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Justiça definirá guarda de bebê internada com DST


Publicado por: - 04/10/2017

Continua internada no Hospital da Criança João Vargas de Oliveira o bebê de quatro meses que contraiu uma doença sexualmente transmissível (DST) após ser vítima de abuso sexual em Ponta Grossa.

 

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde, responsável pela gestão do hospital, a menina segue recebendo antibiótico intravenoso e permanece com o quadro de saúde estável.

 

Ainda segundo a assessoria, a liberação do bebê está condicionada muito mais à decisão judicial sobre a guarda da criança do que à resposta ao tratamento. Isso porque a mãe dela está presa na Cadeia Pública Hildebrando de Souza por causa do cumprimento de um mandado de prisão por roubo, e o pai dela é um dos investigados pela Polícia Civil – afinal de contas, ele foi um dos homens que teve contato com a criança e nenhuma possibilidade foi descartada pelas autoridades até o momento. Todos os homens que possam ter mantido contato com a bebê serão investigados.

 

A direção do Hospital da Criança aguarda um posicionamento da Vara da Infância e da Juventude sobre o destino da menina para começar a pensar em alta médica. O caso segue sob investigação por parte do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), sob comando da delegada Ana Paula Cunha Carvalho. A mãe da criança deve ser chamada para prestar depoimento novamente durante esta semana para indicar quem pode ter cometido o crime contra a filha.

 

 

O caso

 

De acordo com a delegada Ana Paula Cunha Carvalho, a mãe procurou o Conselho Tutelar e o caso foi encaminhado para a Polícia Civil. “Ela mostrou uma foto do órgão genital da bebê e tinha uma substância estranha, mucosa, como se fosse um corrimento”, explica a delegada, lembrando que a foto tinha sido tirada quatro dias antes da procura por ajuda. “Antes de mais nada, encaminhamos a menina para o Hospital da Criança para que ela fosse tratada. Depois de vários exames, ela foi diagnosticada como tricomoníase, uma doença transmitida exclusivamente pelo contato sexual”, completa Ana Paula.

 

Os médicos também confirmaram que não havia sinais de violência física na região íntima da criança, mas houve a possível coleta de esperma no material coletado nos órgãos genitais da criança. A esperança da polícia para elucidar o caso é que o material de fato seja esperma para que seja possível fazer um exame de DNA e compará-lo com possíveis suspeitos. Na última sexta-feira (29), a mãe foi levada para a delegacia para formalizar o boletim de ocorrência e acabou presa porque tinha em aberto um mandado de prisão expedido em 2015 por assalto a mão armada.

 

“Ela foi ouvida para dizer quem fez isso com a filha, mas foi evasiva nas informações”, explica Ana Paula. O pai da criança já foi ouvido, assim como outros familiares. “A avó materna confirmou que a mãe é usuária de drogas e que a casa é frequentada por muitos usuários”, completa a delegada, informando ainda que a mãe afirmou ter deixado o vício para cuidar dos filhos – ela tem mais um menino. “Vamos procurar todos os homens que tiveram contato com essa criança, coletar o material genético e encaminhá-lo para confrontar com o material encontrado na região íntima da menina”, explica Ana Paula.

 

 

Tricomoníase

 

A doença é transmitida por um protozoário exclusivamente pelo contato sexual sem proteção. Ela é transmitida nas relações entre homem e mulher e entre mulheres – a transmissão em relações entre homens é rara. A doença pode não causar qualquer sintoma, mas pode gerar ardência, dificuldade para urinar e dor durante a relação sexual. (Com A Rede)

 

 

 

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