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Teto de gastos atingiria onze deputados da bancada do PR


Publicado por: - 11/09/2017

A Câmara Federal retoma esta semana a votação da reforma política, e entre as propostas em discussão estão o estabelecimento de um teto de gastos para a campanha e também para os políticos que bancam os recursos para custearem suas candidaturas.

 

O texto aprovado pelo relator, deputado Vicente Cândido (PT-SP), estabelece o valor de R$ 2,5 milhões como teto para gastos eleitorais por candidato e de R$ 175 mil. Dos 30 deputados federais paranaenses eleitos em 2014, onze estariam fora desses limites, levando-se em conta os gastos declarados por eles na última eleição. 

 

Entre eles, por exemplo, estaria o deputado federal Alfredo Kaefer (PSL), que gastou R$ 4,7 milhões na última campanha, o maior valor entre os parlamentares eleitos pelo Estado para a Câmara Federal.

 

Caso prevaleçam os valores propostos pelo relator, em 2018, se for candidato à reeleição, Kaefer teria que reduzir em R$ 2,2 milhões os custos se quiser concorrer ao quarto mandato consecutivo. Além disso, ele disse ter tirado do próprio bolso R$ 997 mil para se eleger, bem acima do limite proposto na reforma. 

 

Já o deputado federal Edmar Arruda (PSD-PR), que tirou R$ 2,6 milhões da própria conta bancária para financiar a campanha em 2014, teria que arranjar novos meios de financiamento. O valor é quase 15 vezes maior que o permitido pelas novas regras em aprovação no Congresso.

 

Entre os 30 deputados paranaenses, Diego Garcia (PHS), foi o que apresentou o menor gasto (R$ 117 mil há três anos). Candidata mais votada em 2014, a deputada federal Christiane Yared (PR) teve a segunda campanha mais barata – gastou apenas R$ 120 mil - e obteve 200 mil votos nas urnas. Em uma simulação comparativa, cada voto de Yared teria custado R$ 0,60, ou seja, o menor 'custo-benefício'. Já cada voto do deputado Fernando Giacobo (PR) custou R$ 18,92.

 

Fundo eleitoral - Pré-candidata declarada ao Senado para 2018, Yared é contra a criação de um fundo eleitoral com recursos públicos para custear campanhas e defende o retorno do patrocínio privado – vetado pelo Supremo Tribunal Federal - com limite de gastos e de candidatos que cada empresa pode apoiar.

 

"O país vive uma enorme crise econômica. Problemas sérios na segurança, falta de estrutura para a educação, mais de 13 milhões de desempregados. É inaceitável gastar bilhões de reais para financiar campanha política. Eu não concordo com essa proposta", argumenta. 

 

O projeto prevê o repasse de 0,5% da receita bruta do governo federal em 12 meses para o fundo, o que corresponderia, em 2018, a R$ 3,6 bilhões."Eu aposto no corpo a corpo com a população, a conversa franca, o debate de ideias. Temos sim que definir e deixar as regras claras, mas é necessário colocar um limite nos gastos de campanha. Todos precisam entender que dá para se fazer política com menos dinheiro.

 

Campanhas milionárias dificultam o surgimento de novos candidatos e a renovação da política que o Brasil tanto precisa", avalia a parlamentar. (Com Bem Paraná)

 

 

 

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