadores, essa combinação de análises de lipídios e proteínas proporciona um retrato mais preciso da dieta diária das diferentes comunidades daquela época.
Por - G1
Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, mostrou como a gravidez mexe com o cérebro da mulher para viver ou "aguentar" a maternidade. As mudanças são cruciais para que a mãe sinta os cuidados com um recém-nascido como gratificantes, e não como simplesmente necessários. Para Rosie Brown, Jenny Clarkson e Michael Perkinon, professores do Departamento de Fisiologia na universidade, essas mudanças ocorrem em diferentes mamíferos.
Na pesquisa que acabam de publicar, com estudo em camundongos, os professores identificaram parte do circuito cerebral que impulsiona o impulso da mãe de interagir com seu recém-nascido. Esta via é ativada pelos chamados hormônios da gravidez, como o lactogênio e o placentário, além da prolactina, hormônio produtor de leite. Esta parte do cérebro conecta estes hormônios à rede de recompensa dele.
— Focamos em uma região cerebral chamada área pré-óptica medial, conhecida há décadas como um controlador-chave dos comportamentos parentais. Muitos de seus neurônios carregam receptores para lactógeno e prolactina placentários. Em estudos anteriores, mostramos que camundongos sem esses receptores nessa região não conseguiam cuidar de seus filhotes após o nascimento. O que ainda não estava claro era exatamente como esses neurônios ajudavam a impulsionar o comportamento parental — explicam eles, em artigo publicado na plataforma The Conversation e no jornal britânico The Independent.
No estudo, camundongos fêmeas que entravam em contato com filhotes mostraram uma resposta muito mais forte quando haviam dado à luz. A partir disso, os pesquisadores rastrearam para onde esses neurônios enviam seus sinais, mostrando que um subconjunto desses neurônios se conecta diretamente ao sistema de recompensa do cérebro, desencadeando a liberação de dopamina, o neuroquímico que ajuda a tornar as experiências gratificantes.
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A partir de então, essa via do cérebro foi ativada artificialmente, fazendo que as fêmeas que nunca tiveram filhotes passassem a ter uma conexão de cuidado com eles. Por outro lado, quando a mesma via foi bloqueada nos camundongos que deram à luz, elas se comportavam sem criar vínculos com os filhotes.
— Embora nosso trabalho tenha sido realizado em camundongos, as mesmas vias de recompensa são encontradas em mães humanas, sendo a prolactina o principal hormônio produtor de leite em todos os mamíferos. O cérebro humano sofre mudanças enormes e duradouras durante a gravidez, mas pouquíssima pesquisa em neurociência tem focado nas mulheres, e ainda menos para analisar como a gravidez causa mudanças no cérebro — avalia o artigo.
A pesquisa busca mostrar que mães que possuem dificuldades de vínculo com seus bebês podem refletir vias cerebrais que não se adaptaram como o esperado durante a gravidez, o que demanda mais compreensão, apoio e tratamento em determinado período, para os autores.
Os professores destacam ainda que, segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 13% das mulheres que acabaram de dar à luz apresentam algum transtorno mental, principalmente depressão, número que costuma ser mais alto nos países em desenvolvimento.
— Nossa pesquisa busca entender como o cérebro se adapta durante a gravidez e conectar o início da maternidade a apoio e humor saudável, com o objetivo de desenvolver melhores formas de prevenir e tratar a má saúde mental no período periparto — completam os autores.
Por - O Globo
A final da Copa do Mundo 2026 será disputada entre Espanha e Argentina neste domingo (19), às 16h, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
Essa será a primeira final na história do campeonato com um show no intervalo entre o primeiro e o segundo tempo. É um formato inspirado no Super Bowl, mas com várias atrações confirmadas.
Quem vai se apresentar?
A Fifa anunciou Madonna, Shakira com Burna Boy, BTS e Justin Bieber como os headliners do evento.
A apresentação também contará com o maestro venezuelano Gustavo Dudamel, que irá reger uma orquestra conjunta formada pela Filarmônica de Nova York e pela Orquestra Sinfônica Simón Bolívar da Venezuela.
Além deles, o show terá a participação do coral PS22 com a banda Coldplay, o grupo de dança ugandense Ghetto Kids e até os Muppets.
Que horas?
O show acontecerá após o primeiro tempo, que obrigatoriamente terá acréscimos por causa da pausa para hidratação. Por isso, deve começar entre 16h50 e 17h15, já que será necessário montar o palco.
A montagem do palco deve levar cerca de sete minutos e pode levar "provavelmente" o mesmo tempo para liberar o gramado antes do início do segundo tempo.
Como será?
Segundo a FIFA, a apresentação durará 11 minutos. Não está claro se os cantores vão se alternar ou dividir o palco, nem o que devem cantar. Shakira e Burna Boy vão cantar "Dai Dai", a música oficial da Copa deste ano.
Espanha e Argentina medem forças às 16h (de Brasília) deste domingo (19), na final da Copa do Mundo.
O jogo será no Estádio de Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A Espanha chega à segunda final de sua história na melhor fase que já viveu, em uma sequência invicta de 37 jogos e com a melhor defesa desta Copa do Mundo: apenas um gol sofrido, nas quartas contra a Bélgica. Nos sete jogos até aqui, jamais esteve atrás no placar. Tem como maior força o entrosamento, com trocas de passes que muitas vezes duram minutos, e foi assim que eliminou a França com atuação dominante na semifinal.
Já a Argentina disputa sua segunda final de Copa do Mundo seguida, e dois terços do elenco tem campeões do Catar-2022. Venceu todos os sete jogos até aqui, incluindo três viradas consecutivas com contornos dramáticos, sobre Egito, Suíça e Inglaterra. E tem a seu favor o maior artilheiro dos Mundiais, Messi, autor de 21 gols, a quem o próprio técnico Scaloni confirma que a seleção se adapta.
As seleções se reencontram na Copa do Mundo depois de 60 anos, pois o último e único jogo oficial foi na fase de grupos do Mundial de 1966, com vitória argentina por 2 a 1. O retrospecto tem também 13 amistosos, com vantagem da Espanha (seis vitórias a cinco, com dois empates).
Atuais campeãs continentais, Argentina e Espanha deveriam ter se enfrentado há três meses, na Finalíssima, mas o jogo no Catar foi suspenso por causa da guerra entre EUA e Irã. Depois as confederações jamais entraram em acordo por uma nova data, e o duelo acabou cancelado.
Neste contexto, o encontro mais recente foi em um amistoso de 2018, com goleada espanhola por 6 a 1, mas quase não há remanescentes daquele jogo ainda nas seleções: Messi não jogou, e o melhor em campo foi Isco, com três gols.
Escalações prováveis
Espanha - técnico: Luis de la Fuente
A Espanha não costuma fazer segredo sobre escalação, e os titulares da final devem ser os mesmos das quartas e das semifinais. Fabián Ruiz virou titular na vaga que era de Pedri e deve ser mantido no meio-campo. Nos outros setores, não parece haver motivos para trocas.
Escalação: Unai Simón; Pedro Porro, Laporte, Cubarsí e Cucurella; Rodri, Fabián Ruiz e Dani Olmo; Lamine Yamal, Álex Baena e Mikel Oyarzabal.
Argentina - técnico: Lionel Scaloni
Ao contrário da Espanha, a Argentina tem variado a escalação e o sistema tático ao longo da Copa do Mundo. As viradas recentes tiveram grande participação dos reservas, principalmente Lautaro. Em relação à semifinal, a tendência é que De Paul retome a vaga de Giuliano Simeone para dar mais combatividade ao meio-campo.
Escalação: Dibu Martínez; Molina, Romero, Lisandro Martínez e Tagliafico; Paredes, De Paul, Enzo Fernández e Mac Allister; Lionel Messi e Julián Alvarez.
























